terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Brasil e brasileiros perplexos



A complexidade do ato de governar
Um país é equivalente a uma tremenda empresa com milhões de funcionários e centenas de milhões de clientes. Multidisciplinar, é um pesadelo se concentra poderes excessivos na União, não deixando por força constitucional atribuições a suas diversas regiões.
O Brasil é isso, produto de genocídios (como qualquer outro), guerras e caprichos tornou-se gigantesco com um agravante, temos um padrão de governança confuso a partir do principal, a contribuição daqueles que pagam impostos, serviços e produtos sob responsabilidade do Governo Federal.
Fomos criados acreditando em maná e “paizinho da Pátria”.
Não existem milagres e o bom governo no Brasil é quase impossível, afinal temos um modelo que não é parlamentarista, presidencialista nem coisa nenhuma, excelente para as velhas raposas nacionais.
Os grandes acidentes, ao contrário dos menores que matam e aleijam diariamente no varejo, têm a virtude de mostrar os furos nessa calça mal feita. O que descobrimos em Santa Maria é a revelação de um Brasil alienado e com responsabilidades mal distribuídas, mal estruturadas e a ausência de bons profissionais na área técnica, afinal aqui herói é participante do BBB, time de futebol ou coisa parecida.
Desde muito tempo sabemos que a Educação é fundamental, mas desprezada solenemente. Em 1964, por exemplo, entramos no Instituto Eletrotécnico de Itajubá em meio a uma situação de não pagamento de salários aos professores em todos os níveis (Minas Gerais) e de lá para cá evoluímos, estamos longe, contudo, do padrão ideal de educação.
A ausência de profissionais de Engenharia, Arquitetura, Urbanismo, Sociologia, Medicina, Educação etc. em quantidade e qualidade suficiente produz um povo mal preparado para até exercer seus deveres de cidadania, afinal o problema só será sentido quando atingir o nariz do indivíduo cujo egoísmo é estimulado fortemente até em pacotes de filmes de mau gosto apresentados em nossa programação televisiva.
A tragédia indescritível de Santa Maria tem um tremendo perigo, os julgamentos apressados e oportunistas. É tão grave que merece uma auditoria técnica e jurídica minuciosa, sem o risco de “falhas humanas”. Talvez dali tenhamos uma postura diferente de governantes e empresários, assim como de pais de família que possam liberar seus filhos para se divertirem nessas arapucas.
Não há cidade brasileira que não tenha algo a mostrar de forma berrante o desrespeito ao cidadão, detalhes que vão da sinalização de obras a prédios gigantescos que mais cedo ou tarde poderão ser manchetes de jornais.
Sim, temos a ABNT. Quem governa a Associação Brasileira de Normas Técnicas? As “nossas” normas técnicas estão acessíveis a qualquer cidadão sem custos, instantaneamente via algum portal? Não! Existem em quantidade suficiente e necessária ao nosso povo ou muitas continuam sendo motivo de reuniões intermináveis? Nossos governantes sabem que elas existem? Por quê não as valorizam devidamente? Vale a pena ver (Ao entrar numa casa noturna, saiba como verificar se o local é seguro, 2013).
Assim, de omissão à ignorância caminhamos para outras tragédias, até quando?
O ato de governar também significa ter atenção para detalhes técnicos além da politacagem que dia a dia nos dá mais repugnância.
Infelizmente não temos restrições constitucionais éticas, morais e técnicas para a escolha de nossos representantes e do próprio Poder Executivo.
Governar não é chorar, fazer discursos emocionados e abusar da ignorância de povo sabendo que o mandato é curto e a memória dos cidadãos e de nossas cidadãs menor ainda.

Cascaes
29.1.2013
Glauco Araújo, C. L. (29 de 1 de 2013). Ao entrar numa casa noturna, saiba como verificar se o local é seguro. Fonte: G1: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/01/ao-entrar-numa-casa-noturna-saiba-como-verificar-se-o-local-e-seguro.html

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A boa democracia - o governo e suas responsabilidades


Educação para a segurança de todos
Algo que nos surpreendeu em nossas atividades na Região Metropolitana de Curitiba [ (Cascaes, Escola de Música Lions - LCC Batel), (Cascaes, Mirante do Comunidade Escola), (Cascaes, PROJETO LIBERDADE EM AÇÃO – VILA LIBERDADE, ANA MARIA E NOVA ESPERANÇA), (Cascaes, Projeto Colombo), (Cascaes, Projeto Zumbi - Mauá), (Melo)] e individualmente [ (Cascaes, Ponderações Engenheirais), (Cascaes, Mirante do Comunidade Escola)] é a insensibilidade de nossas autoridades a situações de risco elevado em áreas públicas, tais como calçadas, ciclovias, arborização, transporte coletivo urbano, água e esgoto etc.
Tudo parece se resumir a reclamações que devem ser feitas a um sistema 156 ou algum telefone de concessionária para ser esquecido.
Durante a administração de Roberto Requião como prefeito a cidade foi subdivida para melhor administração. Logo virou feudos políticos e perdeu funcionalidade burocratizando-se. Pilotos de escrivaninha não gostam de andar pela cidade...
Blogs, facebook, youtube, portais etc. são proibidos nas repartições públicas, concessionárias e grandes empresas. O medo de mau uso inibe o tremendo potencial desses sistemas como fonte de informações. Não são capazes nem de criar um espaço de rastreamento de informações de interesse dessas entidades e do povo em geral.
Burocracia?
O labirinto é interminável quando o problema envolve mais de uma repartição pública e concessionárias. Compete, por exemplo, ao proprietário do imóvel descobrir a quem reclamar, isso na esperança de não devolverem a bola.
O resultado disso tudo é a exclusão do cidadão comum no processo de mútua vigilância.
Em santa Maria, nessa tragédia absurda assim como nos incêndios de favelas, grandes acidentes rodoviários, transporte e distribuição de energia, telecomunicações, água e esgoto etc. muita coisa seria evitada se nosso povo fosse educado de forma mais proativa, cidadã, transformando-se em vigilante do que for capaz de detetar.
Infelizmente vemos em programas de TV o endeusamento de gente que raramente é referência de educação cívica. Vale qualquer tara, fobia ou fanatismo que dê ibope.
O que houve em Santa Maria é inaceitável, mais ainda as explicações das “autoridades”. Fosse outra cidade mais humilde, vá lá. Uma festa de universitários num clube badalado, contudo, pode alegar tudo, menos ignorância.
Isso acontece lá, aqui e em muitos lugares do Brasil, onde vemos com preocupação aglomerações humanas que só precisam de um estampido para se transformarem em pisoteamentos, vandalismo, guerras de torcidas etc.
É bom repetir à exaustão, esquecemos a boa Engenharia, Arquitetura, Urbanismo, Técnicas de Segurança e muito mais nesse longo inverno em que tudo se transformava em juros para “conter a inflação”.
Nossos governantes, os mais lúcidos, pois alguns não se corrigirão nunca, deveria se reunir para discutir propostas a favor do nosso povo e a partir daí tomar a iniciativa em ações políticas em Brasília e em seus lugares de poder.
Sentimos um Brasil alienado, sentimental e fútil. Para agravar tudo isso a grande mídia gasta um tempo ínfimo em programas úteis. Os enlatados americanos ocupam muito tempo das telinhas e a acessibilidade aos bons filmes e programas diminui, em vez de aumentar. Nossos programas nacionais, por sua vez, tratam de tudo menos do que seria realmente prioridade para construção de um povo saudável, trabalhador, honesto e feliz.
Sabemos que o jogo político é pesado e as campanhas para 2014 já começaram.
Quantos brasileiros serão penalizados por guerrinhas políticas, incompetência, corrupção ou simples desprezo?

Cascaes
28.1.2013

Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Projeto Zumbi - Mauá: http://zumbimaua.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Projeto Colombo: http://projeto-colombo.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Escola de Música Lions - LCC Batel: http://escolademusicalccbatel.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Mirante do Comunidade Escola: http://mirante-do-comunidade-escola.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Cidade do Pedestre: http://cidadedopedestre.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Ponderações Engenheirais: http://pensando-na-engenharia.blogspot.com/
Cascaes, J. C. (s.d.). PROJETO LIBERDADE EM AÇÃO – VILA LIBERDADE, ANA MARIA E NOVA ESPERANÇA. Fonte: PROJETO LIBERDADE EM AÇÃO – VILA LIBERDADE, ANA MARIA E NOVA ESPERANÇA: http://projetoliberdadeemcolombo.blogspot.com.br/
Melo, C. E. (s.d.). Lions Clube Curitiba Batel. Fonte: Distritos Múltiplos "L" - Brasil: http://www.lions.org.br/lionsbatel/

sábado, 5 de janeiro de 2013

Por um Brasil melhor


Por um Brasil melhor
As humilhações não param de acontecer. Novos prefeitos, velhos problemas e pior, o abismo institucional criado por um Congresso Nacional corporativo é tremendamente prejudicial à nação brasileira.
O impostômetro “parou” em um e meio trilhão de reais em 2012, isso sem falar nos prejuízos de recursos mal aplicados, tarifas excessivas, subsídios de toda espécie etc.
No Brasil isso ficou fácil. Grandes grupos econômicos e corporativos têm recursos para montar lobby na capital federal, isolada, longe de ambientes politizados como acontecia quando do Catete o governante gerenciava o nosso país.
Olhamos outros países e ficamos sem entender, se a análise for expressa, porque eles são tão poderosos e nós não decolamos.
Parece que tudo depende do Governo Federal, o que é real se lembrarmos a má gestão dos municípios e estados acostumados a fazer tudo sem a responsabilidade das contas e a má distribuição de impostos, taxas, carimbos, gerência de tarifas etc.. O PAC é o culpado e os pacotinhos locais esquecidos, pois não temos dinheiro...
Chegamos ao absurdo de ver tarifas e padrões de qualidade de distribuição de energia elétrica e comunicações sendo decididas por agências federais e tudo depende de financiamentos do BNDES ou verbas que nossos diligentes representantes conquistam.
Fazer do Brasil uma confederação com regiões independentes e subordinadas à União no mínimo possível seria uma forma de corrigir essas extravagâncias e irresponsabilidades.
Da Wikipédia extraímos dois exemplos clássicos:
1 de Agosto de 1291 é a data da formação da Confederação Helvética. Esta data foi encontrada num documento que já foi autenticado através de uma análise radionuclear de Carbono-14. Tudo começou com uma estrada chamada São Gotardo e três pequenos vales no centro do território suíço - Waldstätte - que ficaram esquecidos pelos duques e reis. Do século XI ao século XIII, muitas cidades foram fundadas, incluindo BernaLucerna e Friburgo. A estrada de São Gotardo serviu às populações que viviam nas planícies e nas montanhas, unindo-as. Ao longo dos tempos, foram feitas estradas entre os povoados e a confederação foi aumentando o seu território, tornando as aldeias das montanhas mais próximas e mais fortes.
O segundo deve ser lido com atenção em (História dos Estados Unidos (1783-1815)) mostrando as dúvidas americanas em relação à formação do Estado. Na prática os EUA são uma confederação.
Nós temos uma situação inusitada que se demonstra por si só, ou seja, a falência da Federação. Os equívocos mostram-se devastadores colocando em dúvida atroz o futuro de nossos descendentes.
Todos nós temos o direito de errar, o fundamental é limitar nossa capacidade de destruição.
Assim o governo federal deve ser limitado,  a participação em geral, a transparência e o estímulo à crítica devem ser fortalecidos, levando-nos, provavelmente a mudanças institucionais profundas diante da constatação da inutilidade e incompetência atávica da União.
A redivisão do Brasil em regiões, com senado e leis próprias, subordinadas a um poder central com atuação limitada às Forças Armadas, Política Externa, Banco Central, último estágio do Poder Judiciário (totalmente independente e superior aos demais), Ministério Público absolutamente independente e alguma coisa mais seria fundamental ao sucesso de, pelo menos, uma ou mais regiões do Brasil.
Vemos a situação do afogado que lega consigo aqueles que pretendem salvá-lo.
O livro (La Commune de Paris - racontée par les Parisiens) é imperdível quando imaginamos mudanças pela força. Os livros de Hannah Arendt formam um conjunto simplesmente magistral, merecem ser lidos um a um. O (Operação Araguaia, 2011) envolve amigos pessoais, dando-nos a lembrança triste de uma época polarizada ideologicamente, que tantas vítimas causou, na esperança sincera de mudar o Brasil para melhor.
Pacificamente, sem rancores, com competência e independência de caprichos, devemos rever nossa organização institucional, fugindo dos arbítrios de um poder central, tanto quanto possível.
Iniciamos um blog (O irredento) onde queremos tratar deste assunto sem xenofobia, racismo e outros vícios humanos.
A convicção da necessidade de mudanças colocamos em filmes que pela espontaneidade demonstram nossas convicções.
Vamos reconstruir o Brasil?

Cascaes
5.1.2012

Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: O irredento: http://o-irredento.blogspot.com.br/
História dos Estados Unidos (1783-1815). (s.d.). Fonte: Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_dos_Estados_Unidos_(1783-1815)
Lecaillon, J. F. (s.d.). La Commune de Paris - racontée par les Parisiens. Bernard Giovanangeli Éditeur.
Taís Morais, E. S. (2011). Operação Araguaia. São Paulo: Geração Editorial.