segunda-feira, 29 de abril de 2013

Tarifas, Transporte Coletivo e Política


Assim caminha o Paraná
Um artigo do Jornal Gazeta do Povo da edição de domingo, dia 28 de abril de 2013, faz uma análise do comportamento do curitibano ("Política importa, mas eu não me importo", diz o curitibano, 2013). A reportagem começa dizendo “Falar é uma coisa. Fazer é outra. Quando o assunto é política, o curitibano vai bem no discurso, mas na prática são poucos os cidadãos que participam e acompanham a vida política na cidade...”.
As explicações podem ser analisadas em detalhes por cientistas políticos dedicados ao Paraná. Algo bem feito vai lembrar, por exemplo, que há meio século a Teologia da Libertação estava a pleno vapor e a polarização ideológica atingindo níveis explosivos, inclusive na capital do Paraná, o que talvez justifique a declaração do antropólogo da UFPR Carlos Alberto Balhana relembrando, na reportagem citada, que nos anos 50 a população brasileira tinha um perfil mais revolucionário.
Décadas de mordaça direta e indireta e a alienação do endeusamento de outros valores desviram os brasileiros, não apenas os curitibanos, da militância política.
O resultado é a lógica do vale tudo, explícita na PEC que procura colocar os parlamentares federais no nível dos intocáveis. Nesse caso vimos surpresos a relação dos políticos paranaenses (surpresa em relação a uma minoria) que assinaram essa proposta; que tristeza sentir que gente que admirávamos “embarcou” nessa monstruosidade antidemocrática.
Um exemplo que pode incomodar os chefes de plantão, contudo, é a tormenta que poderá existir com mais um degrau tarifário no transporte coletivo urbano de Curitiba. Seguindo à risca o comportamento que ouvi de um copeliano em tempos semelhantes, o processo de avaliação das tarifas segue um caminho 100% formalista e extremamente bem apoiado pela mídia engajada nos desejos dominantes. Isso incomoda, pois o resultado disso tudo será mais um custo Paraná e do trabalhador, se tiver emprego.
Questões operacionais e de auditagem real foram desprezadas [ (A integração deixará de existir - e como ficam os usuários e o sistema de transporte coletivo, o que acontecerá no "day after"? , 2013), (Cascaes, Auditoria URGENTE no sistema de transporte coletivo urbano de Curitiba - das catracas aos ônibus , 2013), (Cascaes, Pesadelo operacional se a Integração (RIT) acabar em maio de 2013 na RMC , 2013), (Perguntas esquecidas , 2013)].
A sensação que temos é a de que estamos no caminho ilustrado pela tática do “bode russo” (Cascaes, Evolução do bode russo no transporte coletivo, 2013). Ou é isso ou estamos sob um gerenciamento tremendamente ingênuo do transporte coletivo urbano de Curitiba e da Região Metropolitana.
Fica, entretanto, a tranquilidade das elites poderosas. Como disse (Kohlbach, 2013) e mostrou através de gráficos não haverá reação significativa. Essa é uma certeza maior quando entidades que deveriam atuar com mais firmeza se omitem e o povo simplesmente luta desesperadamente para subir um degrau na escala do consumismo e conforto.
Todos esquecem que teríamos mais tempo para lazer e cultura se os custos, preços e juros do que consumimos estivessem em níveis compatíveis com a realidade econômica e social do Brasil.
Parece que continuamos e reforçamos a mensagem expressa pela famosa Lei de Gérson [1], esquecendo que talvez todos estejam perdendo muito mais do que ganhando vantagens imerecidas.

Cascaes
29.4.2013
Cascaes, J. C. (12 de 4 de 2013). A integração deixará de existir - e como ficam os usuários e o sistema de transporte coletivo, o que acontecerá no "day after"? . Fonte: O Transporte Coletivo Urbano - Visões e Tecnologia: http://otransportecoletivourbano.blogspot.com.br/2013/04/a-integracao-deixara-de-existir-e-como.html
Cascaes, J. C. (29 de 3 de 2013). Auditoria URGENTE no sistema de transporte coletivo urbano de Curitiba - das catracas aos ônibus . Fonte: O Transporte Coletivo Urbano - Visões e Tecnologia: http://otransportecoletivourbano.blogspot.com.br/2013/03/auditoria-urgente-no-sistema-de.html
Cascaes, J. C. (13 de 4 de 2013). Evolução do bode russo no transporte coletivo. Fonte: Quixotando: http://www.joaocarloscascaes.com/2013/04/evolucao-do-bode-russo-no-transporte.html
Cascaes, J. C. (13 de 4 de 2013). Pesadelo operacional se a Integração (RIT) acabar em maio de 2013 na RMC . Fonte: Ponderações engenheirais : http://pensando-na-engenharia.blogspot.com.br/2013/04/pesadelo-operacional-se-integracao-rit.html
Kohlbach, K. (28 de 4 de 2013). "Política importa, mas eu não me importo", diz o curitibano. Gazeta do Povo, p. 15.
Lima, A. C. (10 de 4 de 2013). Perguntas esquecidas . Fonte: Engenharia - Economia - Educação e Brasil: http://economia-engenharia-e-brasil.blogspot.com.br/2013/04/perguntas-esquecidas.html





[1] Wikipédia - Na cultura brasileira, a Lei de Gérson é um princípio em que determinada pessoa age de forma a obter vantagem em tudo que faz, no sentido negativo de se aproveitar de todas as situações em benefício próprio, sem se importar com questões éticas ou morais. A "Lei de Gérson" acabou sendo usada para exprimir traços bastante característicos e pouco lisonjeiros do caráter midiático nacional, associados à disseminação da corrupção e ao desrespeito a regras de convívio para a obtenção de vantagens pessoais.
[editar]Origem
A expressão originou-se em uma propaganda de 1976 criada pela Caio Domingues & Associados, que havia sido contratada pela fabricante de cigarros J. Reynolds, proprietária da marca de cigarros Vila Rica, para a divulgação do produto. O vídeo apresentava o meia armador Gérson da Seleção Brasileira de Futebol como protagonista.
O vídeo inicia-se associando a imagem de Gerson como "Cérebro do time campeão do mundo da Copa do mundo de 70" sendo narrado pelo entrevistador de terno e microfone em mão, que se passa em um sofá de uma sala de visitas, este entrevistador pergunta o porque de Vila Rica, que durante a resposta recebe um cigarro de Gerson e acende enquanto ouve a resposta, que é finalizada com a frase:
"Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro? Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também, leve Vila Rica!".
Mais tarde, o jogador anunciou o arrependimento de ter associado sua imagem ao anúncio, visto que qualquer comportamento pouco ético foi sendo aliado ao seu nome nas expressões Síndrome de Gérson ou Lei de Gérson. O diretor do comercial, José Monserrat Filho, procurando se eximir de responsabilidade, sustenta que o público fez uma interpretação errônea do seu video: "Houve um erro de interpretação, o pessoal começou a entender como ser malandro. No segundo anúncio dizíamos: “levar vantagem não é passar ninguém para trás, é chegar na frente”, mas essa frase não ficou, a sabedoria popular usa o que lhe interessa". Nos anos 80 começaram a surgir sujeiras, escândalos e a população começou a utilizar o termo "Lei de Gérson".

domingo, 28 de abril de 2013

O poder da opinião pública


O poder da Opinião pública
Alguns livros são imperdíveis para aqueles que são jornalistas, políticos, comunicadores, blogueiros e outros que atuam pelas redes sociais etc.
Para ilustrar com capa (e espada) são eles, que destacamos de uma belíssima série: (O Diabo na Água Benta), (O Cemitério de Praga), (La Commune de Paris racontée par les Parisiens ), (1808), (Sobre a Revolução), e muitos outros livros (e filmes) que mostramos de leitura recente em (Livros e Filmes Especiais). Alguns filmes merecem ser vistos com muita atenção, principalmente para quem não tem tempo para uma leitura demorada. Sugestões em (Livros e Filmes Especiais).
O livro de Robert Darnton, “O Diabo na Água Benta”, analisando a França entre os séculos 17 e 19, é imperdível e merece uma comparação com os efeitos das redes sociais no rompimento do bloqueio da censura oficial e econômica e na formação de opinião pública.
“O Cemitério de Praga”, de Umberto Eco, é um romance que só ele e Gore Vidal sabem fazer tão bem, misturando ficção com a história. Umberto Eco mostra o cenário europeu (com destaque a França e Itália) no século 19 e Gore Vidal conta a saga de presidentes dos EUA, o submundo da intriga e maquinações, com estilo romanceado, mas crível diante da liberdade que teve de escrever “coisas” tão pesadas sobre o processo político norte americano.
“La commune de Paris” relata um momento de incrível violência entre parisienses e as elites francesas em 1871, algo simplesmente inacreditável, infinitamente pior do que os piores dias da Revolução francesa.
Em “1808” descobrimos o clima de bajulação generalizado que existiu no Brasil de Dom João VI e “Sobre a Revolução” Hannah Arendt faz uma tremenda crítica às revoluções e ao sistema representativo adotado pelas democracias “modernas”.
E o Brasil?
Nunca antes no Brasil (lembrando o ex-presidente Lula) tivemos tanta necessidade de democratizar a informação e opiniões quanto agora. Sinais de restrições aparecem até da imprensa formal, sempre ciosa de seus “direitos”. A democracia representativa, como alertava Hannah Arendt e até, indiretamente, a imensa coleção de livros de Gore Vidal, é uma ilusão, se a entendermos como autêntica democracia.
Fantasticamente a iniciativa individual e de alguns grupos de jovens criaram essas fantásticas redes sociais assim como cientistas a serviço das forças armadas dos EUA inventaram a internet. Esperamos que nunca mais governo algum consiga restringir a comunicação livre, politicamente falando, possível após esses degraus geniais criados em países livres.
No Brasil as atuações do STF e do CNJ empolgam, só não mais porque seus membros não são candidatos a cargos eletivos, desprezando a demagogia pura e simples. Afinal a ignorância de nosso povo (em qualquer nível social e profissional) é um espanto.
Note-se que a palavra ignorância assim como a idiota merece ser lembrada pela origem. A primeira como a determinação pessoal de ignorar, não saber, a segunda como a alienação a assuntos de Estado. Essa praga afeta gente boa, mais ainda num período de facilidades consumistas, turísticas etc. onde todos podem encher álbuns com filmes e fotografias mostrando “olha o que tenho”, “veja eu aqui”, “note como sou bonito(a)” etc.
Talvez no Brasil a frustração da geração de jovens dos anos sessenta e a eliminação de muitas lideranças que fazem muita falta, principalmente porque foram substituídas por delatores e agentes duplos, ao que tudo indica, desmoralizando as melhores propostas daquela época, ainda que muitas terrivelmente ilusórias.
O Brasil parece mudar, contudo.
Quando lideranças políticas arriaram bandeiras, surge o Poder Judiciário num processo de autocrítica que nunca imaginamos que fosse capaz. Era um templo intocável de corporativismo, demonstrando que a falta de vigilância democrática é um câncer para qualquer instituição.
Estamos mais tranquilos em relação ao futuro de nossos descendentes. Falhamos em construir um mundo melhor até porque acreditamos em repartições públicas que simplesmente atuavam defendendo algo diferente do que os direitos do cidadão comum.  Aliás, é lamentável a falta de Joaquins Barbosas e Ângelas Calmons em outras áreas...
Parabéns ao nosso povo e que belo exemplo o CNJ e o STF estão proporcionando ao povo brasileiro.
Temos esperança de que tudo o que escrevemos, falamos, gritamos e lutamos promova uma revolução ética no Brasil, apesar do poder dos corruptores, censores, FIFA, PECs e tudo o mais.

Cascaes
27.4.2013

Arendt, H. (s.d.). Sobre a Revolução. (D. Bottmann, Trad.) São Paulo: Companhia das Letras.
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/
Darnton, R. (s.d.). O Diabo na Água Benta. Fonte: Livros e Filmes Especiais : http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2013/03/o-diabo-na-agua-benta.html
Eco, U. (2011). O Cemitério de Praga. São Paulo: Editora Record.
Gomes, L. (s.d.). 1808. Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2013/02/1808.html
Lecaillon, J.-F. (2009). La Commune de Paris racontée par les Parisiens . Paris: Bernard Giovanangeli Éditeur.




segunda-feira, 15 de abril de 2013

domingo, 14 de abril de 2013

Assim, uma jovem rebelde dos anos 60 se transformou na Mãe Dilma, apoiada pelo Pai Lula, e seu 40.º ministro produz filmes sobre a esquerda no céu para os herdeiros de um passarinho chamado Chávez. * Fernando Gabeira é jornalista.



De: MANOEL SORIANO NETO [mailto:msorianoneto@hotmail.com]
Enviada em: domingo, 14 de abril de 2013 10:52
Assunto: RE: Dilma e os 40 ministros - LEITURA IMPORTANTE





O Estado de S. Paulo, sexta-feira, 12 de abril de 2013

Dilma e os 40 ministros

12 de abril de 2013 | 2h 15
Fernando Gabeira *

É muito difícil fazer a revolução, é muito difícil vencer, mas as dificuldades mesmo começam quando se chega ao governo - essa frase é de um personagem do filme A Batalha de Argel, de Gillo Pontecorvo. Sempre me interessei pelo tema na literatura que descreve as transformações na cabeça das pessoas que alcançam o poder. O personagem de Pontecorvo referia-se a uma guerra de libertação nacional contra o colonialismo francês, algo muito mais dramático do que a vitória da esquerda brasileira em 2002.

Minha experiência no Brasil me leva a ressaltar um ponto decisivo na corrosão dos objetivos estratégicos - quando existem - dos vencedores de uma luta prolongada: o desejo patético de continuar no poder, desde o primeiro dia em que nele se instalam. A contradição entre o discurso modernizador e as atitudes do governo fica muito mais clara no período eleitoral, embora exista todo o tempo.

Dilma Rousseff convidou o empresário Jorge Gerdau para colaborar na racionalização administrativa do governo. Gerdau foi decisivo na modernização do governo do Estado do Rio de Janeiro. Temos uma dívida de gratidão com ele, que investiu dinheiro do próprio bolso no projeto. O único efeito colateral dessa operação bem-sucedida foi o aumento do prestígio do governador Sérgio Cabral. Nada de muito grave que não pudesse ser anulado com uma noitada em Paris, a bajulação do dono da Delta, guardanapos amarrados na cabeça e as mulheres exibindo os sapatos Christian Louboutin como se dançassem um passo de cancan.

Apesar de todo o trabalho de Gerdau, Dilma criou mais ministérios. Oficialmente temos 39. Com o marqueteiro João Santana funcionando como ministro especial, podemos chamá-los de a presidente e seus 40 ministros. A racionalidade foi para o espaço porque existe apenas o patético desejo de continuar no poder.

Como se não bastasse, Dilma resolveu prolongar a redução do IPI dos carros até o fim do ano. Qualquer pessoa sensata que ande pelas ruas das metrópoles brasileiras sabe que estamos chegando ao limite e a falta de mobilidade urbana é um grande desafio à produtividade nacional. Isso para não mencionar os portos, como o de Santos, com filas quilométricas de caminhões. Não conseguimos exportar nossa produção com fluidez, a mercadoria adormece no asfalto. E quando importada de avião não consegue ser liberada pela burocracia.

É surpreendente como uma esquerda que se inspirou no marxismo, mesmo sem o ter lido bem, com raríssimas exceções adota o caminho irracional com tanta naturalidade. Falando com um americano do setor de petróleo, ele se mostrou perplexo com a decisão da Petrobrás de comprar uma refinaria em Pasadena, nos EUA. O equipamento é superado, custou alguns milhões de dólares mais do que valia e nos deixou com o mico nas mãos. Não posso afirmar que essa irracionalidade esteja ligada às eleições, assim como a tentativa de entregar ilhas do patrimônio nacional ao ex-senador Gilberto Miranda. Mas se alguém ganhou dinheiro com o negócio desastroso, os dólares têm toda a possibilidade de aparecer nas campanhas.

Muitos gostam de enriquecer, comprar imóveis em Miami, alugar aviões, etc... Mas o dinheiro da campanha é sempre sagrado: the show must go on. Isso num contexto geral mais obscuro, em que eleitoralmente é possível saber quem ajuda o governo, mas, pelo fechamento do BNDES, é impossível saber quem o governo ajuda.

O trânsito para a total irracionalidade é mais nítido na esquerda venezuelana, que usa o mesmo marqueteiro do PT. Num dos anúncios criados por Santana, Hugo Chávez aparece no céu encontrando-se com Che Guevara, Simón Bolívar. Nicolás Maduro, o candidato chavista, vai mais longe: afirma que o comandante Chávez reaparece em forma de passarinho quando se reza por ele. Breve teremos passarinhos trinando nos campos verdes, a encarnação de Chávez protegendo nosso sono, aconselhando-nos nos dilemas cotidianos e, claro, batendo pesado na oposição.

Como foi possível sair da leitura de Marx para um realismo fantástico de segunda categoria? Como foi possível do caldo das teses de Marx sobre Feuerbach, mostrando a origem social do misticismo, ou do tempero de A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, a crença de que exista um canto no céu onde se encontram os ícones da esquerda latino-americana e que eles viram passarinho para nos indicarem o caminho da libertação? Mesmo sem parecer muito inteligente, não creio que Maduro leve a sério essas histórias da transfiguração de Chávez.

No caso de Lula, posso falar com mais propriedade. Ao nomear Dilma a mãe do PAC, houve uma nítida inflexão em suas ideias sobre o mundo. Lembro-me de que em 2002, na Caravana da Cidadania, ao visitarmos São Borja, onde Getúlio Vargas está enterrado, Lula hesitou em levar flores ao seu túmulo. "Não seria fortalecer um populismo desmobilizante?", perguntou. Certamente Lula não acredita que a sociedade democrática seja uma réplica da família, na qual os governantes fazem o papel dos pais e os eleitores, de filhos obedientes.

A verdade é que a esquerda no poder deixou para trás muitas convicções. Oscila entre o paternalismo e o misticismo religioso. Suas fontes não são apenas as religiões de origem cristã. Inconscientemente, já pratica o vodu, sobretudo a ouanga, um feitiço para envenenar simbolicamente os adversários por intermédio de seus sacerdotes eletrônicos. Não percebe que o destino final de seu sonho de poder é a criação de uma nação de zumbis, manipulando gadgets, povoando supermercados, mentalmente mortos por falta de oxigênio no cérebro.

Em vez de avançar por meio da prática e da autocrítica, de aprender com os próprios erros e contribuir para o alargamento do horizonte intelectual, a esquerda em alguns países latino-americanos optou pelo atraso e pela superstição simplesmente porque tem pavor de perder o governo, como se não houvesse vida fora dele. Assim, uma jovem rebelde dos anos 60 se transformou na Mãe Dilma, apoiada pelo Pai Lula, e seu 40.º ministro produz filmes sobre a esquerda no céu para os herdeiros de um passarinho chamado Chávez.
* Fernando Gabeira é jornalista.


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Exemplo e esperança de brasileiro responsável


SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO?
Em 2003, um deputado inglês chamado Chris Huhne foi pego por um radar dirigindo em alta velocidade. Pra não perder a carteira, pois na Inglaterra é feio uma autoridade infringir a Lei, a mulher dele, Vicky Price, assumiu a culpa.

O tempo passa, o deputado vira Ministro da Energia, o casamento acaba, a Vicky decide se vingar e conta a história pra imprensa.
Como é na Inglaterra, o tal do Chris Huhne é obrigado a se demitir primeiro do ministério e depois do Parlamento. ACABOU A HISTORIA?
NÃO.
Na Inglaterra é crime mentir para a Justiça e ontem a Justiça sentenciou o casal envolvido na fraude do radar em 8 meses de cadeia pra cada um. E vão ter de pagar multa de 120 mil libras, uns 350 mil reais.
Segredo de Justiça? Nem pensar, julgamento aberto ao público e à imprensa.
Segurança nacional? Nem pensar, infrator é infrator.
E o que disse o Primeiro Ministro David Cameron quando soube da condenação do seu ex-ministro: 'É uma conspiração da mídia conservadora para denegrir a imagem do meu governo.' Certo? Errado.
O que disse o Primeiro Ministro David Cameron acerca do seu ex-ministro foi o seguinte: 'É pra todo mundo ficar sabendo que ninguém, por mais alto e poderoso que seja, está fora do braço da Lei.'
Estes ingleses são um bando de botocudos. Só mesmo em paisinhos capitalistas um ministro perde o cargo por mentir para um guarda de trânsito.


Porque aqui neste paraíso  há muitos séculos, desde sua invenção, a Primeira Lei é saber com quem está falando. 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Filme imperdível, excelente







De:  Cristóbal
Enviada em: segunda-feira, 8 de abril de 2013 22:11

Assunto: ENC: Como o Brasil funciona




Assistam e compartilhem por favor. 



http://www.politicos.org.br/ - Website do Ranking dos políticos. 
  


quinta-feira, 4 de abril de 2013

O culpado é o mordomo


O culpado é o mordomo
Romances policiais durante um tempo há algumas décadas terminavam culpando o mordomo, de alguma forma ele personificava o mal e livrava as elites dos piores crimes. Filmes mostraram isso com maestria, talvez simplificando e facilitando para pessoas mais apressadas, dispensando-as de lerem centenas de paginas para descobrir o que era óbvio nas charadas da época.
No Brasil estamos nessa situação.
Elegemos prefeitos, vereadores, governadores e os titulares da Presidência da República, gente que deveria ser responsabilizada pelas nomeações feitas. Para evitar grandes penitenciárias, seria funcional colocar essa fileira de réus na mesma situação dos crimes de trânsito, onde nos engavetamentos de veículos o motorista de trás responde pelos danos feitos no carro da frente e seus passageiros.
Não é assim, de alguma forma parte-se do pressuposto que a simples desmoralização é pena suficiente.
Em Santa Maria parecia que teríamos algo diferente. Estranhamente o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul isentou prefeito e governador. Gente que além de nomear diretores, presidentes, comandantes e até delegados conhecia bem o lugar dentro de uma cidade com diversas universidades e, com certeza, especialistas em tudo o que aconteceu, nem o CREA-RS foi indiciado!
“Não sabia”, que situação tragicômica concentrada nessa expressão.
Corrupção, incompetência ou ambas seriam varridas do mapa do Brasil se simplesmente o Poder Judiciário pudesse enquadrar os eleitos.
Vivemos a lógica do Poder de Império de até séculos passados quando a família real era intocável assim como os altos dignitários religiosos.
Na internet temos diariamente manifestações “valentes” e centradas em palavras de ordem inúteis. Nesse sentido merecem leitura alguns livros e vistos filmes que apontamos recentemente em  (Livros e Filmes Especiais). A violência dos poderosos e as reações que provocavam desaguando em revoluções tenebrosas e até recuos comportamentais marcaram a História da Humanidade.
Felizmente evoluímos. Chegou o momento de se refletir seriamente sobre indicações políticas e formação de quadros de administração pública. Evidentemente não sairá dos governantes a proposta de leis que os incriminem. Isso só acontecerá a partir do clique que falta ao nosso povo, de onde, diretamente, deverá sair,  talvez, a reforma política que temos necessidade urgente.
Tragédias até abril deste ano já foram suficientes para demonstrar a tese da impunidade dos eleitos. O julgamento dos sargentos do Mensalão mostrou a vivo e a cores que a ficção da inocência de grandes chefes não se sustentava assim como em desastres técnicos que bons profissionais em qualquer área dos serviços essenciais podem explicar nos mínimos detalhes. Em tudo sente-se a blindagem que é extremamente conveniente aos patrocinadores de campanhas eleitorais, afinal os eleitos formam uma barreira entre a opinião pública e os verdadeiros gangsteres que mandam no Brasil.
Quando focam o crime organizado vem à mente dos brasileiros as tropas de bandidos de pé no chão, e aqueles que só usam jatos executivos?

Cascaes
13.4.2013
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Os acidentes e a política



Desde o início do ano de 2013 o noticiário mostra-se repleto de notícias de acidentes impressionantes no Brasil, alguns até já viraram rotina, como, por exemplo, as mortes por deslizamento de terra na região serrana do Rio de Janeiro, outros, contudo, ilustrando de forma triste e impressionante a degradação dos serviços de vigilância social e profissional.
No Brasil nós nos acostumamos a ver nossos eleitos nomeando gente sem qualificação para cargos importantes, o resultado não podia ser diferente.
Nosso desafio é mobilizar a sociedade para ajustamento de conduta de prefeitos, governadores e até da Presidência da República. Muitos poderão acreditar que isso é impossível, levantes populares, golpes e revoluções foram na história da Humanidade o resultado, inúmeras vezes, do desespero do povo.
Principalmente até o final das grandes monarquias existia o consenso de que as cabeças coroadas podiam fazer o que bem entendessem, algo que nações mais rebeldes finalmente recusaram, apesar de todas as defesas até religiosas.
A Democracia é a chave para contornar violências explícitas, pois as implícitas nos governos ruins não aparecem no rol dos crimes contra a Humanidade. Em pleno século 21, o da informação universal, podemos e devemos saber usar essas maravilhas tecnológicas para o aprimoramento da condição de vida do nosso povo. É possível?
Sim, o fundamental é o medo, o receio de uma reação de pessoas indignadas. O que acontece, contudo, principalmente no governo centrado em Brasília, é que aquela cidade se transformou na Versalhes Brasileira, distante dos problemas nacionais onde vemos a prevalência dos jogos políticos, infinitamente mais atentos ao processo eleitoral imediato.
Com certeza a distância média do nosso povo em relação ao Palácio Alvorada é muitíssimo maior do que entre os cidadãos europeus e os centros de governo de seus países. Privilegiados pela diminuta dimensão de suas terras podem e atuam com mais firmeza contra maus governantes.
Isso teria sido possível se o Brasil tivesse adotado uma forma diferente de organização política e administrativa, sendo uma confederação de estados independentes, melhor ainda de regiões, poderíamos ter maior respeito pelas culturas locais e atenção pela administração sem a força da indústria da seca ou de corrupção pura e simples quando pelo Brasil afora descobrimos projetos inacreditavelmente inoportunos ou errados.
Com ou sem confederação, tendo ou não a tão sonhada reforma política devemos pressionar para o aprimoramento do gerenciamento a partir de nossos eleitos.
Portais e até as redes sociais permitem acompanhamentos inimagináveis há poucos anos. O difícil é separar o joio do trigo, pois com a mesma facilidade com que se denuncia pode-se caluniar.
O Brasil pode e deverá melhorar. Uma nova geração de brasileiros sem aderência a utopias e farsas antigas está surgindo, aparentemente indiferente à política.
Os mais velhos desperdiçaram oportunidades ou simplesmente estavam no caminho das transformações que eram distantes. A ignorância era natural num mundo com meios caros e raros de divulgação e baixíssimo nível de escolaridade.
Felizmente isso está mudando, permitindo-nos sonhar com um Brasil melhor.
Cascaes
3.4.2013

terça-feira, 2 de abril de 2013

Queremos acreditar, ainda é possível?


Queremos acreditar, ainda é possível?
Nada pior do que a desesperança. Brasileiros em torno dos setenta anos passaram por muitas etapas de mudanças no Brasil, a maioria delas frustradas de maneira assustadora. Sempre sonhamos, contudo, com um futuro melhor.
O Brasil parecia melhor. Apesar das loucuras criadas para “combater a inflação” e outras razões provavelmente menos louváveis a situação do Brasil ficou melhor entre outros que fizeram a estupidez de gastar muito mais do que podiam ganhar, ou simplesmente foram vítimas de gângsteres do mundo financeiro e da jogatina internacional, isso sem falar dos fabricantes e vendedores de sistemas caríssimos.
Chegamos a ver nosso Presidente Lula debochar dos céticos, dizendo que tudo seria uma simples marola. Que marola!
No Governo da Presidenta Dilma Rousseff parecia que teríamos ações enérgicas para neutralizar os equívocos do time lulista e anteriores. A Presidenta começou bem, mas, quais serão os planos que deve ter criado intramuros do palácio Alvorada após os trancos de sua “base aliada”?
Ganhar eleições?
Quanto custará para o Brasil a próxima campanha?
A sensação que temos é a de que a favor de lógicas transversas o governo resolveu dissolver o setor energético, nomear pessoas inacreditavelmente fora do contexto específico do objetivo de suas novas funções para ministérios importantes e sair em campanha para garantir minutos de rádio e TV que, aliás, se transformaram em mina de ouro para as emissoras (Decreto garante dedução do imposto de renda para emissoras obrigadas a exibir propaganda, 2012).
A MP 579 [ (As Incoerências da MP 579), (Costa), (MP 579 - MEDIDA PROVISÓRIA Nº 579, DE 11 DE SETEMBRO DE 2012.)] abriu as porteiras para a insensatez. Agora o Governo Federal anuncia o alongamento dos privilégios das montadoras (IPI) e a Petrobras se exaure para pagar contas, gastando petróleo que não tem e sustentando decisões perigosas para que o racionamento de energia e a falta de gasolina não criem um vexame. Aliás, falta, já estamos importando demais. Com certeza deveremos atingir a autossuficiência na produção de petróleo, mas, para que desperdiçar e poluir?
O Governo Federal se compadece até do Sílvio Santos, deixando até agora microempresários esperando decisões que lhes apoiem (Cascaes). Empréstimos consignados são a mina de ouro para banqueiros falidos e dependentes de idosos (Crédito consignado). Nesse caso aplica-se a comparação absurda, mostrando-se os juros estratosféricos de cartões de crédito e o que se cobra nesses “empréstimos sem riscos para o emprestador”. Só no Brasil para essa fantasia se manter com os aplausos do povo...
Produtores vergam sob atrasos brutais de aprimoramento da infraestrutura (custo Brasil) e a burocracia e uma série de leis mal regulamentadas desmancham o Brasil; programas sociais dão a sensação de se apoiarem em bolsas eleitorado; circo para todo mundo se alienar etc., demagogia e tragédias brasileiras...
 Projetos federais que avançam, quais?  Será isso um bom governo?
Pensando no incentivo às montadoras de automóveis imaginamos o círculo maldoso que se cria. Aumento do consumo de combustíveis, poluição, exaustão das cidades, afastamento do povo dos sistemas de uso coletivo, crescimento do consumo de petróleo e finalmente o tombo na Petrobras, afinal, se os combustíveis tiverem preços adequados a inflação crescerá? Aliás, a Petrobras amarga os resultados de gestões desastrosas e agora o (O feirão da Petrobras, 2013). É difícil pagar contas absurdas em projetos mal feitos...
Nossa Presidenta declarou que fará o diabo para ganhar as eleições (Temor dos aliados), será? Nosso sistema político, uma mistura de parlamentarismo com presidencialismo, um autêntico Frankenstein com direito a Conde Drácula e outras figuras clássicas dos filmes de terror é um desastre, mais ainda dividindo forças entre estados criados e mantidos artificialmente.
A indústria da seca continua forte, até dados de redução da boiada são brandidos, sem que ninguém explique se os bois morreram nos matadouros ou de sede...
Somos tremendamente ingênuos ou passivos, até quando aceitaremos esse teatrão continental (Cascaes, O irredento)?

Cascaes
2.4.2013
As Incoerências da MP 579. (s.d.). Fonte: ILUMINA: http://www.ilumina.org.br/zpublisher/materias/Noticias_Comentadas.asp?id=19947
Brasil, A. (20 de 8 de 2012). Decreto garante dedução do imposto de renda para emissoras obrigadas a exibir propaganda. Fonte: em.com.br ESTADO DE MINAS: http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/eleicoes/eleicoes-bhregiao/2012/08/20/noticias_internas_eleicoes,312775/decreto-garante-deducao-do-imposto-de-renda-para-emissoras-obrigadas-a-exibir-propaganda.shtml
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: O irredento: http://o-irredento.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). Existe apoio ao microempresário? . Fonte: Caminhos seguros para o EMPREENDEDOR: http://micro-e-pequeno-empreendedor.blogspot.com.br/2013/03/existe-apoio-ao-microempresario.html
Costa, H. S. (s.d.). #Energia #Artigo #MP 579 : Recuo para evitar fiasco maior. Por Heitor Scalambrini Costa. Fonte: BLOGDOCACHORRÃO: http://www.dihitt.com.br/barra/energia-artigo-mp-579-recuo-para-evitar-fiasco-maior-por-heitor-scalambrini-costa
Crédito consignado. (s.d.). Fonte: Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%A9dito_consignado
MP 579 - MEDIDA PROVISÓRIA Nº 579, DE 11 DE SETEMBRO DE 2012. (s.d.). Fonte: planalto.gov.br: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/mpv/579.htm
Nobre, O. (s.d.). Temor dos aliados. Fonte: Monitor Digital: http://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=129511

sábado, 23 de março de 2013

Desesperadamente esperançoso


Evolução perversa, até quando?
Felizmente a multiplicação de universidades no Brasil está viabilizando o surgimento de escritores, historiadores, sociólogos, economistas e outros profissionais que estão produzindo obras literárias excelentes sobre o Brasil em todos os tempos. Esse pedaço significativo da América do Sul é maravilhoso por natureza, péssimo em termos de formação desde os tempos de sua criação por ato imperial da Coroa Portuguesa.
Por uma série de circunstâncias, principalmente em consequência do choque de realidade a partir da década de oitenta do século passado, estamos em situação econômica razoavelmente boa, podendo vir a ser ótima se alguns vícios forem contidos e reprimidos.
A atuação do CNJ e do STF revigorou essa esperança. Além disso, o Governo “descobriu” que tem impostos demais, mal distribuídos e pessimamente utilizados. Essa é a sensação observando a guerra iniciada com a discussão dos royalties, apontaram na rola e acertaram no pato...
A tragédia na Boate Kiss em Santa Maria abre um precedente histórico, o indiciamento do prefeito. Se ele será ou não levado a julgamento, veremos. O que importa é que aos poucos o povo vai tendo compreensão de quem mantém o Brasil nesse estado de indigência técnica, moral e administrativa (Familiares se emocionam com nome de indiciados da Kiss e pedem justiça, 2013). Talvez assim o resto dos delegados e promotores do Brasil percebam que a culpa de nossos agruras não é do mordomo...
Há muito a ser feito, contudo, antes de tudo, anular interferências até criminosas de figurões da República dentro e fora do espaço político. O STF e o Ministério Público Federal com o apoio da Polícia Federal têm feito sua parte, compete aos brasileiros em geral promover faxinas e ajustes de comportamento político, algo difícil num país em que cestas básicas ou empreguinhos no Governo mudam consciências. Não podemos acreditar em bandidos travestidos de lideranças políticas, se isso acontece algo está muito errado entre nós.
Sua Excia. Dilma Rousseff começou muito bem, agora parece querer “fazer o diabo” para ganhar eleições, isso é ruim para quem parecia governar acima de interesses político-partidários, pior para nós.
Existem problemas? Sim, e merecem atenção de todos. Sugerimos leitura atenta das excelentes manifestações da jornalista e escritora Miriam Leitão [ (Leitão, Saga Brasileira), (MiriamLeitão.com)]; é uma voz forte nessa floresta de bajuladores e dependentes de um Brasil enorme e que deveria ser vigoroso, criativo, inovador (afinal é um país tropical, com tudo para ser ajustado a seu clima) e acima de tudo competente e responsável.
Infelizmente, que maravilha para os demagogos, nosso povo depende da caridade oficial, oficiosa e oportunista para resolver problemas básicos. Talvez acorde com as tragédias recentes, se comparar o que tem com o que se faz para agradar os gringos da Copa do Mundo, por exemplo.
Com a redemocratização inventaram-se políticos (o “se” é oportuno, afinal muitos acreditaram que eram políticos). Os mais ousados se lançaram usando como argumento a militância estudantil, onde aprenderam a fazer discursos e suportar, alguns, a pressão dos mais violentos. Com certeza os melhores políticos daqueles tempos devem estar se revirando no túmulo observando o tipo de gente que fala em nome deles e no que o Brasil virou...
É de desesperar quando, fugindo das notícias de rotina (assassinatos, roubos, situações bizarras) procuramos descobrir nas entrelinhas o que acontece no Brasil. Que tristeza!
E agora João e Maria?
É tempo da declaração do Imposto de Renda, só para chatear. Cuide-se para não ser o vilão da história. Nesse país que solenemente substituiu a expressão “o contribuinte paga” por  “o governo paga”, tudo é possível.
Se alguém tem dúvida sobre o DNA que deu origem a esse continente mal administrado vale a pena e até se divertir com a série de livros ditos “politicamente incorretos” (Livros e Filmes Especiais)... Não é privilégio do Brasil, afinal nada melhor do que estudar a história dos “países desenvolvidos” para entender o que Nietsche (Humano, Demasiado Humano) afirmou em seus aforismos. Ao contrário desse escritor filósofo devemos, contudo, ser otimistas, trabalhar para aproveitar bem nossa índole a favor de nós mesmos e dos brasileiros em geral.
As nações exemplares passaram por períodos turbulentos até chegarem ao nível atual, talvez consigamos simplesmente usar a liberdade de expressão e de manifestação para fazer algo, afinal os  “caras pintadas” mudaram mais o Brasil que muitos movimentos “revolucionários” e seus heróis palacianos recentes.

Cascaes
22.3.2013
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/
Leitão, M. (s.d.). MiriamLeitão.com. Fonte: globo.com: http://oglobo.globo.com/economia/miriam/
Leitão, M. (s.d.). Saga Brasileira. Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2011/07/saga-brasileira.html
Luiza Carneiro, V. R. (22 de 3 de 2013). Familiares se emocionam com nome de indiciados da Kiss e pedem justiça. Fonte: G1: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/03/familiares-se-emocionam-com-nome-de-indiciados-da-kiss-e-pedem-justica.html
Nietzsche, F. (s.d.). Humano, Demasiado Humano (2 ed.). (A. C. Braga, Trad.) escala.





segunda-feira, 18 de março de 2013

Ciclo de audiências na CMC deve debater os transportes e deslocamentos em Curitiba; Carta será protocolada na primeira audiência.




De: fomus@googlegroups.com [mailto:fomus@googlegroups.com] Em nome de Victor Mazura
Enviada em: segunda-feira, 18 de março de 2013 18:52
Para: fomus@googlegroups.com
Assunto: Re: [FoMUS] Informe - Ciclo de audiências na CMC deve debater os transportes e deslocamentos em Curitiba; Carta será protocolada na primeira audiência.

Caon, 
Esse horário de quarta feira é para inviabilizar a participação popular, inclusive a minha! Gostaria de  participar, mas realmente é impossível.

Victor Mazura
OAB/PR 55.098

Mazura & Oliveira Advogados

Avenida Cândido de Abreu, 526, Torre B, Sala 708, Centro Cívico
Curitiba, Paraná
Telefone: 41 3044-3012

Rua XV de Novembro, 909, Centro
Morretes, Paraná


Não há esperança sem luta.


Em 18/03/2013, às 13:36, andre lima <andrecaon@hotmail.com> escreveu:
Amigas (os):

Envio a seguir o calendário de audiências a serem realizadas na Câmara de Vereadores de Curitiba.
20/03/13 - 14h - Audiência da tarifa
Avaliação dos critérios de definição da tarifa do transporte público, a gestão pública e os mecanismos de transparência, de participação e controle social, assim como debater o papel e a composição do Conselho de Transporte de Curitiba.
03/04/13 - Avaliação do PlanMob (Plano de Mobilidade) e Metrô
Avaliação e discussão do Plano de Mobilidade Urbana para Curitiba e Região Metropolitana, projeto do Metrô, assim como, discussão sobre os mecanismos de transparência de dados, das informações e do processo de participação da sociedade e a constituição a democratização e o papel do CONCITIBA neste processo.
17/04/13 - Propostas para o PlanMob
Propostas para um Plano de Mobilidade para Curitiba e Região Metropolitana dentro das perspectivas da Lei Federal 12.587/2012 e que atenda às necessidades da sociedade.
Especificamente em relação ao dia 20 próximo (quarta feira - AUDIÊNCIA DA TARIFA), há uma carta que se pretende protocolar junto a câmara, cujo teor está ANEXO.
Aqueles que, como nós, desejarem se somar ao conjunto de signatários do documento, devem informar e enviar os dados (nome/organização) até hoje à noite para o seguinte e-mail: lafaiete.neves@gmail.com

André Caon Lima

> Date: Mon, 18 Mar 2013 13:01:26 -0300
> Subject: carta atualizada
> From: lafaiete.neves@gmail.com
> To: andrecaon@hotmail.com
> CC: anisioghomem@gmail.com; burkater@bol.com.br; raquelsoares.ufpr@gmail.com; andressafoche@gmail.com; neves378@gmail.com; andrecbm@yahoo.com.br; lafaiete.neves@gmail.com; bergfeli@terra.com.br; fabriciovereador@gmail.com; fvsilva@ig.com.br; clodomiro@senge-pr.org.br; jonny@stica.com.br; vivianepam@yahoo.com.br; gerwincms@gmail.com; adenival.gomes@gmail.com; sandraalsantos@yahoo.com.br; cavapora@hotmail.com
>
> Car@s,
> Segue carta atualizada.
> Peço que as entidades signatárias me enviem até hoje à noite o nome completo.
> Abraços,
> Lafaiete Neves
>
> --
>
> Professor do Programa de Mestrado em Organizações e Desenvolvimento da
> FAE- Centro Universitário Franciscano do Paraná, pesquisador do
> IPEA/CAPES.

Democracia do Dinheiro

sexta-feira, 8 de março de 2013

Demonização dos trabalhadores do transporte coletivo urbano


PREFEITO ELEITO, CONCESSIONÁRIO SATISFEITO.

Fonte:http://fureotubo.wordpress.com/

Como sempre, a prefeitura repete a fórmula: audiência pública em espaço apertado e culpabilizações para o aumento da passagem. Desta vez, requentando a estratégia, a idéia é demonizar os trabalhadores do transporte coletivo, que no momento, buscam não apenas corrigir perdas históricas, mas também acompanhar os aumentos da passagem aplicados por seus patrões na tarifa, segundo a própria URBS.
Prefeitura e grandes grupos de comunicação questionam a reivindicação de 30% dos trabalhadores, sem questionar o aumento demandado pelos concessionários, inconsistências de planilhas, etc..
Entendemos que a reivindicação poderia ser até maior, pois condições de frio, ausência de sanitários e riscos de vida justificam adicionais de periculosidade/insalubridade suplantando o valor de 30% pleiteado.
É provável também que os trabalhadores do transporte tenham finalmente enxergado que não há absolutamente razão alguma para permitirem que seus baixos salários sejam onerados, já que a única função dos patrões é montar redes de influência na elite político-partidária e judiciária do estado.

Entenda como funcionam os riscos e benefícios deste NEGÓCIO, que é o SEU DIREITO DE IR E VIR:

COMPARATIVO DE DIREITOS E RESPONSABILIDADES
TRABALHADORES            CONCESSIONÁRIOS GANHOS
Possuem salário baixo e concorrem com outros trabalhadores desempregados.
                Ganharam licitação pedindo o valor máximo possível, absolutamente sem concorrentes.

CORREÇÃO NOS GANHOS           Em termos de salário, jamais ganham o que pedem.     Em
termos de repasse ou “tarifa técnica”, o que pedem, ganham. Inclusive já estão ganhando os R$ 3,05 que pediram, gerando rombo no orçamento municipal e ameaçando integração com região metropolitana.
ACIDENTES         Em acidentes, como no caso da tragédia da Tiradentes, o
motorista pode ser preso ainda ferido e em estado de choque.              Em
acidentes, como na tragédia da Tiradentes, até hoje não houve responsabilização dos concessionários.

ESTABILIDADE   Não possuem estabilidade no emprego, podendo ser demitidos a
qualquer momento.      Possuem estabilidade: o contrato da última licitação é
para até 25 anos.

PARALIZAÇÕES                Quando fazem greve, são multados pelos nobres juízes e
promotores da sociedade paranaense.                Não há qualquer responsabilização/
penalização pela greve de seus funcionários, já sendo vista pela população como LOCKOUT proposital, para forçar os aumentos.

PREJUÍZOS         Assumem responsabilidades: prejuízos com assaltos (isso quando
sobrevivem) ou fura tubos, são muitas vezes cobrados dos trabalhadores.
                Não assumem responsabilidades: sequer pela compra de equipamentos se resposabilizam, acusando a URBS como culpada por terem comprado vários ônibus que não cabiam na canaleta.

AUMENTO DA VELOCIDADE E FATURAMENTO                 Não assinaram o contrato da licitação
fraudulenta que aumentou a velocidade média dos veículos, mas sofrem
penalização por atrasos.              Sem consulta aos trabalhadores do sistema,
assinaram unilateralmente com a URBS o contrato da licitação fraudulenta, prevendo aumento da velocidade média, para aumentrar faturamento sem aumentar frota.

A boa notícia é que a autogestão nunca esteve tão próxima!

ESTÁ BASTANTE CLARA A DEMONSTRAÇÃO DE QUE O TRANSPORTE COLETIVO DE CURITIBA É VITUALMENTE OPERADO POR UMA COOPERATIVA DE TRABALHADORES, TODAVIA, SUJEITA À PRESSÃO DIRETA DA CONTRATANTE URBS E AOS RISCOS DA CONTRATAÇÃO.

Qual a função dos empresários que já ocupam o posto há décadas????

A resposta é simples: possuir os ônibus e garagens e com isso onerar a tarifa e a mão de obra operacional.
Como resolver isso?
Para a posse dos ônibus, a solução é simples: FROTA PÚBLICA.
Como?
A prefeitura pode utilizar parte do dinheiro da PPP do METRÔ CURITIBANO que ela quer empurrar-nos guela abaixo: de fato, como já dissemos, os 3 BI do projeto METRÔ CURITIBANO serviriam para adquirir a frota e ainda sobraria muito, mas muito mesmo! O suficiente para subsidiar anos de passe livre.
E a mão de obra?
Cooperativa, afinal já é o que eles são.
E o controle?
Conselhos paritários!
Mas e ainda daria para fazer passe livre?
Sim, com recursos da oneração progressiva do iptu.

Calma. Sem dúvida sabemos que não é tão simples assim, mas temos certeza de que podemos caminhar nesta direção desde já, através da frota pública, evitando-se, de quebra, mais uma PPP nas costas do cidadão brasileiro.

No mais, a audiência pública foi enorme avanço popular. Data desde a ditadura militar ausência de debate público oficial em Curitiba sobre a matéria. As numeráveis e relevantes falas das diferentes entidades, surpreendentemente, em conssonância programática foi o destaque principal.
O sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo lúcido na denúncia de fraude nas planilhas, compreendendo a impotância das gratuidades serem subsidiadas pelas empresas e não pelos usuários bem como greve da categoria como instrumento de pressão e denúncia das condições precárias de trabalho e sugestão de catraca livre para não prejudicar a população.
Entidades como Dieese e outras que acompanham de perto a ‘caixa preta da URBS’ e a diminuição de usuários do transporte coletivo, graças aos preços absurdos, também se opuseram à questão do reajuste. Houve até militantes de partidos que defenderam frota pública, passe livre universal, amplo e irrestrito com oneração pelo IPTUprogressivo como forma de subsídio para o transporte tornar-se público efetivamente.

Todas essas intervenções trazem consigo em uníssono grito as antigas pautas defendidas pelo MPL. Foi a primeira vez que participamos de um debate onde a pulverização do programa de mobilidade urbana sustentável à população como um todo, foi abarcado de maneira tão ampla por diferentes entidades.

Esperamos que este seja o início de uma nova era para o transporte na Região Metropolitana e em Curitiba. Já é passada hora do fim da mercantilização do transporte coletivo.

domingo, 3 de março de 2013

Bons livros e a "democracia brasileira"


Um livro que diz muito
O processo político brasileiro, seu nascimento e evolução, já merecem excelentes livros que qualquer pessoa interessada na história desse país tem como comprar e ler com atenção.  A multiplicação de mestres e doutores em Política, Sociologia e História viabiliza um arsenal de documentos de extremo valor, mais ainda quando os latino-americanos vivem uma fase de idolatria a líderes carismáticos e irresponsáveis.
O Brasil é muito grande para facilitar a vida de poderosos chefões, a evolução cultural dificulta mais ainda essa vocação de grupos de poder que há séculos mandam no mundo e aqui, principalmente em tempos recentes, quando “deitaram e rolaram” com o apoio das elites políticas que nos enganaram em prosa e verso.
Com certeza uma luta subterrânea acontece na esperança de se aproveitar multidões de ignorantes funcionais, antes que descubram como são logrados pelos seus ídolos.
O escândalo provocado pelos mensaleiros é a ponta do iceberg de tradições impublicáveis na política brasileira. Definições de comportamentos e limites justos e necessários precisam de momentos midiáticos e de forte comoção social para estabelecerem limites. Assim, justo ou injusto, o julgamento dos responsáveis (alguns) pelo Mensalão é de extrema importância para o futuro do Brasil.
O livro (Mensalão - O julgamento do maior caso de corrupção da história política brasileira, 2012) talvez erre por considerar esse o maior caso de corrupção da política brasileira, tivemos situações recentes que ainda carecessem de análise, como, por exemplo, o poder da agiotagem que drenou dos brasileiros uma fábula de dinheiro no pagamento de juros absurdos por tantos anos. Vale descobrir, por exemplo, nesse livro “Mensalão” como a criação do “Empréstimo Consignado”, absurdamente caro, foi usado de forma escandalosa.
Maravilhosamente o Supremo Tribunal Federal não respeitou padrinhos políticos e muitos de seus ministros fizeram declarações e julgamentos de valor antológicos. Não transcrevemos para não furar curiosidades, pois é de máximo valor que todos leiam o que o livro citado descreve e transcreve com muito cuidado. A cronologia dos fatos é importante e a proximidade dos eventos, que talvez até o final deste ano encerrem esse processo, torna a leitura um dever de cada brasileiro preocupado com o futuro de seu país.
O futuro da democracia e os direitos fundamentais do ser humano estão em perigo. Pressões fortíssimas para a adoção de um estado fascista ou socialista da pior espécie estão em curso. O poder embriaga e o discurso dos mil anos de poder aparece sem qualquer pudor.
A organização política do Brasil passa longe, ainda, de ser realmente democrática. Na junção de interesses dos mais fortes vale tudo...
Crises nacionais e internacionais abrem os olhos da humanidade para falhas recorrentes, lógicas perversas e a miséria material, cultural e geral até em países que estariam melhores do que o Brasil.
Felizmente o Brasil é um país espantosamente rico. Isso significa, mais uma vez, o império de nações militarmente mais poderosas sobre nossos interesses. Aliás, o livro (Gomes, 2010), além de dar detalhes da fuga da Corte Portuguesa para o Brasil, demonstra como a decadência da monarquia portuguesa e a sagacidade dos ingleses consolidaram a influência de Londres sobre o Rio de Janeiro.
Continuamos submissos aos poderosos eventualmente residentes no Brasil e a partidos políticos feitos para a perpetuação de elites que se acostumaram às facilidades do poder.
O mundo não acabou em 2012. No início de 2013 quase desaparecemos graças a um asteroide que passou raspando a Terra, enquanto um meteorito “veio de banda” sobre o oceano, quase provocando uma enorme tragédia. Pior que o meteorito, entretanto, são os políticos e fanáticos que estão no comando de muitos países.
No Brasil parece que ainda estamos livres do fanatismo, apesar da canja que damos a grupos que sustentam a “mídia livre”.
Nunca foi tão importante o exercício da cidadania. Bons livros, debates sobre a arte de governar e foco no futuro do Brasil deve ser a tônica de quem faz mais do que hastear a bandeira brasileira e cantar o hino nacional...

Cascaes
3.3.2013
Gomes, L. (2010). 1808 - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. Planeta.
Villa, M. A. (2012). Mensalão - O julgamento do maior caso de corrupção da história política brasileira. Leya.




sábado, 2 de março de 2013

amigo da defensoria - nomeação postergadas

Chik como futuro servidor da Defensoria, e representando mais 56 colegas pedimos sua ajuda no intuito de ajudar a divulgar nossa situação. Eramos para iniciar nossa atividade dia 04 de fevereiro, diante disso muitos como eu pediram demissão de seus empregos. A data referida foi postergada para depois do carnaval, no dia 20 de fevereiro nosso governador colocou um post nas redes sociais, dizendo que iria nos nomear. Porém, de última hora foi cancelado, sem nova data. O fato é que estamos sem trabalho desde janeiro, quanto mais demora, mais complicada fica nossa situação. Pedimos a gentileza de divulgar nossa situação, e assim tornar-se "amigo da defensoria", órgão vital para os desvalidos, pobres e necessitados. Temos solicitado a ajuda de vários deputados e associações, não queremos esmolas, queremos trabalhar. O governador quer nomear 110 cargos comissionados, para isso ele tem verba, mas para nós sempre há uma desculpa. Se puder divulgar nossa situação agradeço.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

CUBA - BRASIL: YOANI Y "BRASILEAKS" PROCASTRISTA

CUBA - BRASIL: YOANI Y "BRASILEAKS" PROCASTRISTA

Por Armando Valladares, Miami (FL), 25 de febrero de 2013, 05:01 PM. El artículo puede ser difundido y publicado en cualquier medio, sin necesidad de autorización previa.

La reciente visita a Brasil de la joven bloguera cubana Yoani Sánchez dejó al descubierto una especie de "BrasiLeaks", o sea, un conjunto de informaciones confidenciales escandalosamente procastristas en el seno de ese gran país sudamericano.

A esas informaciones confidenciales las destapó el semanario Veja, días antes de la llegada de la bloguera al Brasil, en reportaje titulado "El dossier de la vergüenza" (20 de febrero de 2013). Veja reveló que desde la Embajada cubana en Brasilia se estaba coordinando la agresión de matonescas "brigadas de respuesta rápida" que actuarían contra Yoani a cada paso de su visita a ese país; "brigadas" fanáticamente procastristas, integradas por militantes de grupos de izquierda, inclusive del gobernante Partido de los Trabajadores (PT).

Por una sintomática coincidencia, en una de las reuniones en la embajada cubana estaba presente Ricardo Poppi Martins, especialista en "ciberguerra" y asesor directo del ministro secretario general de la Presidencia de Brasil, Gilberto Carvalho. También por coincidencia, Poppi acababa de llegar de Cuba, con gastos pagados por el gobierno brasileño, donde se dedicó a trasmitir sus conocimientos de "ciberguerra" a equipos de propaganda del régimen cubano, peritos en destruir moralmente a opositores cubanos. La revelación de la existencia de ese "BrasiLeaks" dejó en una incómoda posición al gobierno brasileño, cuyos portavoces se vieron obligados a reconocer que Poppi recibió de manos del embajador cubano Carlos Zamora Rodríguez un dossier con informaciones contra Yoani, pero alegaron que el dossier había sido destruido por el funcionario gubernamental.

Cuanto más el gobierno brasileño trataba de explicar lo acontecido, más dudas creaba entre periodistas y entre miembros del Parlamento, que anunciaron la convocación del canciller, del ministro secretario general de la Presidencia y del propio embajador cubano. En cuatro días, la secretaría general de la Presidencia dio tres explicaciones, tratando de tranquilizar y de superar el comprometedor episodio. El canciller Antonio Patriota dijo que no sabía nada de nada. Y las autoridades del gobernante Partido de los Trabajadores cerraron la boca.

Lo concreto es que bastó que Yoani pusiera sus pies en el territorio brasileño para que el plan de la embajada cubana, favorecido por el gobierno brasileño, comenzara a ser ejecutado con brutalidad en cada local donde la visitante aparecía, llegando los matones en varias oportunidades casi a la agresión física.

Esa tentativa de amordazar a la bloguera no le impidió de denunciar que en el caso del Brasil, especialmente durante los gobiernos Lula y Dilma, ha habido "omisión" y "silencio" en lo que respecta a "las violaciones de derechos humanos que se cometen en Cuba"; y que faltó "dureza" de parte de la diplomacia brasileña para defender los derechos de los cubanos indefensos. La bloguera solicitó "una posición más firme" de las autoridades brasileñas, y constató que existe un "silencio" similar en los gobiernos de "toda América Latina", que servilmente tratan de "no incomodar" al régimen cubano. Yoani hizo finalmente un llamado al gobierno y al pueblo brasileño, así como a los gobiernos latinoamericanos, a "denunciar lo que ocurre en la isla" de una vez por todas, inclusive, a "apelar a los organismos internacionales".

Este talvez haya sido el mensaje más directo, importante, dramático y medular de Yoani Sánchez en Brasil. En realidad, el silencio cómplice de las cancillerías y gobiernos continentales es talvez la causa de la prolongación, durante décadas, de la cruel y sanguinaria dictadura castrista.

Hace exactamente un año, en febrero de 2012, tuve ocasión de abordar este tema del silencio del gobierno brasileño, en artículo "Yoani, compasión y Pilatos", coincidiendo con el viaje de la presidenta Dilma Rousseff a La Habana y con una prohibición del régimen para que Yoani Sánchez viajara en ese momento a Brasil. En la ocasión afirmé que desde el punto de vista de los derechos humanos, el viaje a Cuba de la presidenta del Brasil constituyó un desastre inimaginable para el pueblo cubano y para sus esperanzas de libertad; y que ese viaje podría ser inscrito en el libro negro de las vergüenzas de nuestro tiempo y de nuestro continente. Con su silencio total sobre la violación sistemática de los derechos de Dios y de los hombres en la isla-cárcel desde hace más de cincuenta años, la presidenta de la mayor potencia de América Latina y una de las mayores potencias del mundo, dio implícitamente luz verde para que el régimen continuase persiguiendo impunemente a los opositores, matándolos de sed en las prisiones, reprimiendo a las Damas de Blanco y manteniendo prisioneros a 11 millones de cubanos.

Pero ahora con Yoani no se trató sólo de un silencio cómplice, en sí mismo muy grave, sino que se fue más lejos, permitiendo al gobierno cubano una operación de intimidación, agresión y denigración de Yoani en el propio territorio brasileño.

La lucidez demostrada por Yoani en su análisis sobre la desastrosa política externa brasileña y latinoamericana hacia el régimen cubano, también brilló en las primeras respuestas a las preguntas que los periodistas le fueron haciendo, machaconamente, sobre el denominado embargo económico estadounidense. Al comienzo de su visita a Brasil, en declaraciones publicadas por el periódico O Estado de S. Paulo, Yoani dijo que el régimen cubano, si quiere relaciones con los Estados Unidos, primero debe democratizarse: "En esa normalización de relaciones, no se puede olvidar el tema de los derechos humanos. No se puede dejar de lado una lista de requisitos necesarios que la isla debe cumplir para poder establecer relaciones no solamente con los Estados Unidos, sino con muchos otros países".

De esa manera, Yoani dio un argumento decisivo que toca en el centro del problema cubano, y que muchas veces he tenido oportunidad de analizar: la causa real y primera del problema cubano es el embargo interno que el propio régimen de La Habana aplica desde hace más de medio siglo contra el pueblo cubano; y el denominado embargo externo no es sino un efecto. Hay algunos que solamente critican el efecto, pero hacen silencio absoluto con relación a la causa del problema, que es lo principal y lo que debería ser especialmente enfocado.

Llama la atención el hecho de que en Brasil, en los días siguientes a la presentación de un argumento de tanto sentido común, que contribuye a desmontar la campaña-pretexto castrista contra el embargo estadounidense, Yoani cambió su posición y pasó a afirmar, como lo hizo en el Parlamento brasileño, que ella desea "que termine el embargo, para ver cómo el Gobierno cubano va a explicar su propio fracaso"; como si el régimen cubano no pudiera continuar inventando pretextos para justificar sus crímenes y calamidades.

Pareciera entonces que en su visita a Brasil la joven bloguera cambió de rumbo, de un día para otro, en lo que respecta a su argumentación sobre el embargo. Lo concreto es que uno de los "padrinos" de la visita de Yoani a Brasil, el senador Eduardo Suplicy, del gobernante Partido de los Trabajadores, señaló en la tribuna del Senado su esperanza de que la posición de Yoani contra el embargo estadounidense, por la relevancia internacional que estaba adquiriendo la figura de la joven bloguera, podría repercutir en la propia política externa de los Estados Unidos, transformándose en un "paso importante" para el fin del embargo a Cuba.

El régimen cubano, para mantener en pie su campaña-pretexto, trata de ocultar que los Estados Unidos son uno de los principales socios comerciales de Cuba, a la que vende carne de res, pollo, ganado en pie, frutas, leche, equipos médicos, remedios y hasta la tinta para imprimir el Granma. Cuba puede comprar todos los alimentos y remedios que desee, con la única condición de que pague al contado.

Yo no podría dejar de mencionar, junto con la anterior salvedad sobre el embargo interno del régimen (la causa del problema) y el embargo externo estadounidense (un efecto del problema causado por el régimen), las lamentables declaraciones de la joven bloguera cuando pidió, en el Parlamento brasileño, la libertad de los cinco espías cubanos que fueron detenidos, juzgados y condenados en los Estados Unidos por su participación en el asesinato de cuatro jóvenes cubanos desterrados indefensos. Las fuertes críticas suscitadas entre opositores de la isla, como Martha Beatriz Roque y Oscar Elías Biscet, y en el destierro cubano de Miami, hicieron que Yoani trasmitiera una rectificación, alegando básicamente que se valió de una ironía. Lamentablemente, una herida ha quedado abierta, y su visita a Miami podrá verse empañada por esas declaraciones desafortunadas.

No obstante, en todos estos años, las denuncias de la joven bloguera Yoani Sánchez han sido positivas para mostrar el verdadero rostro la tiranía castrista. Su voz de alerta sobre los silencios y complicidades latinoamericanos con relación al régimen de La Habana es una prueba de esa contribución a la causa de la libertad de Cuba.

Armando Valladares, escritor, pintor y poeta. Pasó 22 años en las cárceles políticas de Cuba. Es autor del best-seller "Contra toda esperanza", donde narra el horror de las prisiones castristas. Fue embajador de los Estados Unidos ante la Comisión de Derechos Humanos de la ONU bajo las administraciones Reagan y Bush. Recibió la Medalla Presidencial del Ciudadano y el Superior Award del Departamento de Estado. Ha escrito numerosos artículos sobre la colaboración eclesiástica con el comunismo cubano y sobre la "ostpolitik" vaticana hacia Cuba.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013