sexta-feira, 28 de junho de 2013
Servidão Moderna
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22:05
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20:33
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Brasil em Cartaz
Brasil em Cartaz (Música feita com o conteúdo dos cartazes das manifestações)
Thiago Correa·
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20:27
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Thiago Correa
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Manchetes que esperamos ver há décadas - assim dá orgulho de ser brasileiro
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07:43
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quarta-feira, 26 de junho de 2013
Catracando
Aferição e avaliação de sistemas de faturamento e a
manifestações populares
Algo inacreditavelmente ingênuo no Brasil é a provável
ausência de sistemática de auditoria e aferição de sistemas e componentes de
medição de faturamento.
Serviços essenciais cobram custos que os chefes de família,
empresário e até pessoas extremamente humildes pagam sem que saibam de serviços
de auditorias e verificações de precisão, confiabilidade e inviolabilidade em
sistemas (homem – máquina) que lastreiam faturas, tarifas e subsídios.
No Setor Elétrico essa é uma tradição que não encontramos
nos demais serviços. Com toda a experiência, mesmo assim, os consumidores foram
surpreendidos pela descoberta de que os responsáveis pelas tarifas de energia
erravam, levando a mudanças de gerência na ANEEL.
E na telefonia, lixo, água e esgoto, transporte coletivo,
sistemas de saúde etc.?
As manifestações que iniciaram com o MPL cobrando tarifas de
transporte coletivo urbano razoáveis começam a provocar o zeramento de impostos
e programas de subsídios.
E as planilhas e sistemas de catracas, processamento de dados,
computadores e tudo o mais que formam as tão queridas “bilhetagem automática” e
planilhas? As catracas automáticas e seus computadores, tão importantes que
foram cláusula especial no edital de licitação de outorga de concessões em
Curitiba, são seguras, confiáveis e precisas?
Aliás, Curitiba é um caso especial de atenção, ou melhor,
exige um trabalho técnico por profissionais habilitados e competentes e de
idoneidade reconhecida e garantida (seguradoras?).
Aqui as manifestações do MPL (MPL -
Movimento Passe Livre) e de entidades associadas têm anos de
existência, sem, entretanto, obterem ressonância adequada. Agora, graças à
mobilização nacional em muitas cidades o tema volta com muito mais força.
E as catracas?
As catracas são aferidas? Como? Quem? São invioláveis? Qual
é a precisão delas? E o resto do sistema, inclusive os funcionários que
manuseiam o sistema, é confiável, seguro, bem preparado e equipado?
A melhor forma de confiar é desconfiando. É burrice aceitar
créditos simplórios quando se mexe com tanto dinheiro.
Vamos insistir na luta pelo saneamento dos sistemas de
transporte coletivo urbano, só para começar.
A inoperância de agências reguladoras e até dos ministérios
públicos é algo assombroso. A omissão matou centenas de jovens em Santa Maria e
em São Paulo, em Congonhas, a TAM deu-nos uma tragédia impressionante.
Pior, entretanto, foi sentir o desamparo político em que
mergulhamos. Parece até algo contagioso, uma praga. A grande maioria dos
políticos eleitos para representar o povo muda de comportamento a partir do
momento dos rituais de posse. Aliás, nosso povo adora solenidades pomposas,
rituais de passagem, infelizmente essas passagens custam muito caro para os
brasileiros.
Maravilhosamente nossos jovens estão mobilizados. Agora até centrais
sindicais acomodadas acordaram, anunciando à Presidência que, para não serem
alvo de campanhas e movimentos populares, deverão fazer greves nacionais a
favor de pautas antigas.
Os governantes deverão tomar juízo, começando por não nomear
indivíduos suspeitos como vimos acontecer no Paraná (Richa nomeia pivô do caso da sogra fantasma como secretário, 2013) . Aqui a atitude de
prefeitos e do Governador parece ser a de que as manifestações não lhes afetam.
Estão pondo gasolina na fogueira...
Queremos viver num Brasil justo, sério e responsável.
Nossos políticos dão sinais de acordar em Brasília, e aqui?
Cascaes
26.6.2013
KARLOS KOHLBACH, E. L. (26 de 6 de 2013). Richa
nomeia pivô do caso da sogra fantasma como secretário. Fonte: Gazeta do
Povo:
http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=1385441&tit=Richa-nomeia-pivo-do-caso-da-sogra-fantasma-como-secretario
MPL - Movimento Passe Livre. (s.d.). Fonte: Wikipédia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Passe_Livre
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21:19
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PROPOSTAS DO MINISTRO E PRESIDENTE DO STF JOAQUIM BARBOSA FEITAS A DILMA ROUSSEF (PT)
De: Geraldo
Serathiuk [mailto:gserathiuk@yahoo.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 26 de junho de 2013 11:08
Para: JOAO CARLOS CASCAES
Assunto: PROPOSTAS DE JOAQUIM BARBOSA FEITAS A DILMA ROUSSEF(PT)
Enviada em: quarta-feira, 26 de junho de 2013 11:08
Para: JOAO CARLOS CASCAES
Assunto: PROPOSTAS DE JOAQUIM BARBOSA FEITAS A DILMA ROUSSEF(PT)
PROPOSTAS DO MINISTRO E PRESIDENTE DO STF JOAQUIM BARBOSA FEITAS A
DILMA ROUSSEF(PT)
Aumentar a participação popular na gestão do estado brasileiro e
diminuir a influência dos partidos políticos sobre a administração publica, com
a diminuição do numero de cargos comissionados;
Permitir candidaturas avulsas aos partidos políticos;
Acabar com a figura do senador suplente, pois considera isso uma
"excrescência";
Implantar o voto distrital, seja o voto distrital puro, em um
turno, seja o voto distrital qualificado, ou seja, se faz um primeiro turno de
votação e vão para o segundo turno apenas candidatos em cada distrito que
obtiveram um percentual, digamos, de 10%, 15%."
Criar a possibilidade de o povo retirar o mandato de quem foi
eleito, caso não cumpra o prometido;
Diminuir o numero de promoções no poder judiciário por merecimento
e aumentar por antiguidade, para impedir a pressão e influência política sobre
a ascensão funcional;
Diminuir o numero de advogados indicados como juízes no Tribunal
Eleitoral;
Proibir a advocacia de advogados que tenham parentes no tribunal
onde existe demanda de seu interesse;
Fazer o julgamento final do mensalão até agosto de 2013;
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19:01
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domingo, 23 de junho de 2013
O bom exemplo do Brasil - parabéns aos jovens manifestantes
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21:36
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sábado, 22 de junho de 2013
Tirania fiscal
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15:37
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reforma fiscal
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Abaixo a cooptação política
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16:09
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O Povo acordou
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13:09
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Aldo Cioffi
E se o povo brasileiro boicotasse os patrocinadores da FIFA o que aconteceria ?
De: Paulo Ferraz [mailto:pscferraz@gmail.com]
Enviada em: sexta-feira, 21 de junho de 2013 00:21
Para: João Carlos Cascaes
Assunto: Fwd: E se o povo brasileiro boicotasse os patrocinadores da FIFA o que aconteceria ?
Enviada em: sexta-feira, 21 de junho de 2013 00:21
Para: João Carlos Cascaes
Assunto: Fwd: E se o povo brasileiro boicotasse os patrocinadores da FIFA o que aconteceria ?
---------- Mensagem encaminhada
----------
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11:28
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"Pra quem não entendeu ainda: os vinte centavos, um por um:
Enviada em: sexta-feira, 21 de junho de 2013 09:43
Para: Roberto na UOL
Assunto: ENC: MOVIMENTO PASSE LIVRE
Para: Roberto na UOL
Assunto: ENC: MOVIMENTO PASSE LIVRE
00,01 - a corrupção
00,02 - a impunidade
00,03 - a violência urbana
00,04 - a ameaça da volta da inflação
00,05 - a quantidade de impostos que pagamos sem ter nada em troca
00,06 - o baixo salário dos professores e médicos do estado
00,07 - o alto salário dos políticos
00,08 - a falta de uma oposição ao governo
00,09 - a falta de vergonha na cara dos governantes
00,10 - as nossas escolas e a falta de educação
00,11 - os nossos hospitais e a falta de um sistema de saúde digno
00,12 - as nossas estradas e a ineficiência do transporte público
00,13 - a prática da troca de votos por cargos públicos nos centros de poder que causa distorções
00,14 - a troca de votos da população menos esclarecida por pequenas melhorias públicas (pagas com dinheiro público) que coloca sempre os mesmos nomes no poder
00,15 - políticos condenados pela justiça ainda na ativa
00,16 - os mensaleiros terem sido julgados, condenados e ainda estarem livres
00,17 - partidos que parecem quadrilhas
00,18 - o preço dos estádios para a copa do mundo, o superfaturamento e a má qualidade das obras públicas
00,19 - a mídia tendenciosa e vendida
00,20 - a percepção que não somos representados pelos nossos governantes"
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10:49
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Blumenau reage
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06:51
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A ferida aberta
Factoides e irresponsabilidade
A ferida se abre espalhando pus; é feia, estava enorme; antes
parecia apenas uma bola escura, mas quem conhece um pouco do que acontecia
debaixo daquela pele sabia que precisava ser aberta para poder curar.
O povo brasileiro está abrindo uma ferida fétida, mais após
o início do tratamento. O paciente demorou a procurar o médico, a fila no SUS é
imensa, e agora uma junta médica, que tem pressa, abriu para ver no que dá.
Curar a coisa não é só abrir, será fundamental muita
competência; demoraram demais e até usaram remédios importados, não
acreditaram, essa grande família, em remédios consagrados e métodos clássicos,
como a sabedoria popular, a experiência e a simples observação. O tratamento
não será simples, podendo até agravar o que originou essa doença.
Todos sabem e agora explicam as causas, e a cura?
Não temos quem consiga convencer o paciente de que é
possível curar se acontecer um tratamento sério, responsável, evolutivo. Quem fará?
Existem hospitais? Remédios/ onde?
O povo brasileiro está mostrando em final de outono e início
de inverno que a nação está com muitas feridas. As doenças são conhecidas:
corrupção, factoides, irresponsabilidade, corporativismo alienado, impunidade
etc. contaminaram gente demais.
É uma praga que a Humanidade sente em mais uma crise
econômica mundial. A liberdade que criminosos e avarentos usaram e abusaram
transformou a marola em tsunamis.
O passeio em berço esplêndido transforma-se em pesadelo.
É preciso coragem para enfrentar o tratamento. O tamanho das
manifestações, pacíficas em termos, demonstra essa disposição. O povo está
saturado por uma classe política que usa e abusa de rótulos antigos. O problema
é que o conteúdo de suas cabeças não presta. Os rótulos mentem com nomes
pomposos e inúteis, pior ainda, perigosos. As bulas não dizem nada ou são
escritas de forma incompreensível.
Nossos gerentes apelam para qualquer coisa para pacificar os
clientes. Logo estarão dando brindes para quem usar energia, ainda que isso
signifique o esgotamento de reservas reduzidas. O transporte coletivo, início
dessa revolta, continua sem a proposta de auditorias independentes, já ninguém
quer esperar.
A história dos carteis é pública e notória, acreditar neles?
Os políticos mostram rostos sisudos, discursos “amigos”,
todos elogiam os estudantes.
Aí estão acertando.
Que maravilha, uma nova geração de brasileiros aprendeu nas
redes sociais o que seus pais ensinaram ao contrário. Mostram a cara, reagem,
lutam.
Toda doença bem diagnosticada recria esperanças. Vemos as
análises em cartazes. A pior delas: o projeto FIFA e sua execução jogaram “m”
no ventilador. A arrogância desses vândalos importados humilhou os brasileiros.
Aqui vieram para ditar padrões, leis e privilégios absurdos.
Entre muitas dores do tratamento vale a pena rejeitar
compromissos com acordos ocultos e que aos poucos se revelam, protelando
hospitais, escolas, estradas, etc. e obrigando governos a privatizarem de
qualquer jeito serviços e instalações para fazer caixa e servir melhor os
grupos econômicos estrangeiros e nacionais, os agiotas festejam...
Valeu, parecia que os brasileiros estavam mortos, frios e
congelados.
Que o gigante acorde e tome juízo.
Cascaes
21.6.2013
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quinta-feira, 20 de junho de 2013
Qual é o novo Brasil que queremos?
Assunto: ENC: Qual é o novo Brasil que queremos?
CL Cascaes, é importante divulgar isso. Se você puder responder
é bom.
Abraço.
Nilson
Assunto: Qual é o novo Brasil que queremos?
Nas duas últimas semanas milhares de brasileiros foram às ruas de todo o país exigir não só a revogação do aumento do transporte público, mas deixar claro para o governo que temos uma voz e ela precisa ser ouvida. Há um novo Brasil surgindo, um Brasil dos seus cidadãos e nós queremos entender um pouco melhor que Brasil é esse. Será que vocês poderiam reservar cinco minutos para responder à nossa pesquisa?
https://pt.surveymonkey.com/s/C2X3HF5
A sua opinião será mantida em sigilo e vai ajudar a garantir que essa nova iniciativa reflita as opiniões de toda a comunidade da Avaaz.
Muito obrigado,
Pedro, Diego, Carol, Nadia, Luis, Alice, Ian e toda a equipe da Avaaz
P.S. Quer começar sua própria petição sobre algum assunto que for importante para você? Comece aqui: http://avaaz.org/po/petition/start_a_petition/
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REVOLTANTE! A VERDADE QUE NINGUÉM MOSTRA SOBRE A COPA 2013
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15:01
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Que governo!
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14:46
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quarta-feira, 19 de junho de 2013
Não, quero a Copa desse jeito - No, I'm not going to the world cup.
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02:11
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terça-feira, 18 de junho de 2013
a Sombra do Imposto
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11:52
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domingo, 16 de junho de 2013
O contribuinte, o pagador de taxas, tarifas etc. paga a conta
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18:10
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segunda-feira, 3 de junho de 2013
Ranking dos políticos brasileiros.
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16:37
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domingo, 26 de maio de 2013
Para os jovens da década de 60 do século passado
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12:17
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segunda-feira, 13 de maio de 2013
A importância de conhecer nossa história
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09:22
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quarta-feira, 1 de maio de 2013
Transporte Coletivo Metropolitano - improvisação sempre?
RIT e RMC – vítimas da improvisação
A aproximação do prazo para um acordo em torno da integração
do transporte coletivo urbano de Curitiba coloca em destaque o que na Copel
chamávamos de “provi sempre”, ou seja, correções provisórias que se transformam
em permanentes, apesar da precariedade e riscos inerentes ao que é feito “nas
coxas”, com o perdão da palavra.
Nas coxas só charuto cubano é realmente bom...
A omissão de prefeitos, governadores e até do Governo
Federal em relação ao transporte coletivo metropolitano e o urbano, quando não
envolvem e obras e equipamentos midiáticos, é um espanto, será ignorância? Ou
as necessidades reais do povo realmente trabalhador não são prioridades? Pão e
circo para a plebe? A Corte não usa transporte coletivo urbano.
O tema deveria ser motivo de análise permanente de equipes
de alto nível técnico e político, não foi. Graças à acomodação até de nossos
parlamentares foi empurrado com a barriga para gavetas. Tivemos discussões, sim (RMC em
debate, 2010) ,
mas, misteriosamente, foram esquecidas.
Poderíamos, a essa altura, ter um belíssimo sistema se
aproveitássemos os exemplos existentes nas boas cidades do nosso planetinha;
procuramos até estimular o Ministério Público do Paraná a alguma iniciativa (Ofício ao Ministério Público em 25 de fevereiro de
2009 , 2009) .
A onda “Copa do Mundo” transformou-se em marola diante da
ineficácia daqueles que poderiam ter sido mais ágeis; principalmente no início
o Paraná teve como obter recursos para bons projetos, infelizmente nas gavetas
de nossos planejadores só tínhamos anteprojetos ruins ou mal feitos.
Note-se que o tema integração metropolitana é complexo. Deve-se
evitar transformar vilas e cidades em simples dormitórios, a descentralização é
importantíssima. Não é saudável concentrar serviços essenciais nas sedes das
metrópoles.
Algo aconteceu para equipar a constelação de cidades que
formam a RMC em unidades autônomas do ponto de vista atendimento médico,
clínico, segurança, lazer, cultura etc.? Foi significativo esse conjunto de
iniciativas?
Voltando ao tema transporte coletivo metropolitano, as
famosas tarifas técnicas têm sido auditadas rigorosamente? A bilhetagem
eletrônica é confiável? Não é manipulada? Qual a segurança que oferecem ao
público pagador de passagens? Quem faz as auditagens? É independente dos
interesses econômicos e de maus políticos? Existe vigilância dos cobradores e
motoristas para impedir “armações” nas catracas? Usando muito o transporte
coletivo já vimos de tudo...
Hoje, dia 1 de maio de 2013, é o Dia do Trabalhador. Com certeza
anúncios simpáticos serão feitos. É rotina!
A vida do trabalhador depende de muita coisa, inclusive de
salários decentes, justos. Nesse sentido vemos progressos importantes. Mas e o
resto?
Desde planos habitacionais extremamente modestos,
construindo favelas de tijolos, até o atendimento de suas necessidades
essenciais é “pralamentar”.
Nossos parlamentares fariam muito se em vez de gastar tempo
com projetos laudatórios, CPIs inúteis, projetos de lei para defender colegas
etc. se dedicassem honestamente a conhecer, conviver e procurar soluções para
os seus eleitores.
Cascaes
1.5.2013
Cascaes, J. C. (25 de 2 de 2009). Ofício ao
Ministério Público em 25 de fevereiro de 2009 . Fonte: O Transporte
Coletivo Urbano - Visões e Tecnologia :
http://otransportecoletivourbano.blogspot.com.br/2009/02/oficio-ao-ministerio-publico-em-25-de.html
IPARDES. (27 de 10 de 2010). RMC em debate.
Fonte: O Transporte Coletivo Urbano - Visões e Tecnologia :
http://otransportecoletivourbano.blogspot.com.br/2009/10/rmc-em-debate.html
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terça-feira, 30 de abril de 2013
Orçamentos e cortes difíceis de aceitar em Curitiba
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Onde está o verdadeiro governo? Temos vigilância cívica? A política do caos é válida?
Onde está o verdadeiro governo? Temos vigilância cívica?
Reportagens sucessivas do Jornal Gazeta do Povo ilustram uma
situação inacreditável de desgoverno em todos os níveis da Federação. Chegamos a
um ponto de gastar bilhões de dólares para escapar de um tremendo racionamento
de energia, que não aconteceu graças ao fraco PIB no ano passado, que talvez se
repita em 2013 se comparado aos melhores e mais inteligentes países do mundo. Pior
ainda, estimula o consumo e reduz impostos que afetam os estados e municípios.
Quebrou grandes estatais a troco do quê?
O governo federal distribui dinheiro em bolsas duvidosas e
retarda obras estruturais, essenciais à redução do custo Brasil e criação de
postos de trabalho permanentes.
Nada foi feito para diminuição da burocracia, exceto em
perfumarias.
A reforma política e a fiscal não acontecem.
Os partidos se prendem aos segundos do horário político
esquecendo o povo.
Nos estados e municípios parece que acordaram. Problemas crônicos,
apesar disso, são tratados em função da competência do apadrinhado de algum
partido ou algum especialista melhor preparado no poder. A maior consciência
nos municípios é natural, os munícipes não estão a centenas ou milhares de
quilômetros de Brasília...
Continuamos vendo o poder de cartéis e corporações. As
entidades de classe silenciam em questões de suma importância; que fraternidade
venenosa!
Entre os cidadãos comuns o espírito de bajulação supera de
longe o civismo, que se resume em demonstrações inúteis e difusas. Meu pai não
cansava de dizer, quem tem c... tem medo.
Felizmente temos ainda bons jornais e as redes sociais. Para
completar, quando deixam, programas humorísticos acrescentam críticas assim
como as eternas e fantásticas charges, que, por um mistério qualquer, não
merecem nem academias semelhantes àquelas que vemos de letras e coisas
semelhantes.
Cada povo exerce uma forma de reação de acordo com sua
cultura e diversas condições estratégicas, se pensar em política e criação de
opinião pública e ações e reações enérgicas for o objetivo da avaliação.
Na história da França descobrimos uma sequência fantástica
de episódios que marcaram a História da Humanidade e que merecem ser lidos com
atenção. No artigo (O poder da opinião pública , 2013) relacionamos algumas
fontes de imenso valor, seriam inesgotáveis, mas essas são recentes e podem ser
encontradas em boas livrarias. O exemplo francês é uma advertência contra a
incompetência e despotismo, a Versalhes (Brasília) alienante e a importância do
bom exercício do Poder. Épocas diferentes na França são tratadas nos livros
apontados, mas a França até hoje luta para encontrar um norte sustentável. Os franceses
ainda não se decidiram se querem viver em ambiente de fraternidade ou
valorizando aristocracias perdulárias... Na dúvida afundam em dívidas e
inventam guerras para distrair o povo.
E aqui?
Em Curitiba e no Paraná temos as manifestações de Suas
Excias.: o prefeito atual de Curitiba, Dr. Gustavo Fruet, e o Governador Beto Richa.
Um debate de surdos assusta com o beneplácito de prefeitos e vereadores da RMC.
O transporte coletivo urbano da Região Metropolitana de
Curitiba é a bola da vez, tarifas prováveis e auditorias performáticas[1]
deixam-nos assustados.
Tudo indica que passaremos anos difíceis até a cidade de
Curitiba se reorganizar. Fica, contudo, a pergunta que não cansa de ressoar em
nossas análises:
O que a Câmara de Vereadores, o
Tribunal de Contas, o Ministério Público e nossos deputados de oposição faziam
antes das últimas eleições? Será que nada sabiam? Deixaram acontecer? Por quê?
O contribuinte sustenta uma máquina jurídica, política e
administrativa caríssima exatamente para evitar o que estamos descobrindo, será
eficaz? Teríamos alternativas?
Como deve se comportar quem pretende assumir postos de
comando e no legislativo, deixar o inferno acontecer para surgir como salvador
da Pátria?
Onde estavam os partidos políticos, fazendo conchavos?
O atual prefeito de Curitiba não tem uma vice-prefeita
petista? Será que ela não consegue recursos para Curitiba?
A prioridade é a FIFA?
Cascaes
30.4.2013
Cascaes, J. C. (28 de 4 de 2013). O poder da
opinião pública . Fonte: A favor da democracia no Brasil:
http://afavordademocracianbrasil.blogspot.com.br/2013/04/o-poder-da-opiniao-publica.html
Significados de Performático :
Por Débora Sonsim (ES)
em 08-07-2010
Indivíduo que compõe performances.
Como quando um ator está interpretando papéis. Expressivo.
Ele é uma pessoa
performática
Sinônimos: atuação mais...
Relacionadas: performance ator papéis pensamento alienado fútil vazio mais...
Relacionadas: performance ator papéis pensamento alienado fútil vazio mais...
Por Dicionário inFormal (SP)
em 16-03-2013
Em filosofia, de acordo
com Luc Ferry, refere-se ao indivíduo que tem suas atitudes e pensamentos
norteados por uma sociedade preocupada demais com a "performance"
(sucesso). Aquele preocupado de impressionar aos outros para poder se sentir
importante.
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08:40
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segunda-feira, 29 de abril de 2013
Tarifas, Transporte Coletivo e Política
Assim caminha o Paraná
Um artigo do Jornal Gazeta do Povo da edição de domingo, dia
28 de abril de 2013, faz uma análise do comportamento do curitibano ("Política importa, mas eu não me importo",
diz o curitibano, 2013) . A reportagem começa dizendo “Falar é
uma coisa. Fazer é outra. Quando o assunto é política, o curitibano vai bem no
discurso, mas na prática são poucos os cidadãos que participam e acompanham a
vida política na cidade...”.
As explicações podem ser analisadas em detalhes por
cientistas políticos dedicados ao Paraná. Algo bem feito vai lembrar, por
exemplo, que há meio século a Teologia da Libertação estava a pleno vapor e a
polarização ideológica atingindo níveis explosivos, inclusive na capital do
Paraná, o que talvez justifique a declaração do antropólogo da UFPR Carlos
Alberto Balhana relembrando, na reportagem citada, que nos anos 50 a população
brasileira tinha um perfil mais revolucionário.
Décadas de mordaça direta e indireta e a alienação do
endeusamento de outros valores desviram os brasileiros, não apenas os
curitibanos, da militância política.
O resultado é a lógica do vale tudo, explícita na PEC que
procura colocar os parlamentares federais no nível dos intocáveis. Nesse caso
vimos surpresos a relação dos políticos paranaenses (surpresa em relação a uma
minoria) que assinaram essa proposta; que tristeza sentir que gente que
admirávamos “embarcou” nessa monstruosidade antidemocrática.
Um exemplo que pode incomodar os chefes de plantão, contudo,
é a tormenta que poderá existir com mais um degrau tarifário no transporte
coletivo urbano de Curitiba. Seguindo à risca o comportamento que ouvi de um
copeliano em tempos semelhantes, o processo de avaliação das tarifas segue um
caminho 100% formalista e extremamente bem apoiado pela mídia engajada nos
desejos dominantes. Isso incomoda, pois o resultado disso tudo será mais um
custo Paraná e do trabalhador, se tiver emprego.
Questões operacionais e de auditagem real foram desprezadas
[ (A integração
deixará de existir - e como ficam os usuários e o sistema de transporte
coletivo, o que acontecerá no "day after"? , 2013) , (Cascaes, Auditoria URGENTE no sistema de transporte coletivo urbano de
Curitiba - das catracas aos ônibus , 2013) , (Cascaes, Pesadelo operacional se a Integração (RIT) acabar em maio de
2013 na RMC , 2013) , (Perguntas esquecidas , 2013) ].
A sensação que temos é a de que estamos no caminho ilustrado
pela tática do “bode russo” (Cascaes, Evolução do bode russo no transporte coletivo, 2013) . Ou é isso ou
estamos sob um gerenciamento tremendamente ingênuo do transporte coletivo
urbano de Curitiba e da Região Metropolitana.
Fica, entretanto, a tranquilidade das elites poderosas. Como
disse (Kohlbach, 2013) e mostrou através de gráficos não
haverá reação significativa. Essa é uma certeza maior quando entidades que
deveriam atuar com mais firmeza se omitem e o povo simplesmente luta
desesperadamente para subir um degrau na escala do consumismo e conforto.
Todos esquecem que teríamos mais tempo para lazer e cultura
se os custos, preços e juros do que consumimos estivessem em níveis compatíveis
com a realidade econômica e social do Brasil.
Parece que continuamos e reforçamos a mensagem expressa pela
famosa Lei de Gérson [1],
esquecendo que talvez todos estejam perdendo muito mais do que ganhando
vantagens imerecidas.
Cascaes
29.4.2013
Cascaes, J. C. (12 de 4 de 2013). A integração
deixará de existir - e como ficam os usuários e o sistema de transporte
coletivo, o que acontecerá no "day after"? . Fonte: O Transporte
Coletivo Urbano - Visões e Tecnologia:
http://otransportecoletivourbano.blogspot.com.br/2013/04/a-integracao-deixara-de-existir-e-como.html
Cascaes, J. C. (29 de 3 de 2013). Auditoria URGENTE
no sistema de transporte coletivo urbano de Curitiba - das catracas aos ônibus .
Fonte: O Transporte Coletivo Urbano - Visões e Tecnologia:
http://otransportecoletivourbano.blogspot.com.br/2013/03/auditoria-urgente-no-sistema-de.html
Cascaes, J. C. (13 de 4 de 2013). Evolução do bode
russo no transporte coletivo. Fonte: Quixotando:
http://www.joaocarloscascaes.com/2013/04/evolucao-do-bode-russo-no-transporte.html
Cascaes, J. C. (13 de 4 de 2013). Pesadelo
operacional se a Integração (RIT) acabar em maio de 2013 na RMC . Fonte:
Ponderações engenheirais : http://pensando-na-engenharia.blogspot.com.br/2013/04/pesadelo-operacional-se-integracao-rit.html
Kohlbach, K. (28 de 4 de 2013). "Política
importa, mas eu não me importo", diz o curitibano. Gazeta do Povo,
p. 15.
Lima, A. C. (10 de 4 de 2013). Perguntas esquecidas
. Fonte: Engenharia - Economia - Educação e Brasil:
http://economia-engenharia-e-brasil.blogspot.com.br/2013/04/perguntas-esquecidas.html
[1] Wikipédia - Na cultura brasileira, a Lei de Gérson é um princípio em que determinada
pessoa age de forma a obter vantagem em tudo que faz, no sentido negativo de se
aproveitar de todas as situações em benefício próprio, sem se importar com
questões éticas ou morais. A "Lei de
Gérson" acabou sendo usada para exprimir traços bastante característicos e
pouco lisonjeiros do caráter midiático nacional, associados à disseminação
da corrupção e ao desrespeito a regras de convívio para a
obtenção de vantagens pessoais.
A expressão originou-se
em uma propaganda de 1976 criada pela Caio Domingues & Associados, que havia sido
contratada pela fabricante de cigarros J. Reynolds, proprietária da marca
de cigarros Vila Rica, para a divulgação do produto. O vídeo apresentava o
meia armador Gérson da Seleção
Brasileira de Futebol como
protagonista.
O vídeo inicia-se
associando a imagem de Gerson como "Cérebro do time campeão do mundo da
Copa do mundo de 70" sendo narrado pelo entrevistador de terno e microfone
em mão, que se passa em um sofá de uma sala de visitas, este entrevistador
pergunta o porque de Vila Rica, que durante a resposta recebe um cigarro de
Gerson e acende enquanto ouve a resposta, que é finalizada com a frase:
|
"Por que pagar
mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro? Gosto
de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também, leve Vila
Rica!".
|
Mais tarde, o jogador
anunciou o arrependimento de ter associado sua imagem ao anúncio, visto que
qualquer comportamento pouco ético foi sendo aliado ao seu nome nas
expressões Síndrome de Gérson ou Lei de Gérson. O
diretor do comercial, José
Monserrat Filho, procurando se eximir
de responsabilidade, sustenta que o público fez uma interpretação errônea do
seu video: "Houve um erro de interpretação, o pessoal começou a entender
como ser malandro. No segundo anúncio dizíamos: “levar vantagem não é
passar ninguém para trás, é chegar na frente”, mas essa frase não ficou, a sabedoria
popular usa o que lhe interessa". Nos anos 80 começaram a surgir sujeiras,
escândalos e a população começou a utilizar o termo "Lei de Gérson".
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relatar atividades culturais e reuniões da Academia de Letras José de Alencar - ALJA
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09:45
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domingo, 28 de abril de 2013
O poder da opinião pública
O poder da Opinião pública
Alguns livros são imperdíveis para aqueles que são
jornalistas, políticos, comunicadores, blogueiros e outros que atuam pelas
redes sociais etc.
Para ilustrar com capa (e espada) são eles, que destacamos
de uma belíssima série: (O Diabo na Água Benta) , (O Cemitério de Praga) , (La Commune de Paris racontée par les Parisiens ) , (1808) , (Sobre a
Revolução) ,
e muitos outros livros (e filmes) que mostramos de leitura recente em (Livros e Filmes Especiais) . Alguns filmes
merecem ser vistos com muita atenção, principalmente para quem não tem tempo
para uma leitura demorada. Sugestões em (Livros e Filmes Especiais) .
O livro de Robert Darnton, “O Diabo na Água Benta”, analisando
a França entre os séculos 17 e 19, é imperdível e merece uma comparação com os
efeitos das redes sociais no rompimento do bloqueio da censura oficial e
econômica e na formação de opinião pública.
“O Cemitério de Praga”, de Umberto Eco, é um romance que só
ele e Gore Vidal sabem fazer tão bem, misturando ficção com a história. Umberto
Eco mostra o cenário europeu (com destaque a França e Itália) no século 19 e
Gore Vidal conta a saga de presidentes dos EUA, o submundo da intriga e
maquinações, com estilo romanceado, mas crível diante da liberdade que teve de
escrever “coisas” tão pesadas sobre o processo político norte americano.
“La commune de Paris” relata um momento de incrível
violência entre parisienses e as elites francesas em 1871, algo simplesmente
inacreditável, infinitamente pior do que os piores dias da Revolução francesa.
Em “1808” descobrimos o clima de bajulação generalizado que
existiu no Brasil de Dom João VI e “Sobre a Revolução” Hannah Arendt faz uma
tremenda crítica às revoluções e ao sistema representativo adotado pelas
democracias “modernas”.
E o Brasil?
Nunca antes no Brasil (lembrando o ex-presidente Lula) tivemos
tanta necessidade de democratizar a informação e opiniões quanto agora. Sinais
de restrições aparecem até da imprensa formal, sempre ciosa de seus “direitos”.
A democracia representativa, como alertava Hannah Arendt e até, indiretamente,
a imensa coleção de livros de Gore Vidal, é uma ilusão, se a entendermos como
autêntica democracia.
Fantasticamente a iniciativa individual e de alguns grupos
de jovens criaram essas fantásticas redes sociais assim como cientistas a
serviço das forças armadas dos EUA inventaram a internet. Esperamos que nunca
mais governo algum consiga restringir a comunicação livre, politicamente
falando, possível após esses degraus geniais criados em países livres.
No Brasil as atuações do STF e do CNJ empolgam, só não mais
porque seus membros não são candidatos a cargos eletivos, desprezando a
demagogia pura e simples. Afinal a ignorância de nosso povo (em qualquer nível
social e profissional) é um espanto.
Note-se que a palavra ignorância assim como a idiota merece
ser lembrada pela origem. A primeira como a determinação pessoal de ignorar,
não saber, a segunda como a alienação a assuntos de Estado. Essa praga afeta
gente boa, mais ainda num período de facilidades consumistas, turísticas etc.
onde todos podem encher álbuns com filmes e fotografias mostrando “olha o que
tenho”, “veja eu aqui”, “note como sou bonito(a)” etc.
Talvez no Brasil a frustração da geração de jovens dos anos
sessenta e a eliminação de muitas lideranças que fazem muita falta,
principalmente porque foram substituídas por delatores e agentes duplos, ao que
tudo indica, desmoralizando as melhores propostas daquela época, ainda que
muitas terrivelmente ilusórias.
O Brasil parece mudar, contudo.
Quando lideranças políticas arriaram bandeiras, surge o
Poder Judiciário num processo de autocrítica que nunca imaginamos que fosse
capaz. Era um templo intocável de corporativismo, demonstrando que a falta de
vigilância democrática é um câncer para qualquer instituição.
Estamos mais tranquilos em relação ao futuro de nossos
descendentes. Falhamos em construir um mundo melhor até porque acreditamos em
repartições públicas que simplesmente atuavam defendendo algo diferente do que
os direitos do cidadão comum. Aliás, é
lamentável a falta de Joaquins Barbosas e Ângelas Calmons em outras áreas...
Parabéns ao nosso povo e que belo exemplo o CNJ e o STF
estão proporcionando ao povo brasileiro.
Temos esperança de que tudo o que escrevemos, falamos,
gritamos e lutamos promova uma revolução ética no Brasil, apesar do poder dos
corruptores, censores, FIFA, PECs e tudo o mais.
Cascaes
27.4.2013
Arendt, H. (s.d.). Sobre a Revolução. (D.
Bottmann, Trad.) São Paulo: Companhia das Letras.
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Livros e Filmes
Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/
Darnton, R. (s.d.). O Diabo na Água Benta. Fonte:
Livros e Filmes Especiais :
http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2013/03/o-diabo-na-agua-benta.html
Eco, U. (2011). O Cemitério de Praga. São
Paulo: Editora Record.
Gomes, L. (s.d.). 1808. Fonte: Livros e Filmes
Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2013/02/1808.html
Lecaillon, J.-F. (2009). La Commune de Paris
racontée par les Parisiens . Paris: Bernard Giovanangeli Éditeur.
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segunda-feira, 15 de abril de 2013
A democracia e a liberdade - responsabilidades e organização do Estado
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