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quinta-feira, 24 de março de 2022

CELSO AMORIM, PEDRO BIAL, OTAN, RÚSSIA X UCRÂNIA, LULA E BRASIL


PEDRO BIAL E CELSO AMORIM, LULA, OTAN, POLÍTICA, BOLSONARO, RÚSSIA, UCRÂNIA, PUTIN, DEMOCRACIA, FASCISMO, ELEIÇÕES 2022, DITADURAS, POLÍTICA EXTERNA, EUA, CORRUPÇÃO, FORÇAS ARMADAS, REPÚBLICA VELHA


https://youtu.be/4LKHucBPT7U




segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Momentos difíceis e medicina política desacreditada

Um remédio perigoso
Nações desenvolvidas já aprenderam que a liberdade e a democracia conduzem à Justiça, ao Estado de Direito. Todas as nações modernas e cultas vieram de tempos de discriminação, intolerância, segmentação da sociedade e sistemas políticos onde a arbitrariedade a partir de poucos era a forma de governo. Com muitas revoluções e guerras viveram períodos de amadurecimento e sofrimentos indizíveis.
No Brasil o centralismo e o poder de um imperador, aristocratas e latifundiários dos tempos do Império geraram uma República ancorada no corporativismo militar alternativamente ao de grandes proprietários, empresários e políticos, sempre com o discurso da força do governo eleito, a princípio, a bico de pena e cédulas e urnas vigiadas, agora modernas, digitais e carentes de auditagens. Os períodos ditatoriais tiveram amparos externos e adaptações tropicais. Talvez o mais organizado tenha sido o governo militar que iniciou em 1964, ele também gradativamente adquirindo colorações corporativas e de culto a chefes escolhidos no Almanaque do Exército.
Quem de fato reagiu aos excessos de comandantes alucinados foi o Presidente Ernesto Geisel, abrindo o caminho para a redemocratização. Foram momentos que num dia futuro bons historiadores registrarão em detalhes.
O que sentimos naquela época em que o totalitarismo era a receita para alguns continentes?
Os ditadores podem ser pessoas inteligentes, cultas, honestas, nacionalistas, dominadas pelas melhores intenções de bem governar, mas o Brasil não é um pequeníssimo país como existem muitos por aí. Nossa pátria gigantesca é multicolorida, com inúmeras culturas imersas em suas cidades e lugarejos. Para administrar nosso país precisamos de centenas de milhares de pessoas que dominam seus cargos e deles tiram poderes para se valorizarem perante a sociedade.
O resultado dessa dependência de inúmeros subalternos é o padrão de governo que geram, melhor ou pior dependendo do caráter de cada um e desse conjunto nem sempre harmonioso e bem preparado. Os grandes empreiteiros e empresários da época logo aprenderam a ganhar contratos e privilégios...
O estilo autocrático radicalizado pode gerar desvios lamentáveis e a história da Humanidade está cheia de exemplos de incrível bestialidade, inclusive em nações que pareciam cultas, evoluídas, bem formadas.
Com certeza estamos num momento extremamente delicado e frágil de nossa história. Saímos de um processo eleitoral em que tudo o que foi prometido simplesmente está sendo esquecido ao sabor de decisões de gabinete. Estamos sendo humilhados pelos eleitos, que acima de tudo desmoralizam tremendamente a democracia. Pior ainda, graças aos inquéritos da Operação Lava Jato descobrimos que poucos eram razoavelmente santos, e os crimes que grandes empresas e políticos famosos cometeram quebraram o Brasil, deixando-nos em situação assustadoramente frágil, quando, valendo os discursos que eram feitos, deveríamos poder superar crises naturais e internacionais sem grandes sacrifícios.
Com certeza será muito difícil acreditar nas decisões de políticos entronizados em meio a esquemas malditos. O ideal seria que reformas imediatas fossem aprovadas e novas eleições marcadas para breve, antes que os brasileiros se engalfinhem em lutas violentas e de consequências imprevisíveis. O noticiário nacional, contudo, aponta para improvisações a favor de partidos e políticos desmoralizados, pode?
O pesadelo está formado.
Durante os próximos anos o povo brasileiro pagará uma conta elevadíssima: tarifas, taxas, impostos, juros, desemprego, perda de benefícios e a vergonha da percepção de que falhamos tecnicamente, moralmente, politicamente.
Felizmente nem tudo foi ruim nesses últimos anos. O que se fez de correto, contudo, pode se desmanchar e desesperanças com nossa capacidade de governo facilitarem as decisões de desmanche do Estado. O discurso agora é a modernidade velha neoliberal. Abrimos espaço para o entreguismo (já a partir da Constituição de 1988) em detalhes sutis e explícitos, consolidando a perda de empresas e tecnologia nacional, algo tão desejado pelos governos militares para que nosso país tivesse a autonomia que desperdiçou no passado.
Não queremos acreditar em limitações tropicais, precisamos de fé na liberdade e responsabilidade que a democracia pode gerar. O momento exige ações positivas e sinceridade, lealdade para com o nosso povo.
O carnaval ainda não terminou e já vimos demais em 2015. A quarta-feira de cinzas será de ressacas muito diferentes quando muitos sentirão suas contas pessoais prejudicadas por decisões a favor de ações corretivas de desmandos recentes.
Com certeza vamos repetir momentos de dúvidas e decisões estratégicas e emocionais perigosos. Tudo isso em meio ao crime organizado convencional, cada vez mais forte e ousado...

Cascaes
16.2.2015


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

terça-feira, 2 de julho de 2013

Receitas políticas, o peru da vez.


Receitas políticas, o peru da vez.
Na televisão em programas conduzidos por cozinheiros famosos e complicados podemos descobrir receitas de “pratos” extremamente atraentes; a fome e a vontade de comer se juntam à curiosidade que esbarra, contudo, rotineiramente, em detalhes inacessíveis à maioria dos telespectadores.
Pior ainda, dependendo da situação clínica da pessoa que vê e ouve com atenção esses programas poderá existir uma combinação perigosa, capaz de agravar a saúde do cidadão ou cidadã amante da cozinha sofisticada, misteriosa e cheia de armadilhas.
Essas reportagens deveriam ser acompanhadas de análises de médicos especialistas apontando quem e como as pessoas teriam proveito do que foi ensinado. As contraindicações são importantes assim como orientações para higiene em outros países e lugares brasileiros desconhecidos. Não podemos esquecer que toda comunidade humana ganha resistência física a seus hábitos, turista se arrisca e sofre...
Via spans, mensagens pelas redes sociais, artigos políticos etc. descobrimos uma coleção de receitas para os problemas do Brasil. Nesses “conselhos” e receitas há muito a ser visto com lupas, competência e análises que faltam nessa forma de comunicação.
Estamos em plena revolução tácita, por enquanto pacífica apesar de alguns episódios de violência. Por ausência e incompetência de nossos governantes somos submetidos diariamente a constrangimentos imprevistos, todos, praticamente, com bandeira justas, mas condução perigosa. Par e passo vamos convergindo para cenários que as raposas políticas querem, à medida que dominam a lógica da insatisfação popular, nunca antes tão evidente quanto agora (Cascaes, Credibilidade perdida, 2013).
A verdade é que as organizações que deveriam representar o povo estão desmoralizadas. Nenhuma escapa, exceto, talvez, o até então desprezado MPL (MPL - Movimento Passe Livre). A luta dos estudantes pelo “passe livre” (fureotubo) serviu de catalizador para a revolta popular, algo que as Cortes em seus palácios não esperavam. Aliás, seria de imenso valor recorrer à história das revoluções, com destaque para as francesas, onde encontraremos detalhes de como o povo reagiu aos desmandos de governo e como foi (o povo francês) ludibriado inúmeras vezes. Não é de se estranhar a apatia de uma nação que foi exemplo de tantas transformações sociais; em tempo, vale a pena ler, estudar e discutir minuciosamente uma coleção de livros e filmes sobre a França, alguns que vimos e lemos recentemente e registrados em (Livros e Filmes Especiais).
O ser humano é o que é, não foge de sua natureza. Por isso é fundamental evitar lideranças demagógicas ou degradadas pelo exercício da vida.
A democracia direta (Cascaes, Democracia Direta sem intermediários) é possível desde que se alterem (reduzam) drasticamente as atribuições da União (Cascaes, O irredento) e a reforma fiscal e a política aconteçam de forma inteligente, isso é possível? Psicólogos, psiquiatras, médicos em geral e cientistas políticos com a palavra.
O Governo Federal, a Presidente Dilma e seus 39 ministros e milhares de assessores devem estar preocupados. Como manterão seus empregos após a próxima eleição, se houver?
Chegamos a uma situação em que qualquer piquete para o Brasil se quiser. No Setor Elétrico isso ainda não aconteceu (já imaginaram os efeitos de uma greve geral de eletricitários?), outros, apesar da importância de suas atividades, cruzam os braços e fazem exigências justas, que dependem, acima de tudo, de reduzir a sangria provocada há décadas pelos banqueiros (Spread e juros bancários, 2012) e os especuladores do dinheiro.
Sempre é bom lembrar, se verdadeiro não sabemos, que o peru[1] após uma boa cachaça não sai de um círculo de giz que se fizer em volta dele. Outros dizem que era para amolecer a carne. O chato é que o assassino desse frangão acabava tomando um pileque e executando suas funções de forma inadequada. Parece que era assim que matavam (no Brasil) esse frango americano na véspera da ceia de Natal.
Será que o governo, em todos os níveis, é o peru da vez, só esperando o momento do jantar que nosso povo prepara? Quem toma a cachaça?

Cascaes
2.7.2013


Spread e juros bancários. (4 de 2012). Fonte: DIEESE: http://www.dieese.org.br/notatecnica/notaTec109Spread.pdf
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: O irredento: http://o-irredento.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (15 de 6 de 2013). Credibilidade perdida. Fonte: Quixotando: http://www.joaocarloscascaes.com/2013/06/credibilidade-perdida.html
Cascaes, J. C. (s.d.). Democracia Direta sem intermediários. Fonte: A favor da Democracia no Brasil: http://afavordademocracianbrasil.blogspot.com/2011/03/democracia-direta-sem-intermediarios.html
Livre, M. P. (s.d.). fureotubo. Fonte: fureotubo: http://fureotubo.wordpress.com/
MPL - Movimento Passe Livre. (s.d.). Fonte: Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Passe_Livre






[1] Wikipédia - Peru é o nome comum dado às aves galiformes do gênero Meleagris. Uma espécie, Meleagris gallopavo, conhecida vulgarmente comoperu-selvagem, é nativa das florestas da América do Norte. O peru-domesticado descende desta espécie. A outra espécie viva é Meleagris ocellata ou peru-ocelado, nativo das florestas da Península de Iucatã. Existem várias espécies extintas com idades até aos 23 milhões de anos. com variantes selvagens e domesticadas, originária da América do Norte e aparentadas com os faisões.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Parabéns Brasil

Parabéns brasileiros, que mês de junho maravilhoso.
Ter vivido o suficiente para saborear o renascimento da dignidade política dos brasileiros é algo divino, fantástico.
Os brasileiros e as brasileiras pareciam inertes, omissos, egoístas, querendo levar vantagens impublicáveis em tudo o que fizessem. Veio o mês de junho de 2013 e graças ao MPL e sua garotada renascemos, levantamos a cabeça. Até os mais ricos, em condições de viajar e entrar nos estádios fifenses demonstraram sua insatisfação com a desfaçatez e leniência dos políticos. Dilma Rousseff encarnou tudo o que repudiamos ao levar uma vaia histórica em Brasília (estádio Mané Garrincha); justamente onde milhares de pessoas estavam presentes por cortesia de estatais e outras empresas (somando-se àqueles que custearam do próprio bolso seu entusiasmo futebolístico), bilhetes pagos por patrocinadores e lobistas, o Brasil ganhou imagens e sons que marcarão sua história.
Enganam-se aqueles que pensam que tudo o que aconteceu nesse mês histórico para a Humanidade, num país considerado imoral reagindo à corrupção, foi um acidente. O povo brasileiro acordou para suas necessidades básicas. As manifestações dos moradores da Rocinha, devidamente mal reportadas pela mídia comercial, resumem tudo. Trocam já o teleférico, obra bilionária, por saneamento básico. Precisa dizer mais?
Até os jogadores da seleção de futebol demonstraram afeto e garra pelo amor ao Brasil, voltam a se orgulhar de serem brasileiros, que maravilha!
Obviamente velhas raposas e lideranças oportunistas querem se apropriar desses ventos que trazem mudanças. A cooptação e a apropriação indébita sempre tiveram por objetivo “mudar” para tudo continuar como estava, bom demais para as máfias que nos dominavam.
Nossa esperança é que o MPL e outros movimentos sociais não se desmobilizem.
Todo brasileiro sabe como estamos atrasados.
Uma multidão de miseráveis ainda existe no Brasil.
 Milhões de pessoas que vivem tão mal que qualquer migalha, esmola ou servicinho a mais joga-os no encanto pelos coronéis e outros tipos de lideranças que o Brasil revelou recentemente. Gente humilde, sem escolaridade e saúde está num patamar tão baixo que todos iriam direto para o paraíso, agora deverá lutar para não perder o que ganharam e conquistar padrões que qualquer ser humano precisa para poder trabalhar e viver com honra e orgulho pessoal. Com certeza outros se apresentam para apoiá-los nessa empreitada. Essa é a certeza de junho de 2013.
Que domingo memorável para encerrar o mês de junho de 2013.
Brasil campeão da tal da Copa das Confederações, o povo feliz, quem não gosta de ver sua seleção canarinho vencer com tanta garra e gente nova?
O povo protestando, só não com mais vigor para não estragar a festa de nossos jovens vencedores dentro do Maracanã.
A luta continua, não pode esmorecer.
O motivo original continua sob diretrizes insalubres dentro de gabinetes municipais. O transporte coletivo urbano permanece com tarifas técnicas inaceitáveis e lógicas perversas até para o contribuinte, dão “descontos” que pesarão nas verbas para Educação, Saúde, Mobilidade Urbana, Inclusão e outras demandas urgentes. Os acordos entre governantes e empresários do ramo são intocáveis...
O contribuinte paga e perde, se ignorar esse cenário de “jogos políticos”.
Queremos transparência total, competência e seriedade.
CPIs? Não, auditorias técnicas enérgicas, independentes, monitoradas pelos movimentos sociais, por tudo que estiver fora do alcance de partidos políticos e seus gerentes.
As tarifas de ônibus são uma gota de água nesse oceano poluído em que o Brasil navega. Nesses mares sempre navegados por “caravelhas” não encontraremos paz.
Parabéns ao povo brasileiro, aos jovens e aos homens e mulheres de boa vontade e coragem para protestar.
Nossos pêsames às vítimas de conflitos onde os algozes do povo não apareceram, mandam policiais para defendê-los, gente tão humilde quanto aqueles que enfrentavam. Com certeza os grandes traficantes e outros criminosos mais sofisticados se deleitaram com esses conflitos, é uma batalha desigual, algo semelhante às lutas de gladiadores nas arenas romanas. Gente paga para morrer em honra de imperadores dissolutos... Em tempo, a Guarda Pretoriana seria o exemplo mais preciso, mas lembrar os gladiadores nos remete às arenas, lembrança imperdível.
O povo que lutar nas ruas e enfrentar as quadrilhas originais, por isso pede para que todos tirem as máscaras. Usem-nas para trás, o futuro será de cara limpa.
Cascaes
1 de julho de 2013
Dia maravilhoso apesar do frio e da chuva



domingo, 26 de maio de 2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

Onde está o verdadeiro governo? Temos vigilância cívica? A política do caos é válida?


Onde está o verdadeiro governo? Temos vigilância cívica?
Reportagens sucessivas do Jornal Gazeta do Povo ilustram uma situação inacreditável de desgoverno em todos os níveis da Federação. Chegamos a um ponto de gastar bilhões de dólares para escapar de um tremendo racionamento de energia, que não aconteceu graças ao fraco PIB no ano passado, que talvez se repita em 2013 se comparado aos melhores e mais inteligentes países do mundo. Pior ainda, estimula o consumo e reduz impostos que afetam os estados e municípios. Quebrou grandes estatais a troco do quê?
O governo federal distribui dinheiro em bolsas duvidosas e retarda obras estruturais, essenciais à redução do custo Brasil e criação de postos de trabalho permanentes.
Nada foi feito para diminuição da burocracia, exceto em perfumarias.
A reforma política e a fiscal não acontecem.
Os partidos se prendem aos segundos do horário político esquecendo o povo.
Nos estados e municípios parece que acordaram. Problemas crônicos, apesar disso, são tratados em função da competência do apadrinhado de algum partido ou algum especialista melhor preparado no poder. A maior consciência nos municípios é natural, os munícipes não estão a centenas ou milhares de quilômetros de Brasília...
Continuamos vendo o poder de cartéis e corporações. As entidades de classe silenciam em questões de suma importância; que fraternidade venenosa!
Entre os cidadãos comuns o espírito de bajulação supera de longe o civismo, que se resume em demonstrações inúteis e difusas. Meu pai não cansava de dizer, quem tem c... tem medo.
Felizmente temos ainda bons jornais e as redes sociais. Para completar, quando deixam, programas humorísticos acrescentam críticas assim como as eternas e fantásticas charges, que, por um mistério qualquer, não merecem nem academias semelhantes àquelas que vemos de letras e coisas semelhantes.
Cada povo exerce uma forma de reação de acordo com sua cultura e diversas condições estratégicas, se pensar em política e criação de opinião pública e ações e reações enérgicas for o objetivo da avaliação.
Na história da França descobrimos uma sequência fantástica de episódios que marcaram a História da Humanidade e que merecem ser lidos com atenção. No artigo (O poder da opinião pública , 2013) relacionamos algumas fontes de imenso valor, seriam inesgotáveis, mas essas são recentes e podem ser encontradas em boas livrarias. O exemplo francês é uma advertência contra a incompetência e despotismo, a Versalhes (Brasília) alienante e a importância do bom exercício do Poder. Épocas diferentes na França são tratadas nos livros apontados, mas a França até hoje luta para encontrar um norte sustentável. Os franceses ainda não se decidiram se querem viver em ambiente de fraternidade ou valorizando aristocracias perdulárias... Na dúvida afundam em dívidas e inventam guerras para distrair o povo.
E aqui?
Em Curitiba e no Paraná temos as manifestações de Suas Excias.: o prefeito atual de Curitiba, Dr. Gustavo Fruet, e o Governador Beto Richa. Um debate de surdos assusta com o beneplácito de prefeitos e vereadores da RMC.
O transporte coletivo urbano da Região Metropolitana de Curitiba é a bola da vez, tarifas prováveis e auditorias performáticas[1] deixam-nos assustados.
Tudo indica que passaremos anos difíceis até a cidade de Curitiba se reorganizar. Fica, contudo, a pergunta que não cansa de ressoar em nossas análises:
O que a Câmara de Vereadores, o Tribunal de Contas, o Ministério Público e nossos deputados de oposição faziam antes das últimas eleições? Será que nada sabiam? Deixaram acontecer? Por quê?
O contribuinte sustenta uma máquina jurídica, política e administrativa caríssima exatamente para evitar o que estamos descobrindo, será eficaz? Teríamos alternativas?
Como deve se comportar quem pretende assumir postos de comando e no legislativo, deixar o inferno acontecer para surgir como salvador da Pátria?
Onde estavam os partidos políticos, fazendo conchavos?
O atual prefeito de Curitiba não tem uma vice-prefeita petista? Será que ela não consegue recursos para Curitiba?
A prioridade é a FIFA?

Cascaes
30.4.2013
Cascaes, J. C. (28 de 4 de 2013). O poder da opinião pública . Fonte: A favor da democracia no Brasil: http://afavordademocracianbrasil.blogspot.com.br/2013/04/o-poder-da-opiniao-publica.html



Significados de Performático :
Clique aqui se você CONCORDA com essa definição!  8 sobe, 3 desce Clique aqui se você NÃO CONCORDA com essa definição!
Por Débora Sonsim (ES) em 08-07-2010
Indivíduo que compõe performances. Como quando um ator está interpretando papéis. Expressivo.
Ele é uma pessoa performática


Clique aqui se você CONCORDA com essa definição!  1 sobe, 0 desce Clique aqui se você NÃO CONCORDA com essa definição!
Por Dicionário inFormal (SP) em 16-03-2013
Em filosofia, de acordo com Luc Ferry, refere-se ao indivíduo que tem suas atitudes e pensamentos norteados por uma sociedade preocupada demais com a "performance" (sucesso). Aquele preocupado de impressionar aos outros para poder se sentir importante.

domingo, 28 de abril de 2013

O poder da opinião pública


O poder da Opinião pública
Alguns livros são imperdíveis para aqueles que são jornalistas, políticos, comunicadores, blogueiros e outros que atuam pelas redes sociais etc.
Para ilustrar com capa (e espada) são eles, que destacamos de uma belíssima série: (O Diabo na Água Benta), (O Cemitério de Praga), (La Commune de Paris racontée par les Parisiens ), (1808), (Sobre a Revolução), e muitos outros livros (e filmes) que mostramos de leitura recente em (Livros e Filmes Especiais). Alguns filmes merecem ser vistos com muita atenção, principalmente para quem não tem tempo para uma leitura demorada. Sugestões em (Livros e Filmes Especiais).
O livro de Robert Darnton, “O Diabo na Água Benta”, analisando a França entre os séculos 17 e 19, é imperdível e merece uma comparação com os efeitos das redes sociais no rompimento do bloqueio da censura oficial e econômica e na formação de opinião pública.
“O Cemitério de Praga”, de Umberto Eco, é um romance que só ele e Gore Vidal sabem fazer tão bem, misturando ficção com a história. Umberto Eco mostra o cenário europeu (com destaque a França e Itália) no século 19 e Gore Vidal conta a saga de presidentes dos EUA, o submundo da intriga e maquinações, com estilo romanceado, mas crível diante da liberdade que teve de escrever “coisas” tão pesadas sobre o processo político norte americano.
“La commune de Paris” relata um momento de incrível violência entre parisienses e as elites francesas em 1871, algo simplesmente inacreditável, infinitamente pior do que os piores dias da Revolução francesa.
Em “1808” descobrimos o clima de bajulação generalizado que existiu no Brasil de Dom João VI e “Sobre a Revolução” Hannah Arendt faz uma tremenda crítica às revoluções e ao sistema representativo adotado pelas democracias “modernas”.
E o Brasil?
Nunca antes no Brasil (lembrando o ex-presidente Lula) tivemos tanta necessidade de democratizar a informação e opiniões quanto agora. Sinais de restrições aparecem até da imprensa formal, sempre ciosa de seus “direitos”. A democracia representativa, como alertava Hannah Arendt e até, indiretamente, a imensa coleção de livros de Gore Vidal, é uma ilusão, se a entendermos como autêntica democracia.
Fantasticamente a iniciativa individual e de alguns grupos de jovens criaram essas fantásticas redes sociais assim como cientistas a serviço das forças armadas dos EUA inventaram a internet. Esperamos que nunca mais governo algum consiga restringir a comunicação livre, politicamente falando, possível após esses degraus geniais criados em países livres.
No Brasil as atuações do STF e do CNJ empolgam, só não mais porque seus membros não são candidatos a cargos eletivos, desprezando a demagogia pura e simples. Afinal a ignorância de nosso povo (em qualquer nível social e profissional) é um espanto.
Note-se que a palavra ignorância assim como a idiota merece ser lembrada pela origem. A primeira como a determinação pessoal de ignorar, não saber, a segunda como a alienação a assuntos de Estado. Essa praga afeta gente boa, mais ainda num período de facilidades consumistas, turísticas etc. onde todos podem encher álbuns com filmes e fotografias mostrando “olha o que tenho”, “veja eu aqui”, “note como sou bonito(a)” etc.
Talvez no Brasil a frustração da geração de jovens dos anos sessenta e a eliminação de muitas lideranças que fazem muita falta, principalmente porque foram substituídas por delatores e agentes duplos, ao que tudo indica, desmoralizando as melhores propostas daquela época, ainda que muitas terrivelmente ilusórias.
O Brasil parece mudar, contudo.
Quando lideranças políticas arriaram bandeiras, surge o Poder Judiciário num processo de autocrítica que nunca imaginamos que fosse capaz. Era um templo intocável de corporativismo, demonstrando que a falta de vigilância democrática é um câncer para qualquer instituição.
Estamos mais tranquilos em relação ao futuro de nossos descendentes. Falhamos em construir um mundo melhor até porque acreditamos em repartições públicas que simplesmente atuavam defendendo algo diferente do que os direitos do cidadão comum.  Aliás, é lamentável a falta de Joaquins Barbosas e Ângelas Calmons em outras áreas...
Parabéns ao nosso povo e que belo exemplo o CNJ e o STF estão proporcionando ao povo brasileiro.
Temos esperança de que tudo o que escrevemos, falamos, gritamos e lutamos promova uma revolução ética no Brasil, apesar do poder dos corruptores, censores, FIFA, PECs e tudo o mais.

Cascaes
27.4.2013

Arendt, H. (s.d.). Sobre a Revolução. (D. Bottmann, Trad.) São Paulo: Companhia das Letras.
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/
Darnton, R. (s.d.). O Diabo na Água Benta. Fonte: Livros e Filmes Especiais : http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2013/03/o-diabo-na-agua-benta.html
Eco, U. (2011). O Cemitério de Praga. São Paulo: Editora Record.
Gomes, L. (s.d.). 1808. Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2013/02/1808.html
Lecaillon, J.-F. (2009). La Commune de Paris racontée par les Parisiens . Paris: Bernard Giovanangeli Éditeur.




quarta-feira, 3 de abril de 2013

Os acidentes e a política



Desde o início do ano de 2013 o noticiário mostra-se repleto de notícias de acidentes impressionantes no Brasil, alguns até já viraram rotina, como, por exemplo, as mortes por deslizamento de terra na região serrana do Rio de Janeiro, outros, contudo, ilustrando de forma triste e impressionante a degradação dos serviços de vigilância social e profissional.
No Brasil nós nos acostumamos a ver nossos eleitos nomeando gente sem qualificação para cargos importantes, o resultado não podia ser diferente.
Nosso desafio é mobilizar a sociedade para ajustamento de conduta de prefeitos, governadores e até da Presidência da República. Muitos poderão acreditar que isso é impossível, levantes populares, golpes e revoluções foram na história da Humanidade o resultado, inúmeras vezes, do desespero do povo.
Principalmente até o final das grandes monarquias existia o consenso de que as cabeças coroadas podiam fazer o que bem entendessem, algo que nações mais rebeldes finalmente recusaram, apesar de todas as defesas até religiosas.
A Democracia é a chave para contornar violências explícitas, pois as implícitas nos governos ruins não aparecem no rol dos crimes contra a Humanidade. Em pleno século 21, o da informação universal, podemos e devemos saber usar essas maravilhas tecnológicas para o aprimoramento da condição de vida do nosso povo. É possível?
Sim, o fundamental é o medo, o receio de uma reação de pessoas indignadas. O que acontece, contudo, principalmente no governo centrado em Brasília, é que aquela cidade se transformou na Versalhes Brasileira, distante dos problemas nacionais onde vemos a prevalência dos jogos políticos, infinitamente mais atentos ao processo eleitoral imediato.
Com certeza a distância média do nosso povo em relação ao Palácio Alvorada é muitíssimo maior do que entre os cidadãos europeus e os centros de governo de seus países. Privilegiados pela diminuta dimensão de suas terras podem e atuam com mais firmeza contra maus governantes.
Isso teria sido possível se o Brasil tivesse adotado uma forma diferente de organização política e administrativa, sendo uma confederação de estados independentes, melhor ainda de regiões, poderíamos ter maior respeito pelas culturas locais e atenção pela administração sem a força da indústria da seca ou de corrupção pura e simples quando pelo Brasil afora descobrimos projetos inacreditavelmente inoportunos ou errados.
Com ou sem confederação, tendo ou não a tão sonhada reforma política devemos pressionar para o aprimoramento do gerenciamento a partir de nossos eleitos.
Portais e até as redes sociais permitem acompanhamentos inimagináveis há poucos anos. O difícil é separar o joio do trigo, pois com a mesma facilidade com que se denuncia pode-se caluniar.
O Brasil pode e deverá melhorar. Uma nova geração de brasileiros sem aderência a utopias e farsas antigas está surgindo, aparentemente indiferente à política.
Os mais velhos desperdiçaram oportunidades ou simplesmente estavam no caminho das transformações que eram distantes. A ignorância era natural num mundo com meios caros e raros de divulgação e baixíssimo nível de escolaridade.
Felizmente isso está mudando, permitindo-nos sonhar com um Brasil melhor.
Cascaes
3.4.2013

terça-feira, 2 de abril de 2013

Queremos acreditar, ainda é possível?


Queremos acreditar, ainda é possível?
Nada pior do que a desesperança. Brasileiros em torno dos setenta anos passaram por muitas etapas de mudanças no Brasil, a maioria delas frustradas de maneira assustadora. Sempre sonhamos, contudo, com um futuro melhor.
O Brasil parecia melhor. Apesar das loucuras criadas para “combater a inflação” e outras razões provavelmente menos louváveis a situação do Brasil ficou melhor entre outros que fizeram a estupidez de gastar muito mais do que podiam ganhar, ou simplesmente foram vítimas de gângsteres do mundo financeiro e da jogatina internacional, isso sem falar dos fabricantes e vendedores de sistemas caríssimos.
Chegamos a ver nosso Presidente Lula debochar dos céticos, dizendo que tudo seria uma simples marola. Que marola!
No Governo da Presidenta Dilma Rousseff parecia que teríamos ações enérgicas para neutralizar os equívocos do time lulista e anteriores. A Presidenta começou bem, mas, quais serão os planos que deve ter criado intramuros do palácio Alvorada após os trancos de sua “base aliada”?
Ganhar eleições?
Quanto custará para o Brasil a próxima campanha?
A sensação que temos é a de que a favor de lógicas transversas o governo resolveu dissolver o setor energético, nomear pessoas inacreditavelmente fora do contexto específico do objetivo de suas novas funções para ministérios importantes e sair em campanha para garantir minutos de rádio e TV que, aliás, se transformaram em mina de ouro para as emissoras (Decreto garante dedução do imposto de renda para emissoras obrigadas a exibir propaganda, 2012).
A MP 579 [ (As Incoerências da MP 579), (Costa), (MP 579 - MEDIDA PROVISÓRIA Nº 579, DE 11 DE SETEMBRO DE 2012.)] abriu as porteiras para a insensatez. Agora o Governo Federal anuncia o alongamento dos privilégios das montadoras (IPI) e a Petrobras se exaure para pagar contas, gastando petróleo que não tem e sustentando decisões perigosas para que o racionamento de energia e a falta de gasolina não criem um vexame. Aliás, falta, já estamos importando demais. Com certeza deveremos atingir a autossuficiência na produção de petróleo, mas, para que desperdiçar e poluir?
O Governo Federal se compadece até do Sílvio Santos, deixando até agora microempresários esperando decisões que lhes apoiem (Cascaes). Empréstimos consignados são a mina de ouro para banqueiros falidos e dependentes de idosos (Crédito consignado). Nesse caso aplica-se a comparação absurda, mostrando-se os juros estratosféricos de cartões de crédito e o que se cobra nesses “empréstimos sem riscos para o emprestador”. Só no Brasil para essa fantasia se manter com os aplausos do povo...
Produtores vergam sob atrasos brutais de aprimoramento da infraestrutura (custo Brasil) e a burocracia e uma série de leis mal regulamentadas desmancham o Brasil; programas sociais dão a sensação de se apoiarem em bolsas eleitorado; circo para todo mundo se alienar etc., demagogia e tragédias brasileiras...
 Projetos federais que avançam, quais?  Será isso um bom governo?
Pensando no incentivo às montadoras de automóveis imaginamos o círculo maldoso que se cria. Aumento do consumo de combustíveis, poluição, exaustão das cidades, afastamento do povo dos sistemas de uso coletivo, crescimento do consumo de petróleo e finalmente o tombo na Petrobras, afinal, se os combustíveis tiverem preços adequados a inflação crescerá? Aliás, a Petrobras amarga os resultados de gestões desastrosas e agora o (O feirão da Petrobras, 2013). É difícil pagar contas absurdas em projetos mal feitos...
Nossa Presidenta declarou que fará o diabo para ganhar as eleições (Temor dos aliados), será? Nosso sistema político, uma mistura de parlamentarismo com presidencialismo, um autêntico Frankenstein com direito a Conde Drácula e outras figuras clássicas dos filmes de terror é um desastre, mais ainda dividindo forças entre estados criados e mantidos artificialmente.
A indústria da seca continua forte, até dados de redução da boiada são brandidos, sem que ninguém explique se os bois morreram nos matadouros ou de sede...
Somos tremendamente ingênuos ou passivos, até quando aceitaremos esse teatrão continental (Cascaes, O irredento)?

Cascaes
2.4.2013
As Incoerências da MP 579. (s.d.). Fonte: ILUMINA: http://www.ilumina.org.br/zpublisher/materias/Noticias_Comentadas.asp?id=19947
Brasil, A. (20 de 8 de 2012). Decreto garante dedução do imposto de renda para emissoras obrigadas a exibir propaganda. Fonte: em.com.br ESTADO DE MINAS: http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/eleicoes/eleicoes-bhregiao/2012/08/20/noticias_internas_eleicoes,312775/decreto-garante-deducao-do-imposto-de-renda-para-emissoras-obrigadas-a-exibir-propaganda.shtml
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: O irredento: http://o-irredento.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). Existe apoio ao microempresário? . Fonte: Caminhos seguros para o EMPREENDEDOR: http://micro-e-pequeno-empreendedor.blogspot.com.br/2013/03/existe-apoio-ao-microempresario.html
Costa, H. S. (s.d.). #Energia #Artigo #MP 579 : Recuo para evitar fiasco maior. Por Heitor Scalambrini Costa. Fonte: BLOGDOCACHORRÃO: http://www.dihitt.com.br/barra/energia-artigo-mp-579-recuo-para-evitar-fiasco-maior-por-heitor-scalambrini-costa
Crédito consignado. (s.d.). Fonte: Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%A9dito_consignado
MP 579 - MEDIDA PROVISÓRIA Nº 579, DE 11 DE SETEMBRO DE 2012. (s.d.). Fonte: planalto.gov.br: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/mpv/579.htm
Nobre, O. (s.d.). Temor dos aliados. Fonte: Monitor Digital: http://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=129511

sábado, 23 de março de 2013

Desesperadamente esperançoso


Evolução perversa, até quando?
Felizmente a multiplicação de universidades no Brasil está viabilizando o surgimento de escritores, historiadores, sociólogos, economistas e outros profissionais que estão produzindo obras literárias excelentes sobre o Brasil em todos os tempos. Esse pedaço significativo da América do Sul é maravilhoso por natureza, péssimo em termos de formação desde os tempos de sua criação por ato imperial da Coroa Portuguesa.
Por uma série de circunstâncias, principalmente em consequência do choque de realidade a partir da década de oitenta do século passado, estamos em situação econômica razoavelmente boa, podendo vir a ser ótima se alguns vícios forem contidos e reprimidos.
A atuação do CNJ e do STF revigorou essa esperança. Além disso, o Governo “descobriu” que tem impostos demais, mal distribuídos e pessimamente utilizados. Essa é a sensação observando a guerra iniciada com a discussão dos royalties, apontaram na rola e acertaram no pato...
A tragédia na Boate Kiss em Santa Maria abre um precedente histórico, o indiciamento do prefeito. Se ele será ou não levado a julgamento, veremos. O que importa é que aos poucos o povo vai tendo compreensão de quem mantém o Brasil nesse estado de indigência técnica, moral e administrativa (Familiares se emocionam com nome de indiciados da Kiss e pedem justiça, 2013). Talvez assim o resto dos delegados e promotores do Brasil percebam que a culpa de nossos agruras não é do mordomo...
Há muito a ser feito, contudo, antes de tudo, anular interferências até criminosas de figurões da República dentro e fora do espaço político. O STF e o Ministério Público Federal com o apoio da Polícia Federal têm feito sua parte, compete aos brasileiros em geral promover faxinas e ajustes de comportamento político, algo difícil num país em que cestas básicas ou empreguinhos no Governo mudam consciências. Não podemos acreditar em bandidos travestidos de lideranças políticas, se isso acontece algo está muito errado entre nós.
Sua Excia. Dilma Rousseff começou muito bem, agora parece querer “fazer o diabo” para ganhar eleições, isso é ruim para quem parecia governar acima de interesses político-partidários, pior para nós.
Existem problemas? Sim, e merecem atenção de todos. Sugerimos leitura atenta das excelentes manifestações da jornalista e escritora Miriam Leitão [ (Leitão, Saga Brasileira), (MiriamLeitão.com)]; é uma voz forte nessa floresta de bajuladores e dependentes de um Brasil enorme e que deveria ser vigoroso, criativo, inovador (afinal é um país tropical, com tudo para ser ajustado a seu clima) e acima de tudo competente e responsável.
Infelizmente, que maravilha para os demagogos, nosso povo depende da caridade oficial, oficiosa e oportunista para resolver problemas básicos. Talvez acorde com as tragédias recentes, se comparar o que tem com o que se faz para agradar os gringos da Copa do Mundo, por exemplo.
Com a redemocratização inventaram-se políticos (o “se” é oportuno, afinal muitos acreditaram que eram políticos). Os mais ousados se lançaram usando como argumento a militância estudantil, onde aprenderam a fazer discursos e suportar, alguns, a pressão dos mais violentos. Com certeza os melhores políticos daqueles tempos devem estar se revirando no túmulo observando o tipo de gente que fala em nome deles e no que o Brasil virou...
É de desesperar quando, fugindo das notícias de rotina (assassinatos, roubos, situações bizarras) procuramos descobrir nas entrelinhas o que acontece no Brasil. Que tristeza!
E agora João e Maria?
É tempo da declaração do Imposto de Renda, só para chatear. Cuide-se para não ser o vilão da história. Nesse país que solenemente substituiu a expressão “o contribuinte paga” por  “o governo paga”, tudo é possível.
Se alguém tem dúvida sobre o DNA que deu origem a esse continente mal administrado vale a pena e até se divertir com a série de livros ditos “politicamente incorretos” (Livros e Filmes Especiais)... Não é privilégio do Brasil, afinal nada melhor do que estudar a história dos “países desenvolvidos” para entender o que Nietsche (Humano, Demasiado Humano) afirmou em seus aforismos. Ao contrário desse escritor filósofo devemos, contudo, ser otimistas, trabalhar para aproveitar bem nossa índole a favor de nós mesmos e dos brasileiros em geral.
As nações exemplares passaram por períodos turbulentos até chegarem ao nível atual, talvez consigamos simplesmente usar a liberdade de expressão e de manifestação para fazer algo, afinal os  “caras pintadas” mudaram mais o Brasil que muitos movimentos “revolucionários” e seus heróis palacianos recentes.

Cascaes
22.3.2013
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/
Leitão, M. (s.d.). MiriamLeitão.com. Fonte: globo.com: http://oglobo.globo.com/economia/miriam/
Leitão, M. (s.d.). Saga Brasileira. Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2011/07/saga-brasileira.html
Luiza Carneiro, V. R. (22 de 3 de 2013). Familiares se emocionam com nome de indiciados da Kiss e pedem justiça. Fonte: G1: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/03/familiares-se-emocionam-com-nome-de-indiciados-da-kiss-e-pedem-justica.html
Nietzsche, F. (s.d.). Humano, Demasiado Humano (2 ed.). (A. C. Braga, Trad.) escala.





domingo, 3 de março de 2013

Bons livros e a "democracia brasileira"


Um livro que diz muito
O processo político brasileiro, seu nascimento e evolução, já merecem excelentes livros que qualquer pessoa interessada na história desse país tem como comprar e ler com atenção.  A multiplicação de mestres e doutores em Política, Sociologia e História viabiliza um arsenal de documentos de extremo valor, mais ainda quando os latino-americanos vivem uma fase de idolatria a líderes carismáticos e irresponsáveis.
O Brasil é muito grande para facilitar a vida de poderosos chefões, a evolução cultural dificulta mais ainda essa vocação de grupos de poder que há séculos mandam no mundo e aqui, principalmente em tempos recentes, quando “deitaram e rolaram” com o apoio das elites políticas que nos enganaram em prosa e verso.
Com certeza uma luta subterrânea acontece na esperança de se aproveitar multidões de ignorantes funcionais, antes que descubram como são logrados pelos seus ídolos.
O escândalo provocado pelos mensaleiros é a ponta do iceberg de tradições impublicáveis na política brasileira. Definições de comportamentos e limites justos e necessários precisam de momentos midiáticos e de forte comoção social para estabelecerem limites. Assim, justo ou injusto, o julgamento dos responsáveis (alguns) pelo Mensalão é de extrema importância para o futuro do Brasil.
O livro (Mensalão - O julgamento do maior caso de corrupção da história política brasileira, 2012) talvez erre por considerar esse o maior caso de corrupção da política brasileira, tivemos situações recentes que ainda carecessem de análise, como, por exemplo, o poder da agiotagem que drenou dos brasileiros uma fábula de dinheiro no pagamento de juros absurdos por tantos anos. Vale descobrir, por exemplo, nesse livro “Mensalão” como a criação do “Empréstimo Consignado”, absurdamente caro, foi usado de forma escandalosa.
Maravilhosamente o Supremo Tribunal Federal não respeitou padrinhos políticos e muitos de seus ministros fizeram declarações e julgamentos de valor antológicos. Não transcrevemos para não furar curiosidades, pois é de máximo valor que todos leiam o que o livro citado descreve e transcreve com muito cuidado. A cronologia dos fatos é importante e a proximidade dos eventos, que talvez até o final deste ano encerrem esse processo, torna a leitura um dever de cada brasileiro preocupado com o futuro de seu país.
O futuro da democracia e os direitos fundamentais do ser humano estão em perigo. Pressões fortíssimas para a adoção de um estado fascista ou socialista da pior espécie estão em curso. O poder embriaga e o discurso dos mil anos de poder aparece sem qualquer pudor.
A organização política do Brasil passa longe, ainda, de ser realmente democrática. Na junção de interesses dos mais fortes vale tudo...
Crises nacionais e internacionais abrem os olhos da humanidade para falhas recorrentes, lógicas perversas e a miséria material, cultural e geral até em países que estariam melhores do que o Brasil.
Felizmente o Brasil é um país espantosamente rico. Isso significa, mais uma vez, o império de nações militarmente mais poderosas sobre nossos interesses. Aliás, o livro (Gomes, 2010), além de dar detalhes da fuga da Corte Portuguesa para o Brasil, demonstra como a decadência da monarquia portuguesa e a sagacidade dos ingleses consolidaram a influência de Londres sobre o Rio de Janeiro.
Continuamos submissos aos poderosos eventualmente residentes no Brasil e a partidos políticos feitos para a perpetuação de elites que se acostumaram às facilidades do poder.
O mundo não acabou em 2012. No início de 2013 quase desaparecemos graças a um asteroide que passou raspando a Terra, enquanto um meteorito “veio de banda” sobre o oceano, quase provocando uma enorme tragédia. Pior que o meteorito, entretanto, são os políticos e fanáticos que estão no comando de muitos países.
No Brasil parece que ainda estamos livres do fanatismo, apesar da canja que damos a grupos que sustentam a “mídia livre”.
Nunca foi tão importante o exercício da cidadania. Bons livros, debates sobre a arte de governar e foco no futuro do Brasil deve ser a tônica de quem faz mais do que hastear a bandeira brasileira e cantar o hino nacional...

Cascaes
3.3.2013
Gomes, L. (2010). 1808 - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. Planeta.
Villa, M. A. (2012). Mensalão - O julgamento do maior caso de corrupção da história política brasileira. Leya.




terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Brasil e brasileiros perplexos



A complexidade do ato de governar
Um país é equivalente a uma tremenda empresa com milhões de funcionários e centenas de milhões de clientes. Multidisciplinar, é um pesadelo se concentra poderes excessivos na União, não deixando por força constitucional atribuições a suas diversas regiões.
O Brasil é isso, produto de genocídios (como qualquer outro), guerras e caprichos tornou-se gigantesco com um agravante, temos um padrão de governança confuso a partir do principal, a contribuição daqueles que pagam impostos, serviços e produtos sob responsabilidade do Governo Federal.
Fomos criados acreditando em maná e “paizinho da Pátria”.
Não existem milagres e o bom governo no Brasil é quase impossível, afinal temos um modelo que não é parlamentarista, presidencialista nem coisa nenhuma, excelente para as velhas raposas nacionais.
Os grandes acidentes, ao contrário dos menores que matam e aleijam diariamente no varejo, têm a virtude de mostrar os furos nessa calça mal feita. O que descobrimos em Santa Maria é a revelação de um Brasil alienado e com responsabilidades mal distribuídas, mal estruturadas e a ausência de bons profissionais na área técnica, afinal aqui herói é participante do BBB, time de futebol ou coisa parecida.
Desde muito tempo sabemos que a Educação é fundamental, mas desprezada solenemente. Em 1964, por exemplo, entramos no Instituto Eletrotécnico de Itajubá em meio a uma situação de não pagamento de salários aos professores em todos os níveis (Minas Gerais) e de lá para cá evoluímos, estamos longe, contudo, do padrão ideal de educação.
A ausência de profissionais de Engenharia, Arquitetura, Urbanismo, Sociologia, Medicina, Educação etc. em quantidade e qualidade suficiente produz um povo mal preparado para até exercer seus deveres de cidadania, afinal o problema só será sentido quando atingir o nariz do indivíduo cujo egoísmo é estimulado fortemente até em pacotes de filmes de mau gosto apresentados em nossa programação televisiva.
A tragédia indescritível de Santa Maria tem um tremendo perigo, os julgamentos apressados e oportunistas. É tão grave que merece uma auditoria técnica e jurídica minuciosa, sem o risco de “falhas humanas”. Talvez dali tenhamos uma postura diferente de governantes e empresários, assim como de pais de família que possam liberar seus filhos para se divertirem nessas arapucas.
Não há cidade brasileira que não tenha algo a mostrar de forma berrante o desrespeito ao cidadão, detalhes que vão da sinalização de obras a prédios gigantescos que mais cedo ou tarde poderão ser manchetes de jornais.
Sim, temos a ABNT. Quem governa a Associação Brasileira de Normas Técnicas? As “nossas” normas técnicas estão acessíveis a qualquer cidadão sem custos, instantaneamente via algum portal? Não! Existem em quantidade suficiente e necessária ao nosso povo ou muitas continuam sendo motivo de reuniões intermináveis? Nossos governantes sabem que elas existem? Por quê não as valorizam devidamente? Vale a pena ver (Ao entrar numa casa noturna, saiba como verificar se o local é seguro, 2013).
Assim, de omissão à ignorância caminhamos para outras tragédias, até quando?
O ato de governar também significa ter atenção para detalhes técnicos além da politacagem que dia a dia nos dá mais repugnância.
Infelizmente não temos restrições constitucionais éticas, morais e técnicas para a escolha de nossos representantes e do próprio Poder Executivo.
Governar não é chorar, fazer discursos emocionados e abusar da ignorância de povo sabendo que o mandato é curto e a memória dos cidadãos e de nossas cidadãs menor ainda.

Cascaes
29.1.2013
Glauco Araújo, C. L. (29 de 1 de 2013). Ao entrar numa casa noturna, saiba como verificar se o local é seguro. Fonte: G1: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/01/ao-entrar-numa-casa-noturna-saiba-como-verificar-se-o-local-e-seguro.html

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010