O macartismo foi um período de intensa paranoia anticomunista nos EUA durante o início da Guerra Fria (anos 1950), marcado pela perseguição a supostos comunistas ou simpatizantes, liderada pelo senador Joseph McCarthy. Resultou em "caças às bruxas", listas negras e destruição de carreiras de artistas, intelectuais e funcionários públicos, sem provas sólidas.
Principais Aspectos:
- Origem: Nomeado em referência ao senador republicano Joseph McCarthy, que em 1950 alegou ter uma lista de comunistas infiltrados no Departamento de Estado americano.
- Contexto (Red Scare): O medo de uma subversão comunista doméstica foi impulsionado pela União Soviética desenvolvendo a bomba atômica e a Revolução Chinesa (1949), intensificando a Guerra Fria.
- Alvos: Artistas de Hollywood (como Charlie Chaplin), escritores, cientistas (incluindo J. Robert Oppenheimer) e professores foram intimados pelo Comitê de Atividades Antiamericanas (HUAC).
- Consequências: Quem se recusava a delatar colegas ou era acusado via "listas negras" perdia emprego e passaporte, sofrendo difamação pública.
- Fim: O fervor diminuiu por volta de 1954, quando o Senado censurou McCarthy após seus métodos inquisitoriais e falta de provas tornarem-se inaceitáveis.
O macartismo é lembrado como um dos momentos de maior restrição às liberdades civis na história moderna dos Estados Unidos.
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