sábado, 27 de outubro de 2012

Questões ausentes nos debates



Na vi os debates entre os candidatos a prefeito de Curitiba, exceto o último, mas o sono me venceu, assim falo do que conheci, ainda que parcialmente.
Tratados de boas intenções são naturais, afinal ninguém quer perder a corrida para o posto mais alto de uma grande cidade. Qualquer deslize pode levar à derrota depois de meses de campanha sofrida e cara. O ruim é que uma campanha eleitoral para cargos majoritários exige muito dinheiro e compromissos. Raro é o eleito capaz de esquecê-los e, vencendo, dedicar-se ao povo para o qual deve lealdade pelo voto.
Um tema recorrente nesta campanha foi o transporte coletivo urbano. Estranhamente falaram em modais e outros nomes esotéricos (Cascaes, O transporte coletivo urbano – um desafio de todos os cidadãos). De metrô a bicicleta valeu tudo menos dizer como o curitibano pagará a conta. Por efeito dos contratos de concessão temos excelentes ônibus, até com combustíveis sofisticados, mas sem clareza à forma de subsídio, o que o candidato e Dr. Gustavo Fruet lembrou muito apropriadamente nesta sexta feira.
Perdemos oportunidades geniais de construir a frota pública e do gerenciamento operacional pela Urbs. O que aconteceu no malfadado edital de outorga de concessão para exploração dos transportes coletivos urbanos de Curitiba foi exatamente isso: exploração. Assim, não adianta reclamar de ônibus superlotados, raros e correndo pela cidade... devem dar lucro.
O mais estranho nisso tudo foi o silêncio de quem tinha autoridade, conhecimento e força política para contestar o que ocorria. Alguns, muito poucos, lutaram sem sucesso e racionalidade daquele edital publicado ao final do ano e aberto ao final das férias seguintes (Cascaes).
De qualquer jeito respeitaram os formalismos legais criados por leis incompletas e mal feitas.
Com certeza o modelo político brasileiro favorece o capital em detrimento do povo. Mudará quando, de que jeito?
Agora só nos resta a esperança da surpresa.
Vamos rezar, orar, fazer despachos, figa etc. para que o eleito se desligue de seus patrocinadores e seja acima de tudo honesto, sério, competente e dedicado à capital paranaense.
Os problemas são enormes e não será fácil solucioná-los, mais ainda com a interferência de uma entidade particular e estrangeira, uma tal de FIFA e seus prepostos.
O que precisamos, individualmente e coletivamente, é exercer com intensidade a vigilância e o ativismo social. Está na hora de assumirmos nossa cidadania.
Curitiba e seu povo precisam de todos nós, do Prefeito ao cidadão mais humilde aqui residente. Afinal somos uma democracia, não? Para isso esperamos ter transparência total e humildade para ouvir, ler e procurar entender argumentos contraditórios. Felizmente um dos candidatos é advogado com longa experiência política. Conhece as máquinas e pode, com discernimento, avaliar de forma adequada o que fizer. Mais ainda, seu pai, de saudosa memória, foi prefeito de Curitiba e um grande democrata, sabendo entender e governar com máxima tolerância.
Ótimo, dizem que os frutos nunca caem longe da árvore em foram gerados, assim podemos ter uma grande esperança com a vitória de Gustavo Fruet.
Cascaes
27.10.2012

Cascaes, J. C. (s.d.). O transporte coletivo urbano – um desafio de todos os cidadãos. Fonte: O Transporte Coletivo Urbano - Visões e Tecnologia: http://otransportecoletivourbano.blogspot.com.br/2012/06/o-transporte-coletivo-urbano-um-desafio.html
Cascaes, J. C. (s.d.). Resposta da Urbs. Fonte: O Transporte Coletivo Urbano - Visões e Tecnologia: http://otransportecoletivourbano.blogspot.com.br/2011/02/resposta-da-urbs.html



quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Mensalão - Crime e castigo


Crime e castigo
Com certeza não é divertido ver pessoas condenadas à prisão, mais ainda sabendo como são as penitenciárias brasileiras. Condenações mancham famílias e destroem crianças, pesam na biografia de qualquer um.
Infelizmente não existe outra maneira de disciplinamento eficaz, mais ainda quando a tolerância pode ampliar a criminalidade.
No cenário político brasileiro tinha-se a impressão de que um clima de vale tudo era endossado pelas grandes lideranças nacionais. É difícil aceitar certos caciques famosos e mal falados mandando mais do que qualquer outro cidadão honesto. No Congresso Nacional encontramos pessoas no mínimo suspeitas com poderes para fazer leis e ditar caminhos para o Governo Federal.
O ambiente criado em torno do exercício da política no Brasil é motivo de críticas, piadas, charges, comédias etc. que nos envergonham.
A culpa é do eleitor, será? Quais são as opções que nosso processo eleitoral viabiliza? Que democracia é esta? Os partidos têm recursos do contribuinte, as emissoras descontam do Imposto de Renda o tempo usado no horário eleitoral, candidatos à reeleição comandam assessores pagos pelo povo, a mídia é acima de tudo eletrônica, precisam de dinheiro adicional? Será que os corruptores já se acostumaram e ganham muito patrocinando políticos?
O Mensalão está sendo minuciosamente estripado. O STF, fazendo o papel de Instituto Médico Legal, analisa publicamente o que as investigações surpreendentes nesse mundo de impunidades geraram a denúncia apresentada.
Teremos muitas pessoas punidas.
Vale a pena?
Quando aos poucos descobrimos quanto dinheiro foi gasto para comprar apoios venais (Os segredos do Mensalão, 2012) e tentando descobrir a origem dessa cornucópia maldita ganhamos a certeza de que por bem ou por outra forma de ação o Brasil precisa mudar e concluímos pela extrema importância desse processo (AP470, 2012). Felizmente nosso povo é tropical, vive num país que oferece oportunidades de trabalho e lazer erodindo fanatismos e atos heroicos. Tudo tem limites, contudo, devemos e podemos mudar para melhor, nossos filhos e netos merecem esse esforço.
O Poder Judiciário, o sistema de vigilância e o policiamento não prendem e condenam todos os corruptos e corruptores, mas se prenderem e julgarem exemplarmente os criminosos que alcançarem estarão inibindo muitos outros em potencial.
Para os brasileiros mais esclarecidos não existem muitas dúvidas sobre quem deveria estar no banco dos réus, mas o que está acontecendo é por si só didático e surpreendente.
A gravidade do Mensalão está na sua origem e resultados. Se fosse levado ao pé da letra invalidaria todas as leis aprovadas enquanto existiu. O caso Carlinhos Cachoeira é o outro espaço de degradação de nossas instituições. Ao que parece existia uma enorme quadrilha da qual o homem símbolo “Carlinhos Cachoeira” é apenas o bode expiatório fácil de bater.
Nesse caso a polícia e o Ministério Público, se puderem agir, provavelmente descobrirão um processo de cooptação que vem de longe.
Temos agora esperanças, parabéns ao STF, em especial ao relator  (Ministro Joaquim Barbosa e o STF) e ao Procurador Geral da União  (ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS - PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA, 2012).
Cascaes
23.9.2012
AP470. (23 de 9 de 2012). Fonte: MPF: http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias/ap470
ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS - PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA. (23 de 9 de 2012). Fonte: Ministério Público Federal: http://www.pgr.mpf.gov.br/conheca-o-mpf/procurador-geral-da-republica/sobre-o-atual-pgr
Rangel, R. (19 de setembro de 2012). Os segredos do Mensalão. Veja, 62 a 67.



“Por que esta é uma prática de referência na América Latina?”


De: Pacto Global
Enviada em: Tuesday, September 18, 2012 4:19 PM
Assunto: Meio Ambiente e Anticorrupção - envie sua experiência de sucesso até o dia 30/09/2012!
Prioridade: Alta

Prezados membros do Comitê Brasileiro do Pacto Global,

Em novembro será realizado o Foro Empresarial del Pacto Mundial em America Latina y el Caribe: Responsabilidad y Sostenibilidad. O Fórum tem o propósito de conhecer as atividades do Pacto Global na região e, para isso, oferece espaço para diálogo sobre os temas da agenda latinoamericana relacionados ao Pacto.

Em sua segunda edição, o Fórum realizará a exposição de práticas de referência da região relacionadas aos Princípios 7, 8 e 9 (Meio Ambiente) e ao Princípio 10 (Anticorrupção) do Pacto Global. Assim, o Centro Regional do Pacto Global convida as empresas latinoamericanas a enviarem cases relacionados às temáticas Meio Ambiente e Anticorrupção.

Para a participar é necessário enviar uma breve descrição da iniciativa (máximo 10 linhas), acompanhada da resposta à pergunta “Por que esta é uma prática de referência na América Latina?”. Também devem ser enviados os dados do representante que apresentará o case caso ele seja selecionado. Pedimos aos interessados que enviem a candidatura para o e-mail pacto.global@undp.org até o dia 30 de setembro (no dia 01/10 se iniciará a avaliação dos cases, conforme informado no anexo).

Em caso de dúvidas, ficamos ao dispor para esclarecê-las pelo e-mail pacto.global@undp.org. Maiores informações sobre o Fórum e como participar estão disponíveis em anexo.

Com nossas cordiais saudações,

Secretaria Executiva  
Rede Brasileira do Pacto Global


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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

práticas de referência da região relacionadas aos Princípios 7, 8 e 9 (Meio Ambiente) e ao Princípio 10 (Anticorrupção) do Pacto Global


Prezados,

Para seu conhecimento.


CL Carlos Eugenio C. de Melo

De: Pacto Global [mailto:pacto.global@undp.org]
Enviada em: terça-feira, 18 de setembro de 2012 14:57
Assunto: Meio Ambiente e Anticorrupção - envie sua experiência de sucesso até o dia 30/09/2012!
Prioridade: Alta

Prezados membros da Rede Brasileira do Pacto Global,

Em novembro será realizado o Foro Empresarial del Pacto Mundial em America Latina y el Caribe: Responsabilidad y Sostenibilidad. O Fórum tem o propósito de conhecer as atividades do Pacto Global na região e, para isso, oferece espaço para diálogo sobre os temas da agenda latinoamericana relacionados ao Pacto.

Em sua segunda edição, o Fórum realizará a exposição de práticas de referência da região relacionadas aos Princípios 7, 8 e 9 (Meio Ambiente) e ao Princípio 10 (Anticorrupção) do Pacto Global. Assim, o Centro Regional do Pacto Global convida as empresas latinoamericanas a enviarem cases relacionados às temáticas Meio Ambiente e Anticorrupção.

Para a participar é necessário enviar uma breve descrição da iniciativa (máximo 10 linhas), acompanhada da resposta à pergunta “Por que esta é uma prática de referência na América Latina?”. Também devem ser enviados os dados do representante que apresentará o case caso ele seja selecionado. Pedimos aos interessados que enviem a candidatura para o e-mail pacto.global@undp.org até o dia 30 de setembro (no dia 01/10 se iniciará a avaliação dos cases, conforme informado no anexo).

Em caso de dúvidas, ficamos ao dispor para esclarecê-las pelo e-mail pacto.global@undp.org. Maiores informações sobre o Fórum e como participar estão disponíveis em anexo.

Com nossas cordiais saudações,

Secretaria Executiva  
Rede Brasileira do Pacto Global


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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Triângulo de Poder e as campanhas eleitorais



A maioria dos candidatos a cargos majoritários de representação e administração democrática criam suas estratégias mais próximas com o tesoureiro e o chefe da campanha. Naturalmente esse triângulo gera relações que depois se refletirão na forma de agir dos eleitos.
Num país em que a vida do político depende de dinheiro privado, agradar quem tem fortunas ou sabe montar esquemas é vital.
Nosso sistema Frankenstein é uma mistura que esconde o custo público, tem pouca transparência e facilmente ultrapassa os limites declarados, principalmente nas campanhas eleitorais mais cobiçadas.
As regras de mídia dos partidos centram em emissoras que depois descontam do Imposto de Renda (Decreto garante dedução do imposto de renda para emissoras obrigadas a exibir propaganda, 2012) o valor do tempo gasto. A duração do uso das telinhas é definida não raramente por candidatos eleitos por votos de legenda dados a um mais charmoso. Transformou-se em moeda de troca dos partidos. Vemos as alianças mais esdrúxulas possíveis para a conquista de alguns segundos de tempo de TV. A qualidade da propaganda depende de pesquisas e marqueteiros etc., o resultado será função de dinheiro, muito dinheiro.
Esse afunilamento obriga o cidadão brasileiro, que pretenda ocupar um cargo eletivo no Poder Legislativo ou Executivo, a se submeter a regras não escritas de bajulação a seres superiores, a quem entrega sua alma.
Estamos vendo alguns casos complexos que se extraviaram criminosamente das leis brasileiras, como é o Mensalão e o que existiu em torno de Carlos Cachoeira.
Os escândalos em todos os níveis da administração, dos municípios à União, estão levando muitos brasileiros a um processo de rejeição da Política, o que é péssimo, pois justamente as pessoas mais preparadas tecnicamente e eticamente são aquelas que fazem falta nos Palácios em qualquer democracia.
Felizmente a Ciência e a Indústria podem viabilizar alternativas. Mais cedo ou tarde a democracia representativa poderá ser direta e os governos fiscalizados de inúmeras maneiras. A internet, os computadores, as telecomunicações, a ciência em torno do processamento de dados, aumentando a confiabilidade e aprimorando facilidades darão oportunidade a qualquer cidadão de votar regularmente em leis que produzirá sem intermediários, exceto o de filtragens constitucionais e de avaliações sucessivas.
Com tantas emissoras “educativas” e dedicadas aos poderes legislativos (que o contribuinte paga) existe a possibilidade de dedicação de parte do tempo delas, diariamente, independentemente de eleições, aos candidatos e partidos políticos fazerem seu proselitismo. Teriam audiência? Isso é problema da qualidade dos debates e personagens que usarem nesse tempo.
Mais ainda, temos leis em excesso. Para quê?
Qualquer lei automaticamente gera a necessidade de fiscalização, punições, burocracia etc. O Brasil transformou-se num paquiderme tecnocrático e burocratizado. Compensou proibir tanto e criar tantas regras? A racionalização de nossas leis, decretos, normas, regulamentos etc. é uma imposição para se reduzir o custo Brasil para empresas e todos os nossos compatriotas.
Logo após a promulgação da Constituição Federal houve a necessidade, durante alguns anos, de discussão e criação de leis regulamentando nossa Carta Maior, mal feita e exageradamente grande e centralizadora na União (um absurdo). Agora o que falta é a racionalização do que foi estabelecido e isso nunca acontecerá a partir de representantes, é trabalho para um processo de Democracia Direta.
E o triângulo amoroso do Poder?
Esse deixará de ser tão significativo se, mantendo-se a democracia representativa (conservando-se a intermediação de parlamentares) tivermos o financiamento público de campanhas, campanhas que poderiam ser permanentes via rádios e emissoras de TV dedicadas à Política, liberando as emissoras convencionais para alugarem seus tempos de horário nobre a patrocinadores comerciais e industriais que pretendam propagandear seus produtos e serviços.
O suplício do candidato cavoucando dinheiro que gastará no pagamento de marqueteiros, cabos eleitorais, filmagens etc. será reduzido se todos se submeterem a plenários cibernéticos dedicados à discussão política. A Democracia Direta é nossa esperança, é quase uma utopia, contudo, pois do jeito que está “tá morto de bom” para os grandes grupos de poder.
Vamos para mais uma eleição, nada mais importante, pois, dado o cenário atual, do que conhecer e avaliar os parceiros estratégicos dos candidatos...

Cascaes
16.9.2012
Brasil, A. (20 de 8 de 2012). Decreto garante dedução do imposto de renda para emissoras obrigadas a exibir propaganda. Fonte: em.com.br ESTADO DE MINAS: http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/eleicoes/eleicoes-bhregiao/2012/08/20/noticias_internas_eleicoes,312775/decreto-garante-deducao-do-imposto-de-renda-para-emissoras-obrigadas-a-exibir-propaganda.shtml


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Uma Semana da Pátria para sempre



Finalmente podemos comemorar uma Semana da Pátria relevante, positiva e com destaques que merecem respeito.
Nesses dois últimos anos constatamos que, a despeito de todos os preconceitos, elegemos uma Presidente da República que sabe governar.
O povo brasileiro pressiona para que sua lei, formada dentro de um processo de Democracia Direta, votando via internet, a Lei da Ficha Limpa, vigore em sua plenitude e o Poder Judiciário vai tomando consciência de suas falhas, corrigindo-as gradativamente graças ao CNJ e agora, de forma esplendorosa, julgando os acusados pelos inquéritos do Mensalão.
O Brasil finalmente vive um período de redução de juros e impostos, apesar de recaídas inacreditáveis, como a aplicação de algumas leis estranhas, mal feitas, provocadoras e inibidoras do que nosso país mais necessita: gente empreendedora e capaz de gerar postos de trabalho produtivos.
Entre tudo o que acontece o mais importante em termos de organização de qualquer estado é a qualidade do Poder Judiciário. Vivíamos uma expectativa negativa que agora parece mudar. Precisamos de julgamentos eficazes e nossas leis, pela fragilidade delas, carecem do amparo da inteligência, competência e honestidade de nossos juízes. De forma surpreendente vimos a Dra. Eliana Calmon enfrentando palacianos poderosos e agora os primeiros grandes resultados criados pelas análises e pressões populares com o julgamento do Mensalão. Parabéns ao STF.
É importante registrar que esquemas tipo mensalão parecem existir por todo lado e em todos os níveis. Talvez agora todos tomem mais cuidados, pois o STF está enquadrando corruptores e corruptos ou simplesmente políticos que aprenderam com seus mestres a arte de cooptar e cobrar favores. Quem sabe, descrentes da natureza humana, simplesmente abandonaram ideais que em algum tempo de suas vidas foram significativos e capazes de levá-los a atos extremos.
Pátria, uma figura bem explicada nos livros de Eric Hobsbawm e resumida em (Chauí, 2000), é um mito necessário à organização do Estado num cenário de competições ferozes. A sobrevivência de qualquer comunidade depende de união e propósitos comuns, mais ainda quando nela encontramos centenas de nações unidas e formando um país de dimensões geográficas continentais.
O ser humano é bem definido por inúmeros pensadores, sociólogos, psicólogos e estudiosos em geral. Não mudará substancialmente com religiões e ideologias, precisando permanentemente de educação e mitos para conviver com seus semelhantes de maneira harmoniosa. Assim leis inteligentes e um Poder Judiciário com credibilidade são essenciais à manutenção do Brasil com seus desafios colossais, entre eles o resgate de uma enorme população marginalizada.
A Semana da Pátria ganha sentido quando temos orgulho de onde nascemos. Para isso nossos grandes líderes devem ser e ter boa imagem, estarem acima de qualquer suspeita. A sensação que tínhamos era a de que os deuses do Olimpo poderiam fazer o que bem entendessem... Agora eles próprios devem imaginar que o foro privilegiado é um beco sem saída, recorrer a quem?
É triste ver pessoas que poderiam estar noutra situação serem condenadas e humilhadas. Infelizmente precisamos de ações dessa espécie para inibir crimes e delitos semelhantes.
A Semana da Pátria agora pode ser festejada, ganhou significado.

Cascaes
5.9.2012

Chauí, M. (2000). Brasil, Mito fundador e sociedade autoritária. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo.

domingo, 2 de setembro de 2012

A moralização do processo político


A moralização do processo político
Uma postura que precisa ser corrigida é a de aceitação de nossas leis. Nossa democracia não é imune a defeitos que descobrimos até em nações desenvolvidas do “Primeiro Mundo”, mas o deboche das cortes existentes em relação ao povo em geral atingiu níveis extremos, colocando em dúvida nossas instituições mais sagradas.
Um país com dimensões continentais e diversidade enorme precisa ter um povo unido, um mito de existência. A crença na liberdade, na democracia e nos três poderes da República é algo que pode unir ou fragmentar o Brasil, se o seu povo perder esperanças.
Infelizmente diante de desafios de moralização algumas lideranças e ocupantes de cargos que deveriam estar acima de qualquer suspeita cometeram deslizes inacreditáveis ao longo desses últimos anos. A desesperança tomou conta de nossas convicções, levando-nos a imaginar soluções ou simplesmente esquecer o que acontece entre um escândalo e outro.
Parece que estamos mudando, que vamos a partir do julgamento do Mensalão ter um novo Brasil. Essa é a visão de especialistas e de brasileiros em geral, descobrindo que os donos do poder podem sentar no banco dos réus e, apesar de gastarem muito com advogados de primeira linha, receberem sentenças que deverão inibir fatos semelhantes na União, estados e municípios. Cria-se jurisprudência e aumenta tremendamente a fé no Poder Judiciário.
É triste ver pessoas que pareciam ser capazes de bom governo serem condenadas dessa forma, mas erraram feio e agora merecem o que ouvem.
Com certeza estamos longe dos principais líderes. O poder de alguns assusta e recomenda um processo que esperamos vir a ser gradativo, varrendo para detrás das grades os maiores responsáveis, ou, pelo menos, vacinando o povo contra a demagogia que distraia nossa gente.
O mensalão é apenas um dos muitos casos a serem analisados com profundidade, se não pelo Poder Judiciário, teremos nas próximas décadas tempo para explicar muita coisa com dados e fatos ao longo de nossa história recente.
A sensação é que o Brasil foi mobilizado para desviar a atenção de todos e facilitar articulações. Greves inexplicáveis causam um prejuízo colossal ao país, é o preço dessa revolução ética que o STF promove.
Corruptores e corrompidos precisam perder poder. Há muito a ser feito, principalmente na inibição de atos ilícitos a partir dos verdadeiros poderosos da nação, escondidos em seus gabinetes longe de Brasília. Na política é urgente o financiamento público, explícito e transparente de campanhas e a reforma do processo eleitoral, talvez adotando pouco a pouco a democracia direta, sem intermediários.
Estamos ganhando fé no Brasil por sentenças, votos e estratégias do STF. Esse processo de tratamento intensivo marcará a história do Brasil e servirá de exemplo a muitas nações que tendem acintosamente para comportamentos estranhos. Se o Brasil tiver capacidade de servir de modelo para a América Latina muitos “Hermanos” devem estar comparando atitudes e talvez iniciando um processo de reversão do desmonte da democracia em seus países...
A grande mensagem é que num país democrático e livre ninguém está acima das leis aprovadas regularmente. As estratégias de criação de brasileiros acima da lei esbarraram na Procuradoria Geral da União e no STF, ufa!
Cascaes
30.8.2012

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

ORIDES MEZZAROBA CRITICA O PAPEL DA JUSTIÇA NAS ELEIÇÕES

ORIDES MEZZAROBA CRITICA O PAPEL DA JUSTIÇA NAS ELEIÇÕES O professor e doutor de direito eleitoral e partidário da UFSC Orides Mezzaroba criticou o papel da Justiça no processo eleitoral, que segundo ele reduz a participação popular e a consolidação da democracia no país. A Justiça interfere na vida dos partidos e por consequências da sociedade, fruto do comportamento apreendido no período militar de controle dos partidos e para para impedir a democratização do país, afirma Mezzaroba. Veja a entrevista: http://www.youtube.com/watch?v=II91HinRycg TV Floripa - Canal 4 NET Florianópolis Dica do amigo GS

domingo, 26 de agosto de 2012

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

COPA, OLIMPÍADAS E ELEIÇÕES: QUAL É O LEGADO PARA A SUA CIDADE?


COMUNICADO
Adiamento do Encontro com Candidatos em Curitiba 20/08
Prezados
No intuito de garantir uma melhor mobilização e participação da sociedade civil e
manter a mesma repercussão na mídia obtida nos eventos realizados nas demais
cidades já visitadas, os organizadores nacionais do encontro ‘COPA, OLIMPÍADAS E
ELEIÇÕES: QUAL É O LEGADO PARA A SUA CIDADE?”, optaram por adiar o evento
previsto para o dia 20 de agosto, em Curitiba, para o dia 11 de setembro, às 9h30, em
local a ser informado posteriormente.
Pedimos desculpas pelo transtorno causado e permanecemos à disposição para
esclarecer eventuais dúvidas.
Atenciosamente,
Atletas pela Cidadania
Victor Barau (11) 30377112
Instituto Ethos - Jogos Limpos
Felipe Saboya (11) 38972400
Rede Brasileira de Cidades Justas e Sustentáveis
Zuleica Goulart (11) 3894.2400

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Comitê 9840 - reunião - terça-feira, dia 14/08, às 17h00, na sede da OAB/PR


O Comitê 9840 tem a satisfação de convidar esta entidade para a reunião que será realizada na próxima terça-feira, dia 14/08às 17h00, na sede da OAB/PR, na Rua Brasilino Moura, 253 – Ahú, na qual serão apresentadas as ações que vem sendo colocadas em prática, bem como discutir nossos próximos passos.

Entre outros pontos, destacamos está o lançamento do disk denúncia e do sítio eletrônico do comitê, além disso nas próximas semanas iremos promover reuniões com os candidatos a prefeito de Curitiba, eventos para os quais alguns dos principais concorrentes já confirmaram presença.

Contamos com sua presença e com suas sugestões, fundamentais para o sucesso da nossa iniciativa.


Atenciosamente,

Comitê 9840 de Curitiba e Região Metropolitana.
Coordenador
César Augusto Moreno  

domingo, 12 de agosto de 2012

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Campanhas políticas e a legislação


Debates políticos e o eleitor
Nossos hábitos ultramarinos levam-nos a criar regras e leis gerais para se evitar pecados individuais. Qualquer contrariedade de algum chefe se transforma em norma para todos. A cultura brasileira, aliás, do ser humano em geral, valoriza rituais, padrões, carimbos etc. e despreza a essência dos fatos e comportamentos, levando à criação de leis, decretos, regulamentos, normas etc. que ao final acabam causando mais prejuízos do que benefícios. Afinal quem tem poder sabe usar tudo isso a seu favor e essa parafernália legal desaba sobre o cidadão comum.
As leis eleitorais intrigam, são feitas a favor de quem?
As campanhas eleitorais no Brasil poderão convergir para uma rigidez cadavérica e de pouco valor. Conhecer os candidatos, apesar de tantos recursos de comunicação existentes, é difícil e um bom exemplo disso são os debates, pouco elucidativos, pois detalhes importantes não podem aparecer, como seria o caso se ao contrário de moderadores tivéssemos apenas um juiz para evitar agressões físicas (queremos um ringue televisivo para lutas de planos, ideias, propostas etc. e também para avaliações recíprocas). Para os casos de injúria e calúnia bastaria existir um tribunal especial que julgasse de imediato o que fosse dito.
A realidade é que votamos sem saber detalhes eventualmente importantes, que deveriam aparecer durante o processo eleitoral.
E os debates entre os candidatos ao cargo de vice-prefeito? São importantes.
Quando o prefeito disputa reeleição é quase certo que na próxima eleição, se for bem sucedido nas disputas internas do seu partido, estará pleiteando um cargo que lhe garanta mais quatro ou oito anos de mandato. Isso transforma o companheiro de chapa em um cidadão que deverá governar a cidade por dois ou seis anos. Quem são eles?
O desconhecimento é ampliado estratosfericamente na disputa para a Câmara de Vereadores.
De nossos eleitores as pesquisas, por sua vez, poderiam ser mais eficazes classificando os brasileiros por um conjunto de características. Qualificá-los pelo nível de renda é um reducionismo (para usar a afetação acadêmica) exasperante. Cidade a cidade seria importante conhecer melhor seus cidadãos. Institutos de pesquisa mais maduros poderiam organizar suas consultas sobre detalhes mais completos, o que talvez façam e não divulguem para a “plebe”. Quem perde com isso é a imprensa comum quando usa como indicadores o que temos de conhecimento geral, dando a falsa impressão de que limites de renda, por exemplo, indiquem grau de educação política e competência técnica para distinguir um candidato de outro qualquer.
Analistas e formadores de opinião precisam ter cuidado. Os riscos de comentários qualificativos mergulham inclusive na avaliação de administrações passadas, extremamente diversas não só pela composição das equipes que administraram as cidades quanto pelos cenários sócio econômicos, detalhes que variaram tremendamente em nosso país ao longo do século vinte e início do atual (vinte e um).
Estamos por enquanto mais na fase de vigilância às regras do jogo político. Seria fundamental podermos contar com avaliações técnicas e culturais dos candidatos, algo que algumas entidades começam a levar a sério, ótimo! Parabéns ao trabalho do Jornal Gazeta do Povo (Paraná) com seu portal http://www.gazetadopovo.com.br/votoconsciente , sempre insistindo na educação política de nosso povo.
Devemos evitar equívocos que entronizem mensaleiros, estamos vendo a força de cachoeiras e bases mal construídas. A corrupção no Brasil atingiu um patamar absurdo. Para reduzi-la o primeiro passo é eleger prefeitos e vereadores honestos, se possível... A competência técnica não pode ser desprezada assim como a capacidade política e administrativa em geral. Não é pouco e tantas avaliações mereceriam maior exposição dos candidatos, quem sabe usando as famosas TVs e rádios denominadas “educativas” em tempo integral para apresentação maior e melhor dos candidatos, afinal é o contribuinte que mantém essas emissoras.
Carecemos de educação política, uma tragédia brasileira! Educar para votar com uma base ampla e objetiva é um tremendo desafio. Os resultados de nossa ignorância não param de aparecer em escândalos inacreditáveis.
Cascaes
5.8.2012

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Aprovação e composição do Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral

Ponderações sobre a Democracia e a Política

Encerramento de reunião de criação do Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral

Mais de 60 entidades da sociedade civil organizada estiveram representadas numa reunião, nesta quinta-feira (2), na OAB Paraná, para criar o Comitê 9840 de Combate à Corrupção Eleitoral. Com atuação em Curitiba e na Região Metropolitana, o comitê receberá denúncias de cidadãos contra candidatos que estejam violando a legislação eleitoral. http://www.oabpr.com.br/noticias.php?idNoticia=15931

sábado, 30 de junho de 2012

Convite Observatório Social

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Promova a Reforma Política: doe uma charge ou desenho para divulgar o projeto de iniciativa popular



De: Armando
Enviada em: segunda-feira, 18 de junho de 2012 10:37
Assunto: Promova a Reforma Política: doe uma charge ou desenho para divulgar o projeto de iniciativa popular ***

Para quem sabe desenhar...
*DOE UMA CHARGE*

*Promova a Reforma Política: doe uma charge ou desenho para divulgar
o projeto de iniciativa popular***

Junte-se aos movimentos sociais que se mobilizam por uma Reforma do
Sistema Político. Uma reforma ampla, popular, democrática e que
possibilite a participação da população nas decisões políticas e não
apenas nos momentos eleitorais. Queremos uma nova forma de se pensar
e fazer política. Estamos convidando você a entrar nesta Campanha,
doando uma charge ou desenho sobre um dos seguintes temas:

- Financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais;
- Ampliação e fortalecimento dos mecanismos de democracia direta;
- Combate à corrupção e fim dos privilégios e da impunidade.
- Ampliação da representação de mulheres, da população negra e
indígenas e de outros grupos subrepresentados no Poder Legislativo;

Leia mais
<
http://www.inesc.org.br/noticias/biblioteca/publicacoes/textos-para-discussao/termo-de-doacao/at_download/file>Documento
em PDF

Leia Mais
<
http://www.inesc.org.br/noticias/biblioteca/publicacoes/textos-para-discussao/doe-uma-charge-word/at_download/file>Documento
em Word


sábado, 9 de junho de 2012

sábado, 2 de junho de 2012

Democracia e seus líderes



A sucessão de escândalos, que parece interminável e assustadora cria rejeições à democracia, é algo extremamente perigoso. O ser humano é o que é (Nietzsche) e o resultado disso é a dimensão dos problemas que só agora descobrimos graças às facilidades de comunicação e investigação.
O que precisa ser entendido, explicado, repetido e enfatizado é que estamos na infância da vida democrática na humanidade após uma eternidade de vivência em sistemas onde as arbitrariedades eram consideradas virtudes quando praticadas pelos donos do poder. No Brasil, por efeito de sua história, esse problema é evidente. A Monarquia garantiu territórios, mas consolidou sentimentos aristocráticos. Se alguém duvida disso bastaria a simples leitura do livro (Mauá - Empresário do Império) para ver a reação da Corte e do Imperador ao sucesso desse empresário, quando iniciou sua estrada de ferro no Brasil.
A corrupção era rotina e escapar dos impostos algo natural, vício que persiste até nossos dias. O livro (Saga Brasileira) relata bem como era a utilização de “empréstimos” do Banco do Brasil antes do ordenamento que veio de forma dolorosa a partir da crise econômica que explodiu sobre nós na década de oitenta do século passado.
Corrupção tornou-se palavra proibida nos tempos de censura, e foram muitos desde a proclamação da República, agora, contudo, é comum graças à liberdade de comunicação e à enormidade dos meios de comunicação.
Estamos assustados, não com o tipo de notícia de fatos que existiram no Brasil diversas vezes, desde as pressões sobre o Poder Judiciário até as mais sórdidas formas de cooptação, formação de quadrilha, etc., o que preocupa é a dimensão de dois escândalos (Mensalão e Cachoeira) e comportamentos inacreditáveis de líderes nacionais, antes tão empolgados em lutas contra os poderosos de plantão.
A vacina, o remédio contra e para crimes do cidadão, corporações e políticos deve ser submeter-se a leis e processos existentes e possíveis ou processos revolucionários. Para o Brasil e brasileiros seria um desastre inimaginável a ruptura da ordem institucional de forma violenta. Temos que ter paciência e acreditar na Democracia e na Educação Cívica.
Obviamente é muito pouco provável que os adultos atuais mudem algo de forma significativa, nasceram e cresceram imersos na contracultura política e social. Felizmente, entretanto, a vida se renova e os jovens sempre fazem a diferença, em todos os sentidos.
A liberdade imensa da garotada atual assim como as facilidades de informação e hipóteses de insegurança num mundo imprevisível criam condições para mudanças significativas, quais? Só tempo dirá.
O fundamental é compreender que muita coisa mudará. As futuras gerações de seres humanos, no mundo inteiro, encontrarão ambientes extremamente diferentes daqueles de seus avós, bisavós e até de seus pais.
O Brasil, que talvez escape dos piores efeitos da crise econômica atual, se não se desmanchar por efeito de ONGs internacionais e pressões inibidoras de seu desenvolvimento, será um país forte e capaz de tirar proveito de tudo o que a natureza lhe proporciona.
O fundamental é esfriar a cabeça e encarar as doenças políticas como sintomas de gripes, que chegam, prostram, dão febres e passam. Obviamente algumas são fatais, mas talvez já estejamos vacinados contra as piores epidemias.
Nossa esperança é a renovação, novos líderes e muita fé no futuro do Brasil.

Cascaes
29.5.2012
Caldeira, J. (s.d.). Mauá - Empresário do Império. Companhia das Letras.
Leitão, M. (s.d.). Saga Brasileira. Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2011/07/saga-brasileira.html
Nietzsche, F. (s.d.). Humano, Demasiado Humano (2 ed.). (A. C. Braga, Trad.) escala.


Elos perdidos e a administração pública



O bom planejamento de um anteprojeto, projeto executivo, canteiro de obras, execução do projeto, especificação, eleição de soluções, monitoramento de equipamentos e instalações antes, durante e depois das obras, comissionamento, planejamento da manutenção, realização contínua de serviços de recuperação, avaliação de riscos, formação de equipes, oficinas etc. requer competência técnica que parece inexistir no Brasil. É até assustador saber que imensas obras estão em execução, e a fiscalização? Auditorias técnicas? Equipes operacionais? Que tipos de acidentes poderemos ter? O desmonte de grandes empresas nacionais estatais e não estatais demoliu inclusive boas escolas. Para sobreviverem muitas delas partiram para cursos oportunistas, deixando de formar profissionais com base sólida, necessária e suficiente ao pretendemos ter e ser.
A capacidade de tração de um cabo, corrente, fio, barbante etc. é função do seu ponto ou trecho mais fraco. Numa corrente, um segmento frágil irá romper-se quando sua capacidade limite for atingida. Empresas quebram, estruturas se desmancham e governos se desmoralizam quando uma de suas unidades desaba ou demonstra incapacidades inaceitáveis.
Com certeza a principal vítima, no caso da administração pública, é o povo, o eleitor, o contribuinte e dependentes de sistemas de educação, saúde, segurança, transporte, energia, saneamento básico etc.
Perdemos sensibilidade na corrente da administração técnica, principalmente (menos visível pelo cidadão comum) viabilizando todo tipo de acerto de contas e parcerias. Pior ainda, vendo que tudo o que existe é feito e refeito sob os nossos olhos sem que se questione a qualidade, a operação, a vida útil, normas técnicas e assim por diante vale tudo.
Parece que o asfalto, por exemplo, dura apenas o intervalo entre duas eleições.
A sensação é a de não existir no Brasil sensibilidade para a qualidade da manutenção da infraestrutura existente, menos ainda para eventuais padrões até registrados em editais, mas...
Talvez o crescimento excessivamente acelerado das capitais de estado e do Distrito federal tenha desviado o foco de atenção dos eleitores e eleitos para lançamentos de novos projetos (principalmente aqueles mais bonitos, visíveis), desprezando os existentes. O político é por excelência uma pessoa sensível aos desejos de seus eleitores e companheiros (de toda espécie) e sabe mais do que ninguém que a pior situação é a do candidato derrotado. Se para ganhar voto vale perfumaria, que se dê vasos de aromatizantes.
Filósofos e teóricos da política e do comportamento humano não são otimistas e em seus livros encontraremos inúmeras manifestações negativas sobre a inteligência e o comportamento humano. Cientistas sociais podem explicar e a realidade demonstra que normalmente formamos uma cúpula política que desancamos, mas que assim age principalmente porque seus apoiadores a empurraram para o comportamento que vemos e teoricamente reprovamos.
Em nosso Brasil legiferante descobrimos uma enxurrada de sugestões de leis, quando, talvez, a simplicidade e racionalização das existentes fosse a mais eficaz e urgente providência. Afinal, é difícil até cumprir os apenas “Dez mandamentos”... Um bom exemplo de controle é a atuação da Polícia Federal (Ministério da Justiça) colhendo informações que demonstrem atos dolosos e formulando denúncias inequívocas da má fé de criminosos que merecem a atenção desta corporação após denúncias e solicitações de inquérito.
Se a questão “honestidade” ganha força, principalmente em consequência da liberdade de imprensa, o bom governo está longe de existir no Brasil, fundamentalmente por omissão em responsabilidades básicas como manter serviços e programas existentes.
Dentro de nossa especialização (Engenharia) vemos e registramos situações absurdas.
O desrespeito pela gerência técnica e própria a engenheiros e arquitetos é um espanto, plagiando Jô Soares.
Nesta área vimos e ouvimos palestras desesperadas de especialistas mostrando e demonstrando o abandono da Engenharia no Brasil [ (Ponderações Engenheirais), (Engenharia - Economia - Educação e Brasil), (A formação do Engenheiro e ser Engenheiro)]. A adoção ingênua dos critérios ditados pelo (Consenso de Washington), a insensibilidade em relação à importância da boa gerência técnica, burocracia e “leis modernas” mais a corrupção deram ao Brasil um custo absurdo que agora depende de benesses fiscais para competir com o resto do mundo na eterna guerra comercial, que ficou mascarada pelo sucesso da agroindústria no Brasil e na proteção incrível a montadoras de veículos automotivos, dando-nos, assim, uma sensação de sucesso que começa a mostrar um custo elevado (Uma crítica oportuna e decisões de governo que preocupam - prioridades?) nesses tempos de mensalões, marolas e cachoeiras.
O comportamento político de qualquer povo só tem uma solução definitiva, estruturar um bom sistema de educação cívica. Para isso, contudo, devemos ter professores bem preparados, com salários atraentes para a profissão que adotaram e permanentemente apoiados para o bom exercício da nobre missão escolhida, acima de tudo aqueles dedicados ao ensino fundamental e ao básico. O universitário deveria ser revisto radicalmente para se ajustar às demandas existentes e ter acessibilidade real a todos, destacando-se aí o potencial fantástico do EAD (Ensino e literatura século 21).
No gerenciamento técnico de cidades, estados e da União de alguma forma deveriam se descolar do ambiente político, onde o fundamental seria a organização institucional e a definição de rumos e prioridades.
O ato de governar é um desafio complexo e deveria valorizar boas equipes, ou melhor, formá-las e aprimorá-las e não simplesmente desperdiçá-las em análises contábeis. Qualquer empresa, repartição pública, estatal etc. precisa de base e cultura técnica para sobreviver e evoluir com bons padrões técnicos e culturais, corporativos.
O desastre da humanidade nesses tempos neoliberais tem sido pensar exclusivamente em lucros e acionistas, demagogia e oportunismo eleitoreiro, irresponsabilidade técnica, afinal.
Precisamos, portanto, de estabilidade técnica para a existência de bons padrões de Engenharia, tema que podemos discorrer longamente após algumas décadas de experiência e base até familiar para entender o que vemos nas escolas, por exemplo. É impressionante o que descobrimos [ (PROJETO LIBERDADE EM AÇÃO – VILA LIBERDADE, ANA MARIA E NOVA ESPERANÇA), (Mirante da Educação)] e a partir daí até entender a dificuldade de colocar na cabeça dos adultos recentes o que significa acessibilidade, segurança, civilidade.
Quando percebemos que em colégios novos “esqueceram” de completar as obras, que crianças são colocadas em prédios improvisados, que falta segurança e manutenção adequada em locais onde alunos e professores passam o tempo dedicado à formação e à educação de nossa juventude em escolas públicas entendemos o caos social em que nos encontramos.
Cascaes
23.5.2012

Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Ensino e literatura século 21: http://ensino-e-literatura.blogspot.com/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Mirante da Educação: http://mirante-da-educacao.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Ponderações Engenheirais: http://pensando-na-engenharia.blogspot.com/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Engenharia - Economia - Educação e Brasil: http://economia-engenharia-e-brasil.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: A formação do Engenheiro e ser Engenheiro: http://aprender-e-ser-engenheiro.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). PROJETO LIBERDADE EM AÇÃO – VILA LIBERDADE, ANA MARIA E NOVA ESPERANÇA. Fonte: PROJETO LIBERDADE EM AÇÃO – VILA LIBERDADE, ANA MARIA E NOVA ESPERANÇA: http://projetoliberdadeemcolombo.blogspot.com.br/
Leitão, M. (s.d.). Uma crítica oportuna e decisões de governo que preocupam - prioridades? Fonte: Mirante da Sustentabilidade e Meio Ambiente: http://mirantedefesacivil.blogspot.com.br/2012/05/uma-critica-oportuna-e-decisoes-de.html
Wikipédia. (s.d.). Fonte: Consenso de Washington: http://pt.wikipedia.org/wiki/Consenso_de_Washington


terça-feira, 22 de maio de 2012

sábado, 19 de maio de 2012

Transparência Total

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Os “enlatados” importados e conveniências nacionais - qualidade e acessibilidade


Os “enlatados” importados e conveniências nacionais  - qualidade e acessibilidade
A importância da televisão é imensa, criando comportamentos e formulando posicionamentos técnicos, políticos e sociais. Essa amplitude obriga-nos a ficar atentos à programação das TVs, pois são autênticas salas de aula instaladas em nossas residências.
Queremos, também, poder ver bons programas e entender o que dizem. Esse desafio, além da formação que tivermos, depende de nossa acuidade sensorial e intelectual. Para isso o congresso formulou leis e o Governo Federal editou decretos, normas, regulamentos e até programas que raramente são respeitados, principalmente pelas emissoras privadas.
Pior ainda, sentimos que procuram escapar de suas obrigações. O deficiente sensorial e os idosos são as principais vítimas dessa discriminação, pois dependem de uma soma de recursos para entender o que se transmite. Para o surdo, além da inexistência de intérprete LIBRAS agora parece haver um esforço para eliminar legendas (as emissoras de televisão por assinatura, querem aumentar o número de programas dublados; eu pergunto: e os deficientes auditivos?, 2012).
Estivemos na Reatech neste ano e algo que nos chamou a atenção foi a facilidade com que um especialista, usando seu notebook e datashow, transformava em palavras o que o palestrante falava, assim como a posição errada da intérprete LIBRAS em relação ao palestrante, luzes, telas etc. (Cascaes, Tecnologia Assistiva, 2012). Filmando optamos pela intérprete, o que foi lamentável , pois perdemos parte da exposição dos palestrantes.
Em seminários, audiências públicas, palestras de promovidas por entidades importantes etc. percebe-se facilmente o desprezo pelo deficiente auditivo e visual, sem tem recursos de TA são mal usados e não ainda reclamar, parece que ofendemos os organizadores quando sugerimos algo.
Se o problema é grave nesses encontros, é alarmante na programação das TVs a Cabo, parece que se esforçam para fugir a suas responsabilidades.
Uma questão que se mantém ao longo das décadas em que existimos é quando o povo brasileiro produzirá seus próprios filmes e programas com padrões originais e temas de interesse realmente nacionais. Mais ainda, será que algum dia nossas superpoderosas emissoras de TV respeitarão as leis de acessibilidade?
É constrangedor ver que pelo menos um grande sistema de TV a cabo prefere mostrar programas de roça dos EUA a filmes e reportagens do Brasil, sem legenda ou LIBRAS, quando muito dublados e mal legendados (gradativamente piores).  Os programas educativos, científicos de extrema qualidade vão dando lugar a filmes e reportagens de segunda ou terceira.
Sabemos que são poderosas, ou melhor, seus responsáveis exercem um poder gigantesco ao decidir que programação oferecerão. Sendo empresas privadas procuram maximizar lucros, mesmo que isso signifique degradar a formação dos brasileiros. Teriam feito parte de algum acordo de mídia e valorização de interesses impublicáveis? Os escândalos são tantos que até desconfiamos de que somos (idosos e/ou PcD) moeda de troca de conveniências...
O que surpreende é a opção pela exposição de programas tenebrosamente ruins, será que têm audiência ou são muito baratos ou pagos por grupos querendo fazer nossa cabeça?
Os enlatados, entretanto, além da qualidade duvidosa atendem interesses industriais estrangeiros, fabricantes de armas e comportamentos grosseiros. Vemos perplexos que espaços antes nobres viram janelas para gente medíocre mostrar seus poderes e pontarias.
Não queremos censura política, mas controle de qualidade seria algo extremamente desejável, ainda que perigoso. Afinal as emissoras de TV são concessionárias, ou seja, prestam serviços por delegação de nosso povo. Podemos até imaginar que exista uma simbiose perversa entre grupos ocultos (lembrando as “forças ocultas” de Jânio Quadros).
O que o cidadão comum deseja? A vontade dele, sendo mais ingênuo, é formada pela mídia e a “democratização” dos meios de comunicação será a satisfação do gosto popular. Ótimo para os mercadores de tempos de telinha quando isso une custos reduzidos e importação de hábitos e ideais dos gringos.
Existe uma compensação, a ausência de acessibilidade exclui da audiência quem não escuta bem (por exemplo), assim idosos com redução de audição e pessoas com deficiência auditiva gradativamente procuram outras formas de informação, cultura e lazer, ótimo!
O desagradável nisso tudo é a hipocrisia. Estamos agora na fase do escândalo “Carlinhos Cachoeira” e vemos programas nacionais mostrando e promovendo cassinos estrangeiros. Isso porque ainda não quiseram mostrar os caça níqueis flutuantes... Assim descobrimos reportagens intermináveis sobre diversos crimes e políticos e o desvelamento de forças ocultas há muito tempo... Quanto à jogatina, como disse esse indivíduo, é melhor para ele que o jogo continue sem liberação e regulamentação.
Brasileiros, devemos ser tema de muitas piadas, além das interferências escabrosas da FIFA num acordo que descobrimos a “conta gotas” criamos outras situações tragicômicas.
Aplaudimos estrondosamente as decisões do governo atual. Parece-nos que algumas delas valem sacrifícios intelectuais e morais, mas..., quantos?
O Brasil tornou-se uma tremenda maçã desejável por lobbies industriais e imperialistas, assim essas organizações de telecomunicações mostram programas visando a criação de climas de conflitos e divisões do Brasil. Tudo pode ser atribuído ao mais legítimo sentimento de amor pelo espaço vital, ecologia, coisas assim que ao longo da história recente justificaram guerras e divisões de continentes.
Temos uma tremenda cachoeira de indignações vendo a programação das TVs no Brasil.
Isso não é novidade. Em outros países grupos econômicos poderosos aprenderam a usar e abusar do direito de exploração da mídia televisiva. Aqui, entretanto, estamos vendo e cansando da má qualidade, inclusive, da propaganda dos sertões estrangeiros.
Até quando? Qual será o resultado da massificação da mediocridade?
Cascaes
14.5.2012

Cascaes, J. C. (14 de 5 de 2012). as emissoras de televisão por assinatura, querem aumentar o número de programas dublados; eu pergunto: e os deficientes auditivos? Fonte: O Deficiente Auditivo: http://surdosegentequeluta.blogspot.com.br/2012/05/as-emissoras-de-televisao-por.html
Cascaes, J. C. (14 de 4 de 2012). Tecnologia Assistiva. Fonte: Deficiente Auditivo: http://surdosegentequeluta.blogspot.com.br/2012/04/blog-post.html



sexta-feira, 11 de maio de 2012

A favor do bom jornalismo

terça-feira, 1 de maio de 2012