domingo, 15 de março de 2015

Manifestações e reformas urgentes

Revoluções e revoltas, o início de 2015.
Estamos em clima de revolta generalizada. As manifestações aparecem, muitas delas sem objetivo claro; a facilidade e as provocações, contudo, viabilizaram este cenário preocupante num país do tamanho do Brasil governado de forma imprudente e maquiavélica.
Poderia ser diferente. O cenário internacional favorável ao que produzíamos viabilizava a construção e melhor manutenção de muitos projetos a favor do crescimento sadio de nosso povo. Lamentavelmente as prioridades foram equivocadas ou impublicáveis, a incompetência espantosa e a corrupção fizeram o resto.
A Operação Lava Jato diz muito mais do que a existência de problemas graves na Petrobras, mostra e demonstra a facilidade com que apesar de tantas instituições de fiscalização burocráticas e democráticas a desonestidade imperou dentro e fora dela.
As eleições em 2014 e tudo o que acontece e se tem conhecimento fácil a partir da generalização das redes sociais e universalização da cultura (turismo, livros digitais, atuação de entidades de Direitos Humanos etc.) viabilizaram o clima de revolta atual.
Os “pacotes de maldades” explodiram tanto ou quanto a derrota do Brasil por 7 a 1. Ou melhor, muito mais, pois essa comparação um tanto moleque não se compara ao que está acontecendo e poderá existir no Brasil neste ano de 2015. As manifestações de junho de 2013 foram um alerta desprezado pelos governantes; acreditaram que simplesmente desmoralizar as passeatas alegando atos de vandalismo era suficiente para castrar o povo brasileiro. Se o povo se revoltava, isso acontecia porque antes, já há muito tempo, o Brasil afunda na lama da conveniência de máfias e carteis.
Teremos uma coleção de ações políticas, jurídicas, corporativas etc. Podemos ver com tristeza as muitas hipóteses ruins, devemos, entretanto, acreditar que a única maneira de corrigir os rumos do processo de “redemocratização” é esse e ter esperança que a radicalização seja superada pela serenidade com honestidade e determinação saneadora.
O Brasil é um país naturalmente rico e possui espaços generosos. Devemos, para poder dizer com orgulho “sou brasileiro(a)”, ter leis e comportamentos sadios, sérios, responsáveis. O famoso Estado de Direito” entre nós sempre foi instrumento de manutenção de privilégios que o dinheiro é capaz de sustentar. Por um espaço policial e nas mãos de delegados, promotores e juízes espantosamente sérios e corajosos estamos vendo como ações dolosas, criminosas, mal intencionadas quebraram a Petrobras. Graças à Operação Lava Jato outros circuitos lesivos ao Brasil estão aparecendo com destaque.
Nosso problema não é o PT, PMDB ou PP. É um figurino paralelo e camuflado de fazer política e negócios. Isso precisa acabar e futuros criminosos deverão saber que estamos atentos, se forem flagrados em atos semelhantes terão punição exemplar.
Corrigir e punir aqueles que desmoralizam nosso povo e viabilizam a miséria no Brasil é o desafio desse momento de nossa História.

Cascaes
15.3.2015



sábado, 14 de março de 2015

O Brasil em crise

Estamos em crise moral, institucional, financeira, o que foi feito? O que o precisa acontecer?
Estamos em mais uma crise com altíssimo potencial de violências e mudanças aleatórias de sentido. O que isso significa para um casal de pessoas idosas?
Os brasileiros nascidos em torno da década de quarenta do século passado, se ainda vivos e razoavelmente lúcidos, se essas pessoas agora têm muitos descendentes, amigos e amigas, pessoas que admiram ou simplesmente estimam, devem estar angustiados observando que nosso país parece teimar em perder tudo (ciclicamente [1]) após períodos de governos desastrados.
E agora é fácil pôr a culpa nos outros, onde estávamos quando tudo começou?
Corrupção, demagogia, ingenuidade diante de pressões corporativas (sindicatos, entidades empresariais, oportunismos políticos etc.) foram a rotina nesses anos pós 1983.
Com certeza a degradação ética em algumas estatais (e empresas privadas, concessionárias por exemplo) é coisa antiga aqui e no mundo. Em diversos casos ela atingiu proporções ciclópicas, como vimos no paraíso norte americano no caso ENRON [1] e noutros de seus estados que privatizaram grandes concessionárias de energia elétrica de forma ingênua e mítica. Lá também os bancos aprontaram e o mundo do cinema fatura bons filmes mostrando o que fizeram [2]. O pesadelo continua levando à criação de leis e organizações internacionais contra a corrupção, fraudes, crime organizado, tráfico de drogas etc. e sustentação de terroristas, na esperança de acabar com paraísos fiscais e instituições financeiras que viabilizam pesadelos sociais.
E nós, o que fizemos?
Ao longo de uma vida longa ganhamos e perdemos ilusões. Abraçamos causas e lutamos, nem todos... Quem sonhou sentiu o peso de muitos pesadelos. Tivemos e exercemos profissões, alguma coisa aprendemos. Quantos viram e procuraram agir para evitar o caos em que mergulhamos? a miséria que explode aos nossos olhos em qualquer rua onde teremos mais gente se a “política econômica” ditada pelos cobradores entronizados for aplicada para valer? uma recessão histórica?
E agora João? Maria? José?
Com certeza precisamos reagir, corrigir. Tudo é positivo quando aprendemos a não repetir erros e a aprimorar trajetos, projetos e comportamentos. Com certeza avançaremos muito se a Operação Lava Jato (por exemplo) continuar e tiver o resultado que esperamos: uma limpeza ética e um alerta de que no Brasil podemos agir com seriedade e de acordo com leis e Justiça. Em tempo, nossas leis são boas? Foram construídas (leis, decretos, jurisprudência) para quê?
Há muito a ser feito, a nossa pátria verde amarela pode e deve se viabilizar tecnicamente, economicamente, estruturalmente. O combate à tremenda corrupção é, contudo, prioritário, pois, caso contrário, teremos mais e mais crises até a implosão total, algo muito desejado pelos ditadores vizinhos.
Fica a pergunta, entretanto, reagir de que forma? Onde estão os bons líderes? As propostas (leitura obrigatória: “GERENCIAMENTO DE CRISE: O CASO COSTA CONCORDIA”  [3])? Vamos para outra revolução [4]? Inacreditavelmente, apesar da tragédia perceptível em relatórios de órgãos de vigilância e dispondo de redes sociais, liberdade de expressão etc. o silêncio tumular das corporações foi a rotina desses anos em que discutimos tudo, muito pouco, contudo, o governo que insistia em demonstrar sua leviandade; será que isso significaria perder privilégios pessoais? Deixamos o navio ir contra as pedras enquanto o comandante participava de festas e os tripulantes viam perplexos o gigante em rota de colisão? Era justo navegar tão perto das rochas para atender interesses dos acionistas da empresa e fazer publicidade?
O que aprendemos? Vamos dizer o quê para aqueles que acreditavam em nós?
Cascaes
14.3.2015

[1]
“Enron,” [Online]. Available: http://en.wikipedia.org/wiki/Enron. [Acesso em 14 3 2015].
[2]
J. C. Cascaes. [Online]. Available: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/.
[3]
G. T. d. Lima, “GERENCIAMENTO DE CRISE: O CASO COSTA CONCORDIA,” [Online]. Available: http://www.comunicacaoecrise.com/new/images/Gerenciamento_de_Crise_-_O_Caso_Costa_Concordia.pdf.
[4]
J. C. Cascaes. [Online]. Available: http://querendo-entender-filosofia.blogspot.com.br/.





domingo, 8 de março de 2015

Momentos de reflexões e ações sensatas a favor do Brasil

A evolução e recaídas da Humanidade
O ser humano é complexo e sensível a tudo o que tem dentro de si e encontra fora de seu corpo, algo tão fantástico que nos obriga a pensar muito [1]. Estamos mergulhando na era da comunicação instantânea, dos computadores portáteis, de imensos bancos de dados (existentes até em portarias de prédios) ..., um cenário mais que desafiador para a inteligência que possamos ter.
Ao longo da história da Humanidade tivemos momentos (ou períodos) decisivos, quando avançamos culturalmente e socialmente, assim como regredimos episodicamente. Vemos, por exemplo, a destruição de símbolos de religiões não aceitas pelo Estado Islâmico, uma repetição já tristemente rotineira em todos os lugares onde o fundamentalismo religioso, ideológico, racial, tribal e até esportivo dominou [2]  populações indefesas.
No Brasil estamos em crise. Marolas e caixas dois se transformaram em maremotos e escândalos escabrosos, o que virá depois?
“Quanto maior a árvore, maior o tombo”. As grandes revoluções, principalmente, mudaram a história da Humanidade e tiveram ondas furiosas de iconoclastia e demolição de instituições reinantes.
Somos brasileiros, que mudanças teremos? Quanto tempo gastaremos para viver num país evoluído, razoavelmente estável?
Ao longo dos tempos os países mais desenvolvidos tiveram mudanças firmes a favor da Educação, da arte do estudo individual, do medo dos donos da verdade. Focos de ondas de imigrantes, alguns países construindo barreiras físicas fortíssimas para não perderem as conquistas de seus habitantes, tiveram coragem e lucidez para a valorização da liberdade de pensamento, da formação de bons professores, escolas, universidades. Nesse caminho existiram recaídas a partir de centros de dominação intelectual. Livros foram queimados, proibidos, universidades fechadas (afinal tudo estava explicado, pesquisar para quê?), a disciplina cultivada como a qualidade suprema e “não reagir” a mensagem subliminar dos poderosos [ [2], [1]].
Graças aos polos estimuladores do empreendedorismo científico e industrial, imensos laboratórios e bibliotecas, valorização da inteligência e liberdade temos agora as redes sociais, a internet, os computadores portáteis, bibliotecas virtuais, portais com filmes e espaço para a criação de tantas emissoras de rádio e TV quanto quisermos. Obviamente essa oportunidade cria reações assustadas e leis restritivas, regulação draconiana etc.
Leis, decretos, regulamentos, normas, “democratismo”, campanhas oportunistas, o terrorismo intelectual etc. são instrumentos de mudança ou de dominação, tudo depende de lideranças construídas ou naturais.
Ainda somos sensíveis demais à mídia, ao marketing, à vontade dos patrocinadores de mídia. Precisamos evoluir, saber ter curso, caminho, cultura pessoal, individual. Maravilhosamente livros convencionais excelentes aparecem, contornando a desculpa de que não existe tempo disponível para navegar na WEB. Com certeza só é praticamente impossível voltar aos tempos dos rolos de pele curtida de animais copiados de obras clássicas para estudar... ou seja, a evolução já viabiliza até o livro digital, o e-book e, suprema arte, os filmes (via youtube e similares).
Com tudo o que existe um país tão grande quanto o Brasil, perdendo satélites e tempo, contém espaços escuros, currais eleitorais, gente mantida na ignorância. Neste cenário nada mais lógico sentir que o financiamento de campanhas caras e a dependência delas ainda é a comum em nosso país, algo que a Operação Lava Jato mostra e demonstra.
Ninguém é santo ou demônio (ou não? O cinema dos tempos geniais mostra exemplos de bandidos radicais). Usos e costumes infamantes, contudo, acabam criando reações fortes; a Comuna de Paris, episódio quase oculto na França, é um exemplo inequívoco de tragédia revolucionária. Após as revoluções do século 19 o povo francês adotou um conservadorismo medroso que durou muito.
Precisamos de serenidade, competência, coragem e força em cérebros e cargos estratégicos de pessoas que nos governam para corrigir nossa Democracia burocrática e corporativa. Qual será o futuro de nosso país?
Cascaes
8.3.2005


[1]
J. C. Cascaes. [Online]. Available: http://querendo-entender-filosofia.blogspot.com.br/.
[2]
J. C. Cascaes. [Online]. Available: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/.



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O Brasil em crise, por quê? Nossas concessionárias - o processo de privatização funcionou?

A privatização das estatais e os governantes de plantão
No império o estilo de D. Pedro II manteve o Brasil unido em torno de pessoas pouco criativas e morbidamente escravagistas [1].
A República nasceu de forma extravagante e gerou mais violência do que soluções. Demorou, mas depois de muitas constituições e sob o efeito de um cenário nacional e internacional terrível, como sempre foi o ambiente da Humanidade, tivemos a impressão de que poderíamos ser uma grande nação. O calvário nesse caminho merece estudos e análises de bons pesquisadores.
As dívidas e o Brasil apareceram com D. João VI [1] e nunca mais se afastaram de nossas contas externas.
Guerras, guerrinhas, conflitos de todas as cores e espécies travaram nossos governantes, ainda que eventualmente sérios e responsáveis. Mudanças de constituição e de padrões de governo foram um desastre. Sem estabilidade institucional e sendo muito grande o Brasil se nivelou por baixo [2].
Os serviços essenciais podem ilustrar bem o que foi e tem sido o Brasil, que até a crise de 1929 era objeto de atenção de grupos estrangeiros poderosos.
As estatais brasileiras surgiram por efeito da indiferença dos grandes investidores estrangeiros e abusos que cometiam contra o nosso povo, esse, pelo menos era o discurso. Infelizmente, por pressões de especialistas de aluguel e lideranças radicais não criamos indústrias e tecnologia nacional, apenas comprávamos o que era necessário para suprir as vaidades de alguns e o que era necessário para as rotinas da vida. Aqui estudamos muito a arte da manutenção e operação ao gosto das empresas, só.
Construímos empresas respeitáveis, apesar de tudo. A CSN [ [3], Vale do Rio Doce [4], Petrobras, Eletrobras, RFFSA [5], TELEBRAS, Caixa Econômica, EBTU, etc. cumpriram suas obrigações e também sofreram as maldades daqueles que puderam governá-las , assim como tiveram alguns períodos de glória. Empresas 100% estatais ou de capital misto foram necessárias em tempos de crises internacionais, quando o Brasil era a última prioridade de possíveis investidores, e depois para organizar um país que era uma tremenda colcha de retalhos insuficientes ao seu desenvolvimento.
Na área energética nosso país deslanchou na década de setenta para depois afundar vendo algumas de suas estatais pessimamente mal administradas e adotando um modelo de privatização (ou doação?) que transformou concessionárias e serviços essenciais em objeto de lucro, acima de tudo, fiscalizadas por agências torpedeadas sistematicamente (recursos contingenciados, autoridade dividida etc.). Agora enfrentam uma tremenda crise após uma sequência equivocada de ações federais recentes, a estiagem, atraso de obras estruturais e a especulação absurda (que mereceria uma auditagem exemplar).
O lucro é fundamental assim como os impostos que os governos cobram para manter suas estruturais, mas a corrupção e o desmazelo se transformaram em câncer devastador, elevando a base de cálculo de tarifas, preços e impostos.
Serviços essenciais e empresas estratégicas sempre foram objeto de atenção popular e desenvolvimento de empresas (estatais, mistas, privadas) com privilégios e apoios necessários e suficientes para que em países mais inteligentes o controle de suas atividades não fosse parar longe de suas fronteiras. Quando alguns países afundaram a internacionalização veio como uma forma de corrigir vícios e costumes exagerados, afinal os investidores estrangeiros pelo menos querem sucesso e lucro com suas empresas e a população pode cansar de administrações caóticas.
Empresas de interesse social precisam ter um padrão ético exemplar, de modo a poderem explicar e justificar seus custos, isso acontece? Principalmente as concessionárias são submetidas a auditorias independentes e competentes? Zelam pela transparência? No Brasil que empresas de auditoria independentes, bem estruturadas, sérias e livres de suspeitas estão em atividade por determinação de prefeitos, governadores e do sistema federal de vigilância? Pagamos tarifas justas?
Infelizmente os impostos sobre os serviços essenciais são pesados, ou seja, governantes dependem desse dinheiro para seus planos e assim os municípios, estados e a União se tornam parte interessada nos custos. Os votos são mais fáceis se ao final de mandato apresentarem uma “boa” administração e ações de midiáticas [6] impressionantes...
Tarifas devem ter valores definidos com extrema cautela e atenção a planos estratégicos bem definidos e debatidos com aqueles que dependem de seus serviços, sistemas e produtos. Isso é feito aqui?
O Brasil mais uma vez mergulha nos efeitos dos desgovernos existentes. Nesses últimos anos a verdade era proibida, privilégio de alguns. Muito mais agradável era repetir a mídia de políticos e partidos no comando, o nosso povo estava “ligado” na Copa do Mundo.
Os riscos conhecidos e escondidos e, para azar (ou sorte para alguns, pois teve gente que faturou alto) daqueles que decidem levaram nosso povo ao pesadelo atual. As piores hipóteses aconteceram. De repente descobrimos que as campanhas eleitorais recentes disseram tudo, menos a realidade dura e cruel que haveria em muitos lugares. Investimos muito para perder de 7 a 1. Tivemos partidos e políticos mais sinceros, mas o populismo [7] venceu nessa terra em que a escolarização em todos os níveis em grande escala é fato recente e cidadania é coisa rara.
Vamos pagar contas pesadas, perder benefícios, ser tratados como vilões, afinal sempre há o que dizer contra o povo, mais ainda se lideranças significativas e turbinadas por preconceitos estiverem em postos importantes.
E agora?
O ideal seria a renúncia coletiva dos eleitos e o TSE partir para novas eleições, pura ilusão, contudo, se acreditarmos que com os partidos políticos existentes e nosso povo desorientado pela realidade tomará decisões sensatas a favor do Brasil. Ou seja, o ideal pode ser uma tragédia, pois os mesmos terão o aval de duas eleições e depois: sai da frente!
Precisamos consultar espíritos e sábios para desatar o nó górdio em que estamos. Entre nós, os comuns, será prudente debater exaustivamente o que aconteceu e meditar, rezar, orar para que o exemplo do Juiz Sérgio Moro (mais o apoio do MPF e PF) seja valorizado firmemente de modo a que não contaminem processos com firulas jurídicas e políticas.
Além dos processos por ações dolosas confessadas e evidentes a qualquer cidadão medianamente informado, devemos rever lógicas de desenvolvimento e subordinação a interesses predatórios de investidores e políticos. Nosso povo não está no deserto e o maná não vai cair. Não teremos a “bondade” dos donos do dinheiro e das ações colocadas no mercado estrangeiro, por exemplo.
Precisamos, mais do que nunca, de correções dos pacotes tenebrosos criados no início desse ano e mudanças em nossa política fiscal; cansamos de pagar impostos, taxas, tarifas, encargos, carimbos etc. para compensar erros de toda espécie e sustentar a burocracia sufocante de inúmeras repartições públicas criadas para materializar leis bonitas e mal feitas.
A história das grandes estatais, das concessionárias de capital misto e privadas mostra de forma clara e inequívoca o sentimento de amor à Pátria, a farsa das ideologias e partidos políticos, o comportamento de corporações e em última instância o que é o ser humano, em suas virtudes e defeitos.
Onde nascemos, nessa terra rica e povo ainda inculto, mais uma vez estamos no meio de uma tremenda crise. Será a última? Vamos aprender a lição?
O Brasil merece uma recriação, de que jeito?

Cascaes
25.2.2015

[1]
J. C. Cascaes. [Online]. Available: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/.
[2]
J. C. Cascaes. [Online]. Available: http://o-irredento.blogspot.com.br/.
[3]
“Criação da Companhia Siderúrgica Nacional,” [Online]. Available: http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos37-45/EstadoEconomia/CSN.
[4]
“Vale S.A.,” [Online]. Available: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_S.A.. [Acesso em 27 2 2015].
[5]
D. A. /. L. L. d. Santos., “A Ferrovia Atualmente,” 26 2 2015. [Online]. Available: http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/especiais/ferrovia-130-anos/a-ferrovia-atualmente.jpp.
[6]
J. C. Cascaes. [Online]. Available: http://querendo-entender-filosofia.blogspot.com.br/.
[7]
F. S. Araujo, “Populismo,” [Online]. Available: http://www.infoescola.com/politica/populismo/.



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O carnaval está acabando - recomeça a realidade

Da fantasia para a realidade
O povo brasileiro é apaixonado por fantasias, mas também mostrou muitas vezes que pode ser enérgico, crente, fiel a ideais e esperanças na Terra e no Céu. A história brasileira tem um roteiro muito diferente de outros países latino-americanos, talvez por isso as diferenças sejam tão grandes. Nossas piores guerras foram internas e as dívidas parecem ser eternas...
A vinda da família imperial portuguesa para esse refúgio tropical (com a proteção da Inglaterra) [ [1], [2]] foi o primeiro passo para a formação de um país centralizador (colônia dos estados mais fortes?) que teria tudo para ser uma federação de estados independentes [3]. A presença da corte lusitana nesse espaço continental viabilizou um Império contínuo, sem oceanos ou cordilheiras separando suas unidades, mas juntando povos e culturas extremamente diversificadas desde seu início.
A separação do Brasil de Portugal foi pura consequência do nacionalismo exacerbado e inconsequente da luta pelo poder em Portugal [4], desunindo um império que teria condições de se desenvolver com mais cores e melhores efeitos. O Brasil isolado [5], contudo, cristalizou uma cultura própria, boa ou má, dependendo dos pontos de vista.
O modelo norte americano de organização institucional e as revoluções europeias e seus teóricos geraram nessa terra uma mistura de amor à liberdade e excessos que oscilam entre ditaduras tolerantes (em relação às elites civis) e processos democráticos.
Acima de tudo a desonestidade de elites mal formadas transformou-se num câncer que nos afeta; falsidades que criam ilusões e panaceias oportunistas, além de partidos políticos completamente destoantes de suas promessas, desmoralizam qualquer proposta ideológica.
Aqui vale, só para lembrar frases e livros sugeridos em comentários publicados (não tão distantes) do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (Esqueçam meus discursos) [6] em sua vida política e acadêmica (Esqueçam o que escrevi) [7] para tentar compreender o dilema de ser presidente do Brasil e ser eleito para tanto...
As grandes revoltas, golpes, quarteladas, revoluções, sublevações nos dois séculos de existência do Brasil “independente” vieram pela inconformidade (muitas vezes corporativa) e falta de boa gerência interna.
O nosso desafio de construir um Brasil melhor está, mais uma vez, em processo de ressaca brutal. A ilusão de que o mal deve ser feito no início de mandatos e de uma vez pode se transformar em calvário para prefeitos, governadores e a Presidência da República (sem falar nas famosas “bases aliadas”, mais do que oportunistas) diante da reação popular, que talvez seja forte apesar da tecnologia criada para desmoralização das manifestações populares após junho de 2013.
As desculpas dos defensores dos atuais governantes não são aceitáveis para se ver com simpatia suas decisões. A partir de 2007 [8] o gerenciamento de nosso país deveria ter sido mais cauteloso pois existiam indicações fortes de crise na Argentina (agora uma realidade triste), Europa e até nos EUA além das mudanças climáticas gradativas e inexoráveis na insistência em modelos alienados de “desenvolvimento”, déficits sucessivos na balança de pagamentos e compromissos do Brasil, finalmente, a descoberta que matou de vez a alegria nacional, a imensidão da corrupção, onde o caso Petrobras é um exemplo do que acontece numa grande estatal, mas é apenas a ponta do iceberg se de fato outros inquéritos se estenderem a muitos possíveis carteis e formas de crime organizado.
Felizmente o mundo ocidental caminha para a criminalização da corrupção, algo inaceitável em sociedades que dependem do mercado de capitais para a sustentação dos fundos de previdência (por exemplo) aqui e em todos os países capitalistas [9], o que justifica a reação enérgica além fronteiras após a Operação Lava Jato e no caso argentino.
A corrupção no Brasil vai muito além dos impactos na CVM e investidores, ela afeta violentamente os custos, a qualidade e a confiabilidade de projetos, obras e operação de concessionárias estatais e privadas. Os processos existentes demonstram que a leniência, omissão e cooperação com os grandes corruptores é nossa desgraça contumaz.
Diante de tudo isso nossos governantes reagem como se os brasileiros fossem idiotas: aumentam impostos, taxas, tarifas, encargos etc. [o que fazem as agências reguladoras [10], ministérios, secretarias?] e não atuam energicamente na otimização do Estado (municípios, estados e União).
Resumindo, o carnaval está no final, as fantasias vão para os guarda-roupas e a realidade voltará em cena, a dúvida é quando? como? onde? quanto?
Os eleitos, alguns reeleitos, terão competência e vontade de corrigir erros e vícios crônicos?

Cascaes
17.2.2015

[1]
L. Gomes, “1808 - Família Real no Brasil,” [Online]. Available: http://querendo-entender-filosofia.blogspot.com.br/2015/02/1808-familia-real-no-brasil.html.
[2]
L. Gomes, “1808,” [Online]. Available: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2013/02/1808.html.
[3]
J. C. Cascaes. [Online]. Available: http://o-irredento.blogspot.com.br/.
[4]
L. Gomes, “1822,” [Online]. Available: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2013/05/1822.html.
[5]
J. C. Cascaes. [Online]. Available: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/.
[6]
I. ABDALA, “Esqueçam o que eu disse,” 17 2 1999. [Online]. Available: http://www.istoe.com.br/reportagens/28743_ESQUECAM+O+QUE+EU+DISSE.
[7]
F. D. B. E. SILVA, “Em livro, FHC faz limonada da frase "esqueçam o que escrevi",” 24 4 2010. [Online]. Available: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2404201020.htm.
[8]
“Grande Recessão,” Wikipédia, [Online]. Available: http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Recess%C3%A3o.
[9]
“Previdência privada,” Wikipédia, [Online]. Available: http://pt.wikipedia.org/wiki/Previd%C3%AAncia_privada.
[10]
“Agências Reguladoras,” [Online]. Available: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ag%C3%AAncia_reguladora.








segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Momentos difíceis e medicina política desacreditada

Um remédio perigoso
Nações desenvolvidas já aprenderam que a liberdade e a democracia conduzem à Justiça, ao Estado de Direito. Todas as nações modernas e cultas vieram de tempos de discriminação, intolerância, segmentação da sociedade e sistemas políticos onde a arbitrariedade a partir de poucos era a forma de governo. Com muitas revoluções e guerras viveram períodos de amadurecimento e sofrimentos indizíveis.
No Brasil o centralismo e o poder de um imperador, aristocratas e latifundiários dos tempos do Império geraram uma República ancorada no corporativismo militar alternativamente ao de grandes proprietários, empresários e políticos, sempre com o discurso da força do governo eleito, a princípio, a bico de pena e cédulas e urnas vigiadas, agora modernas, digitais e carentes de auditagens. Os períodos ditatoriais tiveram amparos externos e adaptações tropicais. Talvez o mais organizado tenha sido o governo militar que iniciou em 1964, ele também gradativamente adquirindo colorações corporativas e de culto a chefes escolhidos no Almanaque do Exército.
Quem de fato reagiu aos excessos de comandantes alucinados foi o Presidente Ernesto Geisel, abrindo o caminho para a redemocratização. Foram momentos que num dia futuro bons historiadores registrarão em detalhes.
O que sentimos naquela época em que o totalitarismo era a receita para alguns continentes?
Os ditadores podem ser pessoas inteligentes, cultas, honestas, nacionalistas, dominadas pelas melhores intenções de bem governar, mas o Brasil não é um pequeníssimo país como existem muitos por aí. Nossa pátria gigantesca é multicolorida, com inúmeras culturas imersas em suas cidades e lugarejos. Para administrar nosso país precisamos de centenas de milhares de pessoas que dominam seus cargos e deles tiram poderes para se valorizarem perante a sociedade.
O resultado dessa dependência de inúmeros subalternos é o padrão de governo que geram, melhor ou pior dependendo do caráter de cada um e desse conjunto nem sempre harmonioso e bem preparado. Os grandes empreiteiros e empresários da época logo aprenderam a ganhar contratos e privilégios...
O estilo autocrático radicalizado pode gerar desvios lamentáveis e a história da Humanidade está cheia de exemplos de incrível bestialidade, inclusive em nações que pareciam cultas, evoluídas, bem formadas.
Com certeza estamos num momento extremamente delicado e frágil de nossa história. Saímos de um processo eleitoral em que tudo o que foi prometido simplesmente está sendo esquecido ao sabor de decisões de gabinete. Estamos sendo humilhados pelos eleitos, que acima de tudo desmoralizam tremendamente a democracia. Pior ainda, graças aos inquéritos da Operação Lava Jato descobrimos que poucos eram razoavelmente santos, e os crimes que grandes empresas e políticos famosos cometeram quebraram o Brasil, deixando-nos em situação assustadoramente frágil, quando, valendo os discursos que eram feitos, deveríamos poder superar crises naturais e internacionais sem grandes sacrifícios.
Com certeza será muito difícil acreditar nas decisões de políticos entronizados em meio a esquemas malditos. O ideal seria que reformas imediatas fossem aprovadas e novas eleições marcadas para breve, antes que os brasileiros se engalfinhem em lutas violentas e de consequências imprevisíveis. O noticiário nacional, contudo, aponta para improvisações a favor de partidos e políticos desmoralizados, pode?
O pesadelo está formado.
Durante os próximos anos o povo brasileiro pagará uma conta elevadíssima: tarifas, taxas, impostos, juros, desemprego, perda de benefícios e a vergonha da percepção de que falhamos tecnicamente, moralmente, politicamente.
Felizmente nem tudo foi ruim nesses últimos anos. O que se fez de correto, contudo, pode se desmanchar e desesperanças com nossa capacidade de governo facilitarem as decisões de desmanche do Estado. O discurso agora é a modernidade velha neoliberal. Abrimos espaço para o entreguismo (já a partir da Constituição de 1988) em detalhes sutis e explícitos, consolidando a perda de empresas e tecnologia nacional, algo tão desejado pelos governos militares para que nosso país tivesse a autonomia que desperdiçou no passado.
Não queremos acreditar em limitações tropicais, precisamos de fé na liberdade e responsabilidade que a democracia pode gerar. O momento exige ações positivas e sinceridade, lealdade para com o nosso povo.
O carnaval ainda não terminou e já vimos demais em 2015. A quarta-feira de cinzas será de ressacas muito diferentes quando muitos sentirão suas contas pessoais prejudicadas por decisões a favor de ações corretivas de desmandos recentes.
Com certeza vamos repetir momentos de dúvidas e decisões estratégicas e emocionais perigosos. Tudo isso em meio ao crime organizado convencional, cada vez mais forte e ousado...

Cascaes
16.2.2015


domingo, 15 de fevereiro de 2015

Democracia em teste

Evolução da sociedade e a democracia
Curitiba se transformou em cenário de conflitos incríveis e que demonstram nitidamente deficiências de governantes, parlamentares e da sociedade “organizada”. Em São Paulo a omissão de associações de profissionais (que se consideram os melhores do Brasil) de pouco serviu para se evitar a possível hecatombe da falta de água. No Brasil, bem, em nossa pátria varonil é só escolher o tema de desgoverno crônico, ou melhor, a gestão indolente e alienada em relação a seu povo, que deveria estar num patamar superior de cultura técnica, democrática e responsável.
O pesadelo nacional começou com o 7 a 1 contra a Alemanha e não parou mais, ou melhor, todas as propostas de aprimoramento dessa “democracia” pararam em algumas barreiras e lá ficam sem que os políticos e a imprensa brasileira forcem soluções.
Isso é privilégio brasileiro? Não, existem situações infinitamente piores em outros continentes, com populações que remontam ao início da espécie humanoide sobre a Terra.
Queremos e podemos ter, contudo, bons governantes, Poder Judiciário eficaz, Justiça Social, enfim, pois a tecnologia século 21 oferece condições de vigilância e padrões de cidadania infinitamente superiores àqueles dos tempos passados.
A palavra Justiça é uma invenção humana para o disciplinamento da sociedade, mas agora pode ser algo mais, fazendo valer muitas leis, ainda que mal feitas, pessimamente regulamentadas e risivelmente fiscalizadas. A Operação Lava Jato [1] está dando um exemplo belíssimo que é esperança do povo brasileiro cansado de ser tratado como idiota e espera ansiosamente a aplicação inteligente e severa de códigos de conduta criados pelos próprios políticos, muitos deles quase empregados das grandes empresas.
O teste da eficácia e validade depende do esgotamento de fórmulas, a nossa pode funcionar?
 Junho de 2013 [ [2], [3], [4] etc.] poderá se repetir com mais energia.
Aliás, um momento da história da Humanidade merece leitura e pesquisas intensas, a Comuna de Paris [5], algo incrível e palco das piores atrocidades possíveis, mas momentos que devem ser vistos como de tentativa de aplicação real de muito do que foi proposto durante a Revolução Francesa, a que desaguou nas coroas napoleônicas (uma reedição equivocada da descrença do direito do povo se governar); quando as etapas anteriores se esgotam no arbítrio, privilégios, incompetência e desonestidade e os seres humanos mais instruídos e preparados para a liberdade, igualdade e fraternidade decidem se autogovernar tudo pode se perder nas vontade dos donos das melhores armas.
Talvez tenhamos na América do Sul um mau resultado da mistura de comportamentos que os livros dos gigantes da Literatura sul americana (com destaque para Mário Vargas Lhosa) expõem com tantos detalhes. Mais ainda, pesquisadores, historiadores, sociólogos e bons jornalistas já produziram material riquíssimo em análises que se transformaram em publicações e filmes especiais, imperdíveis para os brasileiros que podem ler ou pelo menos ver bons filmes [6].
Iniciamos falando do Paraná, que show de empáfia, arrogância e incompetência estamos vendo por aqui. De Curitiba às fronteiras do estado sentimos decisões e atitudes totalmente diferentes daquelas trombeteadas até há poucos meses.  Ou seja, em setembro e outubro do ano passado já era visível o que poderia acontecer, mas os candidatos e seus partidos políticos mentiram, abusaram da demagogia, e agora José? O que devemos fazer?
Precisamos de respeito e competência.
Por exemplo, na área da Educação existe quase um consórcio entre municípios, estados e a União, será tão difícil implementar esse condomínio ou a burocracia infernal de nosso país impede soluções? Que tal pensar seriamente, energicamente no federalismo [7]?
Com mais independência poderemos encontrar boas soluções desde que paremos de exportar impostos e abaixar a cabeça para governantes extremamente distantes de nossas manifestações, tão irrelevantes (para os donos do Brasil) que não aparecem de forma adequada na mídia nacional.
Cascaes
15.2.2015


[1]
“Operação Lava Jato,” [Online]. Available: http://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Lava_Jato.
[2]
G. Fernandes, “Por uma nova compreensão das Jornadas de Junho: formas descentralizadas de ação política e crítica ao “espontaneísmo” analítico,” 12 2 2015. [Online]. Available: http://passapalavra.info/2015/02/102712.
[3]
“Brasil nas ruas,” 13 2 2015. [Online]. Available: http://congressoemfoco.uol.com.br/category/o-brasil-nas-ruas/.
[4]
G. e. Brasília, “71% dos brasileiros não têm partido de preferência, diz pesquisa Datafolha,” 9 2 2015. [Online]. Available: http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/02/71-dos-brasileiros-nao-tem-partido-de-preferencia-diz-pesquisa-datafolha.html.
[5]
J. Rougerie, “LA COMMUNE,” [Online]. Available: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2015/02/la-commune.html.
[6]
J. C. Cascaes. [Online]. Available: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/.
[7]
J. C. Cascaes. [Online]. Available: http://o-irredento.blogspot.com.br/.



sábado, 7 de fevereiro de 2015

Para pensar e lutar

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

NÓS GOSTARÍAMOS DE SER BRASIL


Tatiana Ferreira Cascaes Rodrigues
00:52 (Há 9 horas)
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para João, mim
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NÓS GOSTARÍAMOS DE SER BRASIL!!
Je suis Charlie!! Quantas vezes lemos, assistimos ou ouvimos esta frase nesta semana. Pois é, eu realmente me solidarizo com as reações ao atentado ocorrido contra os jornalistas do jornal satírico Charlie Hebdo que foram brutalmente assassinados esta semana em Paris por terroristas em razão de supostas  charges ofensivas ao profeta Maomé. 

Bem, apesar de entender que se trata de um incidente muito grave, pois fere um dos fundamentos básicos da democracia - a liberdade de expressão, de imprensa, não consegui deixar de me questionar sobre a real importância deste atentado para nosso povo visto que vêm sofrendo atentados bem piores e diários à "democracia", atentado à saúde, à vida, a uma existência digna e em razão de um terrorismo bem pior - a corrupção.Esta mata por roubar dos cofres públicos dinheiro que deveria ser destinado à educação, saúde, saneamento básico moradia, etc., ferindo assim um dos fundamentos basilares da nossa constituição - a dignidade da pessoa humana (crianças, idosos, mulheres, negros, portadores de deficiência, tantas outras minorias assim como pessoas como nós, que apesar de não sermos miseráveis também somos roubados de forma mascarada (aumento de impostos, etc.. )). 
Portanto eu gostaria de dizer: je suis Brasil. Mas Brasil sem corrupção, sem escândalos diários em todos os setores de nossa economia (Petrobras, saúde - máfia das próteses, desvio de verba da merenda escolar, e sei lá mais o que de mais podre deva existir nessa nossa falsa democracia em que o poder emana do povo mas infelizmente não é exercido para favorecê-lo e sim para enriquecer um bando de corruptos, ladrões...
Nós gostaríamos de ser Brasil... Esta é a frase que deveria borbulhar na imprensa, nessa e em todas as semanas até que todos os corruptos devolvessem aos cofres públicos os milhares, milhões de reais surrupiados descaradamente de nossa gente, NÓS GOSTARÍAMOS DE SER BRASIL!!!


Tatiana Cascaes 11/01/2015

sábado, 13 de dezembro de 2014

Pagar impostos e a qualidade do Governo

Pagar impostos, tarifas mais altas, juros absurdos etc.
Talvez a mentira devesse constar como crime eleitoral hediondo. As campanhas apresentam um desfile de promessas onde, algumas, chegam a ser extravagantes e outras além dos poderes dos candidatos ou candidatas se eleitos.
Pagar impostos é muito mais do que simplesmente ver o dinheiro conquistado desaparecer entre formulários, é a raiva de saber que fazemos papel de idiotas após o que denominam “democracia”, quando em horário descontado do Imposto de Renda das emissoras (1), vimos e ouvimos uma coleção de promessas estonteantes.
Excesso de leis mal feitas, decretos, formulários em profusão criam um ambiente de inviabilização de qualquer empresa. O ambiente dos achaques é fortalecido com a tremenda burocracia desse país que acredita que resolve tudo gerando mais documentos e carimbos. Tudo isso não evitou que essa terra varonil já colecionasse montanhas de escândalos desde que o primeiro Governador Geral se instalou por aqui. A burocracia veio de mansinho eventualmente, mas cresceu exponencialmente após 1988 quando os parlamentares e governantes começaram a publicar leis acreditando no formalismo e esquecendo o essencial, o ato doloso [ (2), (3)].
Se falarmos apenas dos tempos republicamos poderemos começar pelo Encilhamento (2) passando por períodos que só não mereceram mais destaque porque as polícias políticas e a compra do silêncio eram um padrão rotineiro em nosso país. Monopólios privados bem camuflados (cartéis) fizeram riquezas monumentais e o Banco do Brasil era pasto dos mais poderosos grupos econômicos de plantão (3).
Para pagar tudo isso impostos, tarifas, taxas, etc. e empobrecimento dos brasileiros.
Filmamos um debate na Câmara de Vereadores de Curitiba sobre a elevação dos impostos municipais (4). Foi uma oportunidade ímpar que agradecemos penhoradamente. Com certeza Curitiba precisa de uma receita maior para viabilizar um crescimento explosivo, que interessa a quem?
Pior, que análises técnicas independentes e objetivas foram feitas? Como a receita fiscal da capital do Paraná administra seu dinheiro? Todas as suas unidades administrativas, técnicas, de prestação de serviços etc. atingiram seus objetivos? Eles existiam?
O que imaginamos numa análise de uma unidade da federação é o que já é possível em qualquer boa empresa provada. Se pagamos, e não como maldosamente dizem : “O governo paga”, queremos ter certeza de que tudo é bem feito, desde o piso das canaletas até os serviços médicos. Falta dinheiro apesar de toda a competência e boa vontade dos gerentes? Então devemos aumentar impostos ou renunciar a alguma coisa.
Vimos as obras para a Copa do Mundo, uma coleção de projetos majoritariamente mal feitos, equivocados, com suspeitas a serem auditadas de norte a sul, leste a oeste do Brasil. Entre outros efeitos desse evento em que perdemos de 7 a 1 ganhamos uma inflação absurda; agora os juros voltam à estratosfera para conter o que tudo isso provocou associado à falta de chuvas e excesso de mal feitos, como notamos no jargão oficial federal. Ou seja, temos uma tremenda reversão de expectativas após as eleições (5), quanta mentira durante a campanha eleitoral...
Em Curitiba, em sua Câmara de Vereadores, um de seus titulares, o vereador Jorge Bernardi propôs a criação de um Conselho de Contribuintes (6). Precisamos? Será mais um Conselho “chapa branca” ou aquela Casa de Leis será capaz de propor e aprovar algo novo e eficaz?
O noticiário está centrado na Operação Lava Jato, finalmente algo realmente eficaz de modo a vencer as barreiras sucessivas que inibem a Justiça real que nosso povo precisa.
Paralelamente aos escândalos morais precisamos entrar no mérito da competência administrativa de nossos eleitos e das concessionárias estatais e privadas, autarquias e repartições públicas.
Que indicadores deveriam ser criados e monitorados anualmente, quando chega o tempo de reajustes de impostos? Quais deveriam ser os critérios de nomeação para todos os gerentes públicos? Como exigir seriedade entre correligionários, companheiros etc. de campanhas e partidos políticos?
O que fazer para termos orgulho de nossa Pátria e seu povo? Uma grande reforma institucional (7)? Educacional? Fiscal etc.?

Cascaes
1.12.2014

1. Brasil, Agência. Decreto garante dedução do imposto de renda para emissoras obrigadas a exibir propaganda. em.com.br ESTADO DE MINAS. [Online] 20 de 8 de 2012. http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/eleicoes/eleicoes-bhregiao/2012/08/20/noticias_internas_eleicoes,312775/decreto-garante-deducao-do-imposto-de-renda-para-emissoras-obrigadas-a-exibir-propaganda.shtml.
2. ALESSANDRA DUARTE, CHICO OTAVIO. Brasil faz 18 leis por dia, e a maioria vai para o lixo. O GLOBO Política. [Online] 18 de 6 de 2011. http://oglobo.globo.com/politica/brasil-faz-18-leis-por-dia-a-maioria-vai-para-lixo-2873389.
3. Azevedo, Reinaldo. Atenção, leitores! Eles criam 1.150 leis por dia para infernizar a nossa vida e nos tornar mais improdutivos menos felizes, mais pobres e menos inteligentes . Veja - Blogs e Colunistas. [Online] 25 de 9 de 2011. http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/atencao-leitores-eles-criam-1150-leis-por-dia-para-infernizar-a-nossa-vida-e-nos-tornar-mais-improdutivos-menos-felizes-mais-pobres-e-menos-inteligentes/.
4. Gomes, Laurentino. 1889. Livros e Filmes Especiais. [Online] 2013. http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2013/11/1889.html.
5. Leitão, Miriam. Saga Brasileira. Livros e Filmes Especiais. [Online] http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2011/07/saga-brasileira.html.
6. CMC. Leitura, discussão e aprovação da base de cálculo do IPTU e ITBI na Câmara de Vereadores de Curitiba . Engenharia - Economia - Educação e Brasil . [Online] 11 de 12 de 2014. http://economia-engenharia-e-brasil.blogspot.com.br/2014/12/leitura-discussao-e-aprovacao-final-da.html.
7. Cesar Benjamin, economista e editor, entrevista ao programa Debate Brasil . Engenharia - Economia - Educação e Brasil . [Online] 13 de 12 de 2014. http://economia-engenharia-e-brasil.blogspot.com.br/2014/12/cesar-benjamin-economista-e-editor-no.html.
8. Bernardi, Jorge. Bernardi propõe criação do Código de Defesa do Contribuinte. Câmara Municipal de Curitiba. [Online] 11 de 12 de 2014. http://www.cmc.pr.gov.br/ass_det.php?not=23979.
9. Cascaes, João Carlos. O irredento. [Online] http://o-irredento.blogspot.com.br/.



sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Mais impostos? São justos e necessários?

Impostos e democracia O Estado, a comunidade em geral precisa de muitos serviços cuja qualidade dependerá de muitos fatores, sendo o principal a qualidade gerencial par e passo com a ética entranhada na cultura de seu povo. Para administrar existem escolas e cursos nacionais e internacionais de boa qualidade; a questão cultural, entretanto, é mais complexa e exige muito tempo, muito mesmo, para evoluir e atingir bons padrões. Esse processo pode ser acelerado. A Segunda Guerra Mundial teve um efeito positivo sobre muitos países que destruiu e seus sobreviventes reconstruíram suas pátrias com padrões melhores. Após esse período, para demonstrar a importância da liberdade, os países da esfera soviética fizeram o caminho contrário, ou melhor, seus habitantes continuaram alheios a doenças endêmicas das ditaduras (corrupção, incompetência, alienação, violência), algo que ficou mais do que evidente após a abertura democrática, quando, despreparados para o exercício público, seus países em muitos casos, caíram nas mãos do crime organizado com padrões que só eles podem explicar. A transição foi intempestiva e o resultado nós podemos ver em reportagens específicas. No Brasil tivemos períodos ditatoriais explícitos ou bem camuflados após a proclamação da República. O resultado da implantação da democracia sem vontade popular, de cima para baixo, do Realengo para o resto do país, foi desastroso. Em muitas unidades da federação caudilhos e elites extremamente ricas souberam manobrar com relativa maestria a vontade popular, compensando falhas de empatia com exércitos de acólitos e em muitos casos simplesmente fraudando processos eleitorais. Entre os militares, diferenças e vaidades geraram conflitos violentos e prejuízos imensos ao país. No Brasil atual estamos vivenciando um tipo de democracia e administração que merecerá no futuro inúmeros estudos. É boa ou má? Competente ou prestidigitadora? É o que de melhor podemos ter? Estivemos entre vereadores e amigos na Câmara Municipal de Curitiba filmando e tentando ouvir os discursos de seus vereadores (a surdez é um pesadelo). Gravamos discursos, exceto o último do líder da maioria (a bateria acabou). Críticas duras foram feitas à administração municipal, elogios? Não ouvimos. O principal argumento dos defensores da elevação de impostos foi a alegação de falta de recursos, será (1)? Durante a Copa do Mundo sobraram recursos, parece que mal aplicados. Diante da expectativa gerada, perdemos de 7 a 1. Pelo noticiário nacional e viagens pessoais vamos descobrindo obras mal feitas, inacabadas, inoportunas se olharmos em volta e sentirmos que os habitantes de muitas cidades sede da Copa carecem de tudo e precisam desesperadamente de bons serviços essenciais, escolas, creches, segurança permanente etc. e bons administradores públicos. Maldosamente criamos a expressão “O Governo paga”. Paralelamente a frase “Não reaja” e finalmente o rótulo de quase terroristas aos manifestantes de junho de 2013. Qual é o resultado de tudo isso? A operação Lava Jato e o inquérito sobre obras, máquinas e serviços do metrô de São Paulo ilustram o nível de degradação a que chegamos. Talvez tudo isso seja o zênite, o fundo do poço de onde só temos um caminho, sair dele. O essencial é acreditar na liberdade e na capacidade dos brasileiros que agora tem infinitamente mais escolas que na década de 50 do século passado, talvez um período de reflexões e estímulo a ações que geraram o que aconteceu depois (atos e situações boas e más), com todos os seus defeitos criando um Brasil novo, ainda inculto e moleque, mas evoluindo. Brasileirinhos e brasileirinhas são a nossa esperança, talvez quando adultos revertam a lógica do aumento dos impostos que sobem para compensar a falta de qualidade na administração do Brasil, dos estados e seus municípios. Cascaes 11.12.2014 1. Cascaes, João Carlos. Impostos e qualidade das administrações. Perguntar não ofende - Pode incomodar. [Online] 10 de 12 de 2014. .