domingo, 15 de março de 2015
Manifestação popular no centro de Curitiba - Praça Santos Andrade, Mal. Deodoro e... em 15 de março de 2015 - atenção - dados tempo e dia errados
Postado por
relatar atividades culturais e reuniões da Academia de Letras José de Alencar - ALJA
às
17:08
Nenhum comentário:
Manifestações e reformas urgentes
Revoluções e revoltas, o início de 2015.
Estamos em clima de revolta generalizada. As manifestações
aparecem, muitas delas sem objetivo claro; a facilidade e as provocações, contudo,
viabilizaram este cenário preocupante num país do tamanho do Brasil governado
de forma imprudente e maquiavélica.
Poderia ser diferente. O cenário internacional favorável ao
que produzíamos viabilizava a construção e melhor manutenção de muitos projetos
a favor do crescimento sadio de nosso povo. Lamentavelmente as prioridades
foram equivocadas ou impublicáveis, a incompetência espantosa e a corrupção
fizeram o resto.
A Operação Lava Jato diz muito mais do que a existência de
problemas graves na Petrobras, mostra e demonstra a facilidade com que apesar
de tantas instituições de fiscalização burocráticas e democráticas a desonestidade
imperou dentro e fora dela.
As eleições em 2014 e tudo o que acontece e se tem
conhecimento fácil a partir da generalização das redes sociais e universalização
da cultura (turismo, livros digitais, atuação de entidades de Direitos Humanos
etc.) viabilizaram o clima de revolta atual.
Os “pacotes de maldades” explodiram tanto ou quanto a
derrota do Brasil por 7 a 1. Ou melhor, muito mais, pois essa comparação um
tanto moleque não se compara ao que está acontecendo e poderá existir no Brasil
neste ano de 2015. As manifestações de junho de 2013 foram um alerta desprezado
pelos governantes; acreditaram que simplesmente desmoralizar as passeatas
alegando atos de vandalismo era suficiente para castrar o povo brasileiro. Se o
povo se revoltava, isso acontecia porque antes, já há muito tempo, o Brasil
afunda na lama da conveniência de máfias e carteis.
Teremos uma coleção de ações políticas, jurídicas,
corporativas etc. Podemos ver com tristeza as muitas hipóteses ruins, devemos, entretanto,
acreditar que a única maneira de corrigir os rumos do processo de “redemocratização”
é esse e ter esperança que a radicalização seja superada pela serenidade com
honestidade e determinação saneadora.
O Brasil é um país naturalmente rico e possui espaços
generosos. Devemos, para poder dizer com orgulho “sou brasileiro(a)”, ter leis
e comportamentos sadios, sérios, responsáveis. O famoso Estado de Direito”
entre nós sempre foi instrumento de manutenção de privilégios que o dinheiro é
capaz de sustentar. Por um espaço policial e nas mãos de delegados, promotores
e juízes espantosamente sérios e corajosos estamos vendo como ações dolosas,
criminosas, mal intencionadas quebraram a Petrobras. Graças à Operação Lava
Jato outros circuitos lesivos ao Brasil estão aparecendo com destaque.
Nosso problema não é o PT, PMDB ou PP. É um figurino
paralelo e camuflado de fazer política e negócios. Isso precisa acabar e
futuros criminosos deverão saber que estamos atentos, se forem flagrados em
atos semelhantes terão punição exemplar.
Corrigir e punir aqueles que desmoralizam nosso povo e
viabilizam a miséria no Brasil é o desafio desse momento de nossa História.
Cascaes
15.3.2015
Postado por
relatar atividades culturais e reuniões da Academia de Letras José de Alencar - ALJA
às
10:49
Nenhum comentário:
Marcadores:
o início de 2015,
Operação Lava Jato,
Revoluções e revoltas
sábado, 14 de março de 2015
O Brasil em crise
Estamos em crise moral, institucional, financeira, o que foi
feito? O que o precisa acontecer?
Estamos em mais uma crise com altíssimo potencial de
violências e mudanças aleatórias de sentido. O que isso significa para um casal
de pessoas idosas?
Os brasileiros nascidos em torno da década de quarenta do
século passado, se ainda vivos e razoavelmente lúcidos, se essas pessoas agora
têm muitos descendentes, amigos e amigas, pessoas que admiram ou simplesmente
estimam, devem estar angustiados observando que nosso país parece teimar em
perder tudo (ciclicamente [1] ) após períodos de
governos desastrados.
E agora é fácil pôr a culpa nos outros, onde estávamos
quando tudo começou?
Corrupção, demagogia, ingenuidade diante de pressões
corporativas (sindicatos, entidades empresariais, oportunismos políticos etc.)
foram a rotina nesses anos pós 1983.
Com certeza a degradação ética em algumas estatais (e
empresas privadas, concessionárias por exemplo) é coisa antiga aqui e no mundo.
Em diversos casos ela atingiu proporções ciclópicas, como vimos no paraíso
norte americano no caso ENRON [1]
e noutros de seus estados que privatizaram grandes concessionárias de energia
elétrica de forma ingênua e mítica. Lá também os bancos aprontaram e o mundo do
cinema fatura bons filmes mostrando o que fizeram [2] . O pesadelo continua
levando à criação de leis e organizações internacionais contra a corrupção,
fraudes, crime organizado, tráfico de drogas etc. e sustentação de terroristas,
na esperança de acabar com paraísos fiscais e instituições financeiras que
viabilizam pesadelos sociais.
E nós, o que fizemos?
Ao longo de uma vida longa ganhamos e perdemos ilusões.
Abraçamos causas e lutamos, nem todos... Quem sonhou sentiu o peso de muitos
pesadelos. Tivemos e exercemos profissões, alguma coisa aprendemos. Quantos
viram e procuraram agir para evitar o caos em que mergulhamos? a miséria que
explode aos nossos olhos em qualquer rua onde teremos mais gente se a “política
econômica” ditada pelos cobradores entronizados for aplicada para valer? uma recessão
histórica?
E agora João? Maria? José?
Com certeza precisamos reagir, corrigir. Tudo é positivo
quando aprendemos a não repetir erros e a aprimorar trajetos, projetos e
comportamentos. Com certeza avançaremos muito se a Operação Lava Jato (por
exemplo) continuar e tiver o resultado que esperamos: uma limpeza ética e um alerta
de que no Brasil podemos agir com seriedade e de acordo com leis e Justiça. Em
tempo, nossas leis são boas? Foram construídas (leis, decretos, jurisprudência)
para quê?
Há muito a ser feito, a nossa pátria verde amarela pode e
deve se viabilizar tecnicamente, economicamente, estruturalmente. O combate à
tremenda corrupção é, contudo, prioritário, pois, caso contrário, teremos mais
e mais crises até a implosão total, algo muito desejado pelos ditadores
vizinhos.
Fica a pergunta, entretanto, reagir de que forma? Onde estão
os bons líderes? As propostas (leitura obrigatória: “GERENCIAMENTO DE CRISE: O CASO COSTA CONCORDIA” [3] )? Vamos para outra
revolução [4] ? Inacreditavelmente,
apesar da tragédia perceptível em relatórios de órgãos de vigilância e dispondo
de redes sociais, liberdade de expressão etc. o silêncio tumular das
corporações foi a rotina desses anos em que discutimos tudo, muito pouco,
contudo, o governo que insistia em demonstrar sua leviandade; será que isso
significaria perder privilégios pessoais? Deixamos o navio ir contra as pedras
enquanto o comandante participava de festas e os tripulantes viam perplexos o
gigante em rota de colisão? Era justo navegar tão perto das rochas para atender
interesses dos acionistas da empresa e fazer publicidade?
O que aprendemos? Vamos dizer o quê para aqueles que
acreditavam em nós?
Cascaes
14.3.2015
|
[1]
|
“Enron,” [Online].
Available: http://en.wikipedia.org/wiki/Enron. [Acesso em 14 3 2015].
|
|
[2]
|
J. C. Cascaes.
[Online]. Available: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/.
|
|
[3]
|
G. T. d. Lima, “GERENCIAMENTO
DE CRISE: O CASO COSTA CONCORDIA,” [Online]. Available:
http://www.comunicacaoecrise.com/new/images/Gerenciamento_de_Crise_-_O_Caso_Costa_Concordia.pdf.
|
|
[4]
|
J. C. Cascaes.
[Online]. Available: http://querendo-entender-filosofia.blogspot.com.br/.
|
Postado por
relatar atividades culturais e reuniões da Academia de Letras José de Alencar - ALJA
às
08:44
Nenhum comentário:
domingo, 8 de março de 2015
Momentos de reflexões e ações sensatas a favor do Brasil
A evolução e recaídas da Humanidade
O ser humano é complexo e sensível a tudo o que tem dentro
de si e encontra fora de seu corpo, algo tão fantástico que nos obriga a pensar
muito [1] . Estamos mergulhando
na era da comunicação instantânea, dos computadores portáteis, de imensos bancos
de dados (existentes até em portarias de prédios) ..., um cenário mais que
desafiador para a inteligência que possamos ter.
Ao longo da história da Humanidade tivemos momentos (ou
períodos) decisivos, quando avançamos culturalmente e socialmente, assim como
regredimos episodicamente. Vemos, por exemplo, a destruição de símbolos de
religiões não aceitas pelo Estado Islâmico, uma repetição já tristemente
rotineira em todos os lugares onde o fundamentalismo religioso, ideológico,
racial, tribal e até esportivo dominou [2] populações indefesas.
No Brasil estamos em crise. Marolas e caixas dois se
transformaram em maremotos e escândalos escabrosos, o que virá depois?
“Quanto maior a árvore, maior o tombo”. As grandes
revoluções, principalmente, mudaram a história da Humanidade e tiveram ondas
furiosas de iconoclastia e demolição de instituições reinantes.
Somos brasileiros, que mudanças teremos? Quanto tempo
gastaremos para viver num país evoluído, razoavelmente estável?
Ao longo dos tempos os países mais desenvolvidos tiveram
mudanças firmes a favor da Educação, da arte do estudo individual, do medo dos
donos da verdade. Focos de ondas de imigrantes, alguns países construindo
barreiras físicas fortíssimas para não perderem as conquistas de seus habitantes,
tiveram coragem e lucidez para a valorização da liberdade de pensamento, da
formação de bons professores, escolas, universidades. Nesse caminho existiram
recaídas a partir de centros de dominação intelectual. Livros foram queimados,
proibidos, universidades fechadas (afinal tudo estava explicado, pesquisar para
quê?), a disciplina cultivada como a qualidade suprema e “não reagir” a
mensagem subliminar dos poderosos [ [2] , [1] ].
Graças aos polos estimuladores do empreendedorismo
científico e industrial, imensos laboratórios e bibliotecas, valorização da
inteligência e liberdade temos agora as redes sociais, a internet, os
computadores portáteis, bibliotecas virtuais, portais com filmes e espaço para
a criação de tantas emissoras de rádio e TV quanto quisermos. Obviamente essa
oportunidade cria reações assustadas e leis restritivas, regulação draconiana
etc.
Leis, decretos, regulamentos, normas, “democratismo”,
campanhas oportunistas, o terrorismo intelectual etc. são instrumentos de
mudança ou de dominação, tudo depende de lideranças construídas ou naturais.
Ainda somos sensíveis demais à mídia, ao marketing, à
vontade dos patrocinadores de mídia. Precisamos evoluir, saber ter curso,
caminho, cultura pessoal, individual. Maravilhosamente livros convencionais excelentes
aparecem, contornando a desculpa de que não existe tempo disponível para
navegar na WEB. Com certeza só é praticamente impossível voltar aos tempos dos
rolos de pele curtida de animais copiados de obras clássicas para estudar... ou
seja, a evolução já viabiliza até o livro digital, o e-book e, suprema arte, os
filmes (via youtube e similares).
Com tudo o que existe um país tão grande quanto o Brasil, perdendo
satélites e tempo, contém espaços escuros, currais eleitorais, gente mantida na
ignorância. Neste cenário nada mais lógico sentir que o financiamento de
campanhas caras e a dependência delas ainda é a comum em nosso país, algo que a
Operação Lava Jato mostra e demonstra.
Ninguém é santo ou demônio (ou não? O cinema dos tempos
geniais mostra exemplos de bandidos radicais). Usos e costumes infamantes,
contudo, acabam criando reações fortes; a Comuna de Paris, episódio quase oculto
na França, é um exemplo inequívoco de tragédia revolucionária. Após as
revoluções do século 19 o povo francês adotou um conservadorismo medroso que
durou muito.
Precisamos de serenidade, competência, coragem e força em
cérebros e cargos estratégicos de pessoas que nos governam para corrigir nossa
Democracia burocrática e corporativa. Qual será o futuro de nosso país?
Cascaes
8.3.2005
[1]
|
J. C. Cascaes.
[Online]. Available: http://querendo-entender-filosofia.blogspot.com.br/.
|
[2]
|
J. C. Cascaes.
[Online]. Available: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/.
|
Postado por
relatar atividades culturais e reuniões da Academia de Letras José de Alencar - ALJA
às
08:41
Nenhum comentário:
Marcadores:
corrupção,
democracia no Brasil,
empreiteiras,
Leis e a Justiça,
Petrobras
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
O Brasil em crise, por quê? Nossas concessionárias - o processo de privatização funcionou?
A privatização das estatais e os governantes de plantão
No império o estilo de D. Pedro II manteve o Brasil unido em
torno de pessoas pouco criativas e morbidamente escravagistas [1] .
A República nasceu de forma extravagante e gerou mais
violência do que soluções. Demorou, mas depois de muitas constituições e sob o
efeito de um cenário nacional e internacional terrível, como sempre foi o
ambiente da Humanidade, tivemos a impressão de que poderíamos ser uma grande
nação. O calvário nesse caminho merece estudos e análises de bons
pesquisadores.
As dívidas e o Brasil apareceram com D. João VI [1] e nunca mais se
afastaram de nossas contas externas.
Guerras, guerrinhas, conflitos de todas as cores e espécies
travaram nossos governantes, ainda que eventualmente sérios e responsáveis.
Mudanças de constituição e de padrões de governo foram um desastre. Sem
estabilidade institucional e sendo muito grande o Brasil se nivelou por baixo [2] .
Os serviços essenciais podem ilustrar bem o que foi e tem
sido o Brasil, que até a crise de 1929 era objeto de atenção de grupos
estrangeiros poderosos.
As estatais brasileiras surgiram por efeito da indiferença
dos grandes investidores estrangeiros e abusos que cometiam contra o nosso
povo, esse, pelo menos era o discurso. Infelizmente, por pressões de
especialistas de aluguel e lideranças radicais não criamos indústrias e
tecnologia nacional, apenas comprávamos o que era necessário para suprir as
vaidades de alguns e o que era necessário para as rotinas da vida. Aqui
estudamos muito a arte da manutenção e operação ao gosto das empresas, só.
Construímos empresas respeitáveis, apesar de tudo. A CSN [ [3] , Vale do Rio Doce [4] , Petrobras,
Eletrobras, RFFSA [5] , TELEBRAS, Caixa
Econômica, EBTU, etc. cumpriram suas obrigações e também sofreram as maldades
daqueles que puderam governá-las , assim como tiveram alguns períodos de
glória. Empresas 100% estatais ou de capital misto foram necessárias em tempos
de crises internacionais, quando o Brasil era a última prioridade de possíveis
investidores, e depois para organizar um país que era uma tremenda colcha de
retalhos insuficientes ao seu desenvolvimento.
Na área energética nosso país deslanchou na década de
setenta para depois afundar vendo algumas de suas estatais pessimamente mal
administradas e adotando um modelo de privatização (ou doação?) que transformou
concessionárias e serviços essenciais em objeto de lucro, acima de tudo,
fiscalizadas por agências torpedeadas sistematicamente (recursos
contingenciados, autoridade dividida etc.). Agora enfrentam uma tremenda crise
após uma sequência equivocada de ações federais recentes, a estiagem, atraso de
obras estruturais e a especulação absurda (que mereceria uma auditagem
exemplar).
O lucro é fundamental assim como os impostos que os governos
cobram para manter suas estruturais, mas a corrupção e o desmazelo se
transformaram em câncer devastador, elevando a base de cálculo de tarifas,
preços e impostos.
Serviços essenciais e empresas estratégicas sempre foram
objeto de atenção popular e desenvolvimento de empresas (estatais, mistas,
privadas) com privilégios e apoios necessários e suficientes para que em países
mais inteligentes o controle de suas atividades não fosse parar longe de suas
fronteiras. Quando alguns países afundaram a internacionalização veio como uma
forma de corrigir vícios e costumes exagerados, afinal os investidores
estrangeiros pelo menos querem sucesso e lucro com suas empresas e a população
pode cansar de administrações caóticas.
Empresas de interesse social precisam ter um padrão ético
exemplar, de modo a poderem explicar e justificar seus custos, isso acontece?
Principalmente as concessionárias são submetidas a auditorias independentes e
competentes? Zelam pela transparência? No Brasil que empresas de auditoria
independentes, bem estruturadas, sérias e livres de suspeitas estão em
atividade por determinação de prefeitos, governadores e do sistema federal de
vigilância? Pagamos tarifas justas?
Infelizmente os impostos sobre os serviços essenciais são
pesados, ou seja, governantes dependem desse dinheiro para seus planos e assim
os municípios, estados e a União se tornam parte interessada nos custos. Os
votos são mais fáceis se ao final de mandato apresentarem uma “boa” administração
e ações de midiáticas [6] impressionantes...
Tarifas devem ter valores definidos com extrema cautela e
atenção a planos estratégicos bem definidos e debatidos com aqueles que
dependem de seus serviços, sistemas e produtos. Isso é feito aqui?
O Brasil mais uma vez mergulha nos efeitos dos desgovernos
existentes. Nesses últimos anos a verdade era proibida, privilégio de alguns.
Muito mais agradável era repetir a mídia de políticos e partidos no comando, o
nosso povo estava “ligado” na Copa do Mundo.
Os riscos conhecidos e escondidos e, para azar (ou sorte
para alguns, pois teve gente que faturou alto) daqueles que decidem levaram
nosso povo ao pesadelo atual. As piores hipóteses aconteceram. De repente
descobrimos que as campanhas eleitorais recentes disseram tudo, menos a
realidade dura e cruel que haveria em muitos lugares. Investimos muito para
perder de 7 a 1. Tivemos partidos e políticos mais sinceros, mas o populismo [7] venceu nessa terra
em que a escolarização em todos os níveis em grande escala é fato recente e
cidadania é coisa rara.
Vamos pagar contas pesadas, perder benefícios, ser tratados
como vilões, afinal sempre há o que dizer contra o povo, mais ainda se lideranças
significativas e turbinadas por preconceitos estiverem em postos importantes.
E agora?
O ideal seria a renúncia coletiva dos eleitos e o TSE partir
para novas eleições, pura ilusão, contudo, se acreditarmos que com os partidos
políticos existentes e nosso povo desorientado pela realidade tomará decisões sensatas
a favor do Brasil. Ou seja, o ideal pode ser uma tragédia, pois os mesmos terão
o aval de duas eleições e depois: sai da frente!
Precisamos consultar espíritos e sábios para desatar o nó
górdio em que estamos. Entre nós, os comuns, será prudente debater
exaustivamente o que aconteceu e meditar, rezar, orar para que o exemplo do
Juiz Sérgio Moro (mais o apoio do MPF e PF) seja valorizado firmemente de modo
a que não contaminem processos com firulas jurídicas e políticas.
Além dos processos por ações dolosas confessadas e evidentes
a qualquer cidadão medianamente informado, devemos rever lógicas de
desenvolvimento e subordinação a interesses predatórios de investidores e
políticos. Nosso povo não está no deserto e o maná não vai cair. Não teremos a
“bondade” dos donos do dinheiro e das ações colocadas no mercado estrangeiro,
por exemplo.
Precisamos, mais do que nunca, de correções dos pacotes
tenebrosos criados no início desse ano e mudanças em nossa política fiscal;
cansamos de pagar impostos, taxas, tarifas, encargos, carimbos etc. para
compensar erros de toda espécie e sustentar a burocracia sufocante de inúmeras
repartições públicas criadas para materializar leis bonitas e mal feitas.
A história das grandes estatais, das concessionárias de
capital misto e privadas mostra de forma clara e inequívoca o sentimento de
amor à Pátria, a farsa das ideologias e partidos políticos, o comportamento de
corporações e em última instância o que é o ser humano, em suas virtudes e
defeitos.
Onde nascemos, nessa terra rica e povo ainda inculto, mais
uma vez estamos no meio de uma tremenda crise. Será a última? Vamos aprender a
lição?
O Brasil merece uma recriação, de que jeito?
Cascaes
25.2.2015
|
[1]
|
J. C. Cascaes.
[Online]. Available: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/.
|
|
[2]
|
J. C. Cascaes.
[Online]. Available: http://o-irredento.blogspot.com.br/.
|
|
[3]
|
“Criação da Companhia
Siderúrgica Nacional,” [Online]. Available:
http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos37-45/EstadoEconomia/CSN.
|
|
[4]
|
“Vale S.A.,”
[Online]. Available: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_S.A.. [Acesso em 27 2
2015].
|
|
[5]
|
D. A. /. L. L. d.
Santos., “A Ferrovia Atualmente,” 26 2 2015. [Online]. Available:
http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/especiais/ferrovia-130-anos/a-ferrovia-atualmente.jpp.
|
|
[6]
|
J. C. Cascaes.
[Online]. Available: http://querendo-entender-filosofia.blogspot.com.br/.
|
|
[7]
|
F. S. Araujo, “Populismo,”
[Online]. Available: http://www.infoescola.com/politica/populismo/.
|
Postado por
relatar atividades culturais e reuniões da Academia de Letras José de Alencar - ALJA
às
10:03
Nenhum comentário:
Marcadores:
Brasil,
corrupção,
Democracia,
empreiteiras,
estatais,
EUA,
fundos de investimento,
ideologias,
investidores,
Petrobras,
privatização
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Precisamos de reformas e competência para salvar o Brasil
Postado por
relatar atividades culturais e reuniões da Academia de Letras José de Alencar - ALJA
às
13:08
Nenhum comentário:
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
O carnaval está acabando - recomeça a realidade
Da fantasia para a realidade
O povo brasileiro é apaixonado por fantasias, mas também
mostrou muitas vezes que pode ser enérgico, crente, fiel a ideais e esperanças
na Terra e no Céu. A história brasileira tem um roteiro muito diferente de
outros países latino-americanos, talvez por isso as diferenças sejam tão
grandes. Nossas piores guerras foram internas e as dívidas parecem ser eternas...
A vinda da família imperial portuguesa para esse refúgio
tropical (com a proteção da Inglaterra) [ [1] , [2] ] foi o primeiro
passo para a formação de um país centralizador (colônia dos estados mais
fortes?) que teria tudo para ser uma federação de estados independentes [3] . A presença da corte
lusitana nesse espaço continental viabilizou um Império contínuo, sem oceanos
ou cordilheiras separando suas unidades, mas juntando povos e culturas
extremamente diversificadas desde seu início.
A separação do Brasil de Portugal foi pura consequência do
nacionalismo exacerbado e inconsequente da luta pelo poder em Portugal [4] , desunindo um
império que teria condições de se desenvolver com mais cores e melhores
efeitos. O Brasil isolado [5] , contudo,
cristalizou uma cultura própria, boa ou má, dependendo dos pontos de vista.
O modelo norte americano de organização institucional e as
revoluções europeias e seus teóricos geraram nessa terra uma mistura de amor à
liberdade e excessos que oscilam entre ditaduras tolerantes (em relação às
elites civis) e processos democráticos.
Acima de tudo a desonestidade de elites mal formadas
transformou-se num câncer que nos afeta; falsidades que criam ilusões e
panaceias oportunistas, além de partidos políticos completamente destoantes de
suas promessas, desmoralizam qualquer proposta ideológica.
Aqui vale, só para lembrar frases e livros sugeridos em
comentários publicados (não tão distantes) do ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso (Esqueçam meus discursos) [6]
em sua vida política e acadêmica (Esqueçam o que escrevi) [7] para tentar
compreender o dilema de ser presidente do Brasil e ser eleito para tanto...
As grandes revoltas, golpes, quarteladas, revoluções,
sublevações nos dois séculos de existência do Brasil “independente” vieram pela
inconformidade (muitas vezes corporativa) e falta de boa gerência interna.
O nosso desafio de construir um Brasil melhor está, mais uma
vez, em processo de ressaca brutal. A ilusão de que o mal deve ser feito no
início de mandatos e de uma vez pode se transformar em calvário para prefeitos,
governadores e a Presidência da República (sem falar nas famosas “bases
aliadas”, mais do que oportunistas) diante da reação popular, que talvez seja
forte apesar da tecnologia criada para desmoralização das manifestações
populares após junho de 2013.
As desculpas dos defensores dos atuais governantes não são
aceitáveis para se ver com simpatia suas decisões. A partir de 2007 [8] o gerenciamento de
nosso país deveria ter sido mais cauteloso pois existiam indicações fortes de
crise na Argentina (agora uma realidade triste), Europa e até nos EUA além das
mudanças climáticas gradativas e inexoráveis na insistência em modelos
alienados de “desenvolvimento”, déficits sucessivos na balança de pagamentos e
compromissos do Brasil, finalmente, a descoberta que matou de vez a alegria
nacional, a imensidão da corrupção, onde o caso Petrobras é um exemplo do que
acontece numa grande estatal, mas é apenas a ponta do iceberg se de fato outros
inquéritos se estenderem a muitos possíveis carteis e formas de crime
organizado.
Felizmente o mundo ocidental caminha para a criminalização
da corrupção, algo inaceitável em sociedades que dependem do mercado de capitais
para a sustentação dos fundos de previdência (por exemplo) aqui e em todos os
países capitalistas [9] , o que justifica a
reação enérgica além fronteiras após a Operação Lava Jato e no caso argentino.
A corrupção no Brasil vai muito além dos impactos na CVM e
investidores, ela afeta violentamente os custos, a qualidade e a confiabilidade
de projetos, obras e operação de concessionárias estatais e privadas. Os
processos existentes demonstram que a leniência, omissão e cooperação com os
grandes corruptores é nossa desgraça contumaz.
Diante de tudo isso nossos governantes reagem como se os
brasileiros fossem idiotas: aumentam impostos, taxas, tarifas, encargos etc. [o
que fazem as agências reguladoras [10] , ministérios,
secretarias?] e não atuam energicamente na otimização do Estado (municípios,
estados e União).
Resumindo, o carnaval está no final, as fantasias vão para
os guarda-roupas e a realidade voltará em cena, a dúvida é quando? como? onde? quanto?
Os eleitos, alguns reeleitos, terão competência e vontade de
corrigir erros e vícios crônicos?
Cascaes
17.2.2015
|
[1]
|
L. Gomes, “1808 -
Família Real no Brasil,” [Online]. Available:
http://querendo-entender-filosofia.blogspot.com.br/2015/02/1808-familia-real-no-brasil.html.
|
|
[2]
|
L. Gomes, “1808,” [Online].
Available:
http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2013/02/1808.html.
|
|
[3]
|
J. C. Cascaes.
[Online]. Available: http://o-irredento.blogspot.com.br/.
|
|
[4]
|
L. Gomes, “1822,”
[Online]. Available: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2013/05/1822.html.
|
|
[5]
|
J. C. Cascaes.
[Online]. Available: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/.
|
|
[6]
|
I. ABDALA, “Esqueçam
o que eu disse,” 17 2 1999. [Online]. Available:
http://www.istoe.com.br/reportagens/28743_ESQUECAM+O+QUE+EU+DISSE.
|
|
[7]
|
F. D. B. E. SILVA,
“Em livro, FHC faz limonada da frase "esqueçam o que escrevi",” 24
4 2010. [Online]. Available:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2404201020.htm.
|
|
[8]
|
“Grande Recessão,”
Wikipédia, [Online]. Available:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Recess%C3%A3o.
|
|
[9]
|
“Previdência
privada,” Wikipédia, [Online]. Available:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Previd%C3%AAncia_privada.
|
|
[10]
|
“Agências
Reguladoras,” [Online]. Available: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ag%C3%AAncia_reguladora.
|
Postado por
relatar atividades culturais e reuniões da Academia de Letras José de Alencar - ALJA
às
13:24
Nenhum comentário:
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Momentos difíceis e medicina política desacreditada
Um remédio perigoso
Nações desenvolvidas já aprenderam que a liberdade e a
democracia conduzem à Justiça, ao Estado de Direito. Todas as nações modernas e
cultas vieram de tempos de discriminação, intolerância, segmentação da
sociedade e sistemas políticos onde a arbitrariedade a partir de poucos era a
forma de governo. Com muitas revoluções e guerras viveram períodos de
amadurecimento e sofrimentos indizíveis.
No Brasil o centralismo e o poder de um imperador, aristocratas
e latifundiários dos tempos do Império geraram uma República ancorada no
corporativismo militar alternativamente ao de grandes proprietários,
empresários e políticos, sempre com o discurso da força do governo eleito, a
princípio, a bico de pena e cédulas e urnas vigiadas, agora modernas, digitais
e carentes de auditagens. Os períodos ditatoriais tiveram amparos externos e
adaptações tropicais. Talvez o mais organizado tenha sido o governo militar que
iniciou em 1964, ele também gradativamente adquirindo colorações corporativas e
de culto a chefes escolhidos no Almanaque do Exército.
Quem de fato reagiu aos excessos de comandantes alucinados
foi o Presidente Ernesto Geisel, abrindo o caminho para a redemocratização. Foram
momentos que num dia futuro bons historiadores registrarão em detalhes.
O que sentimos naquela época em que o totalitarismo era a
receita para alguns continentes?
Os ditadores podem ser pessoas inteligentes, cultas, honestas, nacionalistas, dominadas pelas melhores intenções de bem governar, mas o Brasil
não é um pequeníssimo país como existem muitos por aí. Nossa pátria gigantesca
é multicolorida, com inúmeras culturas imersas em suas cidades e lugarejos. Para
administrar nosso país precisamos de centenas de milhares de pessoas que
dominam seus cargos e deles tiram poderes para se valorizarem perante a
sociedade.
O resultado dessa dependência de inúmeros subalternos é o
padrão de governo que geram, melhor ou pior dependendo do caráter de cada um e desse conjunto nem sempre harmonioso e bem preparado. Os
grandes empreiteiros e empresários da época logo aprenderam a ganhar contratos e
privilégios...
O estilo autocrático radicalizado pode gerar desvios
lamentáveis e a história da Humanidade está cheia de exemplos de incrível
bestialidade, inclusive em nações que pareciam cultas, evoluídas, bem formadas.
Com certeza estamos num momento extremamente delicado e
frágil de nossa história. Saímos de um processo eleitoral em que tudo o que foi
prometido simplesmente está sendo esquecido ao sabor de decisões de gabinete. Estamos
sendo humilhados pelos eleitos, que acima de tudo desmoralizam tremendamente a
democracia. Pior ainda, graças aos inquéritos da Operação Lava Jato descobrimos
que poucos eram razoavelmente santos, e os crimes que grandes empresas e
políticos famosos cometeram quebraram o Brasil, deixando-nos em situação
assustadoramente frágil, quando, valendo os discursos que eram feitos,
deveríamos poder superar crises naturais e internacionais sem grandes
sacrifícios.
Com certeza será muito difícil acreditar nas decisões de
políticos entronizados em meio a esquemas malditos. O ideal seria que reformas
imediatas fossem aprovadas e novas eleições marcadas para breve, antes que os
brasileiros se engalfinhem em lutas violentas e de consequências imprevisíveis.
O noticiário nacional, contudo, aponta para improvisações a favor de partidos e
políticos desmoralizados, pode?
O pesadelo está formado.
Durante os próximos anos o povo brasileiro pagará uma conta
elevadíssima: tarifas, taxas, impostos, juros, desemprego, perda de benefícios
e a vergonha da percepção de que falhamos tecnicamente, moralmente,
politicamente.
Felizmente nem tudo foi ruim nesses últimos anos. O que se
fez de correto, contudo, pode se desmanchar e desesperanças com nossa capacidade
de governo facilitarem as decisões de desmanche do Estado. O discurso agora é a
modernidade velha neoliberal. Abrimos espaço para o entreguismo (já a partir da
Constituição de 1988) em detalhes sutis e explícitos, consolidando a perda de
empresas e tecnologia nacional, algo tão desejado pelos governos militares para
que nosso país tivesse a autonomia que desperdiçou no passado.
Não queremos acreditar em limitações tropicais, precisamos
de fé na liberdade e responsabilidade que a democracia pode gerar. O momento exige ações positivas e sinceridade, lealdade para com o nosso povo.
O carnaval ainda não terminou e já vimos demais em 2015. A quarta-feira
de cinzas será de ressacas muito diferentes quando muitos sentirão suas contas
pessoais prejudicadas por decisões a favor de ações corretivas de desmandos
recentes.
Com certeza vamos repetir momentos de dúvidas e decisões
estratégicas e emocionais perigosos. Tudo isso em meio ao crime organizado
convencional, cada vez mais forte e ousado...
Cascaes
16.2.2015
Postado por
relatar atividades culturais e reuniões da Academia de Letras José de Alencar - ALJA
às
17:46
Nenhum comentário:
Marcadores:
credibilidade,
Democracia,
ditadura,
governabilidade,
Liberdade,
política
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Democracia em teste
Evolução da sociedade e a democracia
Curitiba se transformou em cenário de conflitos incríveis e
que demonstram nitidamente deficiências de governantes, parlamentares e da
sociedade “organizada”. Em São Paulo a omissão de associações de profissionais (que
se consideram os melhores do Brasil) de pouco serviu para se evitar a possível
hecatombe da falta de água. No Brasil, bem, em nossa pátria varonil é só
escolher o tema de desgoverno crônico, ou melhor, a gestão indolente e alienada
em relação a seu povo, que deveria estar num patamar superior de cultura
técnica, democrática e responsável.
O pesadelo nacional começou com o 7 a 1 contra a Alemanha e
não parou mais, ou melhor, todas as propostas de aprimoramento dessa “democracia”
pararam em algumas barreiras e lá ficam sem que os políticos e a imprensa
brasileira forcem soluções.
Isso é privilégio brasileiro? Não, existem situações
infinitamente piores em outros continentes, com populações que remontam ao início
da espécie humanoide sobre a Terra.
Queremos e podemos ter, contudo, bons governantes, Poder
Judiciário eficaz, Justiça Social, enfim, pois a tecnologia século 21 oferece
condições de vigilância e padrões de cidadania infinitamente superiores àqueles
dos tempos passados.
A palavra Justiça é uma invenção humana para o
disciplinamento da sociedade, mas agora pode ser algo mais, fazendo valer
muitas leis, ainda que mal feitas, pessimamente regulamentadas e risivelmente fiscalizadas.
A Operação Lava Jato [1] está dando um
exemplo belíssimo que é esperança do povo brasileiro cansado de ser tratado
como idiota e espera ansiosamente a aplicação inteligente e severa de códigos
de conduta criados pelos próprios políticos, muitos deles quase empregados das
grandes empresas.
O teste da eficácia e validade depende do esgotamento de
fórmulas, a nossa pode funcionar?
Junho de 2013 [ [2] , [3] ,
[4] etc.] poderá se repetir
com mais energia.
Aliás, um momento da história da Humanidade merece leitura e
pesquisas intensas, a Comuna de Paris [5] , algo incrível e
palco das piores atrocidades possíveis, mas momentos que devem ser vistos como
de tentativa de aplicação real de muito do que foi proposto durante a Revolução
Francesa, a que desaguou nas coroas napoleônicas (uma reedição equivocada da
descrença do direito do povo se governar); quando as etapas anteriores se
esgotam no arbítrio, privilégios, incompetência e desonestidade e os seres
humanos mais instruídos e preparados para a liberdade, igualdade e fraternidade
decidem se autogovernar tudo pode se perder nas vontade dos donos das melhores
armas.
Talvez tenhamos na América do Sul um mau resultado da
mistura de comportamentos que os livros dos gigantes da Literatura sul
americana (com destaque para Mário Vargas Lhosa) expõem com tantos detalhes. Mais
ainda, pesquisadores, historiadores, sociólogos e bons jornalistas já
produziram material riquíssimo em análises que se transformaram em publicações
e filmes especiais, imperdíveis para os brasileiros que podem ler ou pelo menos
ver bons filmes [6] .
Iniciamos falando do Paraná, que show de empáfia, arrogância
e incompetência estamos vendo por aqui. De Curitiba às fronteiras do estado
sentimos decisões e atitudes totalmente diferentes daquelas trombeteadas até há
poucos meses. Ou seja, em setembro e
outubro do ano passado já era visível o que poderia acontecer, mas os
candidatos e seus partidos políticos mentiram, abusaram da demagogia, e agora
José? O que devemos fazer?
Precisamos de respeito e competência.
Por exemplo, na área da Educação existe quase um consórcio
entre municípios, estados e a União, será tão difícil implementar esse
condomínio ou a burocracia infernal de nosso país impede soluções? Que tal
pensar seriamente, energicamente no federalismo [7] ?
Com mais independência poderemos encontrar boas soluções desde
que paremos de exportar impostos e abaixar a cabeça para governantes
extremamente distantes de nossas manifestações, tão irrelevantes (para os donos
do Brasil) que não aparecem de forma adequada na mídia nacional.
Cascaes
15.2.2015
|
[1]
|
“Operação Lava Jato,”
[Online]. Available:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Lava_Jato.
|
|
[2]
|
G. Fernandes, “Por
uma nova compreensão das Jornadas de Junho: formas descentralizadas de ação
política e crítica ao “espontaneísmo” analítico,” 12 2 2015. [Online].
Available: http://passapalavra.info/2015/02/102712.
|
|
[3]
|
“Brasil nas ruas,” 13
2 2015. [Online]. Available:
http://congressoemfoco.uol.com.br/category/o-brasil-nas-ruas/.
|
|
[4]
|
G. e. Brasília, “71%
dos brasileiros não têm partido de preferência, diz pesquisa Datafolha,” 9 2
2015. [Online]. Available:
http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/02/71-dos-brasileiros-nao-tem-partido-de-preferencia-diz-pesquisa-datafolha.html.
|
|
[5]
|
J. Rougerie, “LA
COMMUNE,” [Online]. Available: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2015/02/la-commune.html.
|
|
[6]
|
J. C. Cascaes.
[Online]. Available: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/.
|
|
[7]
|
J. C. Cascaes.
[Online]. Available: http://o-irredento.blogspot.com.br/.
|
Postado por
relatar atividades culturais e reuniões da Academia de Letras José de Alencar - ALJA
às
10:59
Nenhum comentário:
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Para pensar e lutar
Postado por
relatar atividades culturais e reuniões da Academia de Letras José de Alencar - ALJA
às
16:39
Nenhum comentário:
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Como vivem os políticos na Suécia
Postado por
relatar atividades culturais e reuniões da Academia de Letras José de Alencar - ALJA
às
15:00
Nenhum comentário:
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
NÓS GOSTARÍAMOS DE SER BRASIL
|
00:52 (Há 9 horas)
|
|
||
|
||||
NÓS GOSTARÍAMOS DE SER BRASIL!!
Je suis Charlie!! Quantas vezes
lemos, assistimos ou ouvimos esta frase nesta semana. Pois é, eu realmente me
solidarizo com as reações ao atentado ocorrido contra os jornalistas do jornal
satírico Charlie Hebdo que foram brutalmente assassinados esta semana em Paris
por terroristas em razão de supostas charges ofensivas ao profeta
Maomé.
Bem, apesar de entender que se trata
de um incidente muito grave, pois fere um dos fundamentos básicos da democracia
- a liberdade de expressão, de imprensa, não consegui deixar de me questionar
sobre a real importância deste atentado para nosso povo visto que vêm sofrendo atentados
bem piores e diários à "democracia", atentado à saúde, à vida, a uma
existência digna e em razão de um terrorismo bem pior - a corrupção.Esta mata
por roubar dos cofres públicos dinheiro que deveria ser destinado à educação,
saúde, saneamento básico moradia, etc., ferindo assim um dos fundamentos
basilares da nossa constituição - a dignidade da pessoa humana (crianças,
idosos, mulheres, negros, portadores de deficiência, tantas outras minorias
assim como pessoas como nós, que apesar de não sermos miseráveis também somos
roubados de forma mascarada (aumento de impostos, etc.. )).
Portanto eu gostaria de dizer: je
suis Brasil. Mas Brasil sem corrupção, sem escândalos diários em todos os
setores de nossa economia (Petrobras, saúde - máfia das próteses, desvio de
verba da merenda escolar, e sei lá mais o que de mais podre deva existir nessa
nossa falsa democracia em que o poder emana do povo mas infelizmente não é exercido
para favorecê-lo e sim para enriquecer um bando de corruptos, ladrões...
Nós gostaríamos de ser Brasil... Esta
é a frase que deveria borbulhar na imprensa, nessa e em todas as semanas até
que todos os corruptos devolvessem aos cofres públicos os milhares, milhões de
reais surrupiados descaradamente de nossa gente, NÓS GOSTARÍAMOS DE SER
BRASIL!!!
Tatiana Cascaes 11/01/2015
Postado por
relatar atividades culturais e reuniões da Academia de Letras José de Alencar - ALJA
às
10:16
Nenhum comentário:
Marcadores:
Tatiana Ferreira Cascaes
Assinar:
Postagens (Atom)