segunda-feira, 20 de agosto de 2012

COPA, OLIMPÍADAS E ELEIÇÕES: QUAL É O LEGADO PARA A SUA CIDADE?


COMUNICADO
Adiamento do Encontro com Candidatos em Curitiba 20/08
Prezados
No intuito de garantir uma melhor mobilização e participação da sociedade civil e
manter a mesma repercussão na mídia obtida nos eventos realizados nas demais
cidades já visitadas, os organizadores nacionais do encontro ‘COPA, OLIMPÍADAS E
ELEIÇÕES: QUAL É O LEGADO PARA A SUA CIDADE?”, optaram por adiar o evento
previsto para o dia 20 de agosto, em Curitiba, para o dia 11 de setembro, às 9h30, em
local a ser informado posteriormente.
Pedimos desculpas pelo transtorno causado e permanecemos à disposição para
esclarecer eventuais dúvidas.
Atenciosamente,
Atletas pela Cidadania
Victor Barau (11) 30377112
Instituto Ethos - Jogos Limpos
Felipe Saboya (11) 38972400
Rede Brasileira de Cidades Justas e Sustentáveis
Zuleica Goulart (11) 3894.2400

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Comitê 9840 - reunião - terça-feira, dia 14/08, às 17h00, na sede da OAB/PR


O Comitê 9840 tem a satisfação de convidar esta entidade para a reunião que será realizada na próxima terça-feira, dia 14/08às 17h00, na sede da OAB/PR, na Rua Brasilino Moura, 253 – Ahú, na qual serão apresentadas as ações que vem sendo colocadas em prática, bem como discutir nossos próximos passos.

Entre outros pontos, destacamos está o lançamento do disk denúncia e do sítio eletrônico do comitê, além disso nas próximas semanas iremos promover reuniões com os candidatos a prefeito de Curitiba, eventos para os quais alguns dos principais concorrentes já confirmaram presença.

Contamos com sua presença e com suas sugestões, fundamentais para o sucesso da nossa iniciativa.


Atenciosamente,

Comitê 9840 de Curitiba e Região Metropolitana.
Coordenador
César Augusto Moreno  

domingo, 12 de agosto de 2012

Paternidade e responsabilidades para pensar no Dia dos Pais

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Campanhas políticas e a legislação


Debates políticos e o eleitor
Nossos hábitos ultramarinos levam-nos a criar regras e leis gerais para se evitar pecados individuais. Qualquer contrariedade de algum chefe se transforma em norma para todos. A cultura brasileira, aliás, do ser humano em geral, valoriza rituais, padrões, carimbos etc. e despreza a essência dos fatos e comportamentos, levando à criação de leis, decretos, regulamentos, normas etc. que ao final acabam causando mais prejuízos do que benefícios. Afinal quem tem poder sabe usar tudo isso a seu favor e essa parafernália legal desaba sobre o cidadão comum.
As leis eleitorais intrigam, são feitas a favor de quem?
As campanhas eleitorais no Brasil poderão convergir para uma rigidez cadavérica e de pouco valor. Conhecer os candidatos, apesar de tantos recursos de comunicação existentes, é difícil e um bom exemplo disso são os debates, pouco elucidativos, pois detalhes importantes não podem aparecer, como seria o caso se ao contrário de moderadores tivéssemos apenas um juiz para evitar agressões físicas (queremos um ringue televisivo para lutas de planos, ideias, propostas etc. e também para avaliações recíprocas). Para os casos de injúria e calúnia bastaria existir um tribunal especial que julgasse de imediato o que fosse dito.
A realidade é que votamos sem saber detalhes eventualmente importantes, que deveriam aparecer durante o processo eleitoral.
E os debates entre os candidatos ao cargo de vice-prefeito? São importantes.
Quando o prefeito disputa reeleição é quase certo que na próxima eleição, se for bem sucedido nas disputas internas do seu partido, estará pleiteando um cargo que lhe garanta mais quatro ou oito anos de mandato. Isso transforma o companheiro de chapa em um cidadão que deverá governar a cidade por dois ou seis anos. Quem são eles?
O desconhecimento é ampliado estratosfericamente na disputa para a Câmara de Vereadores.
De nossos eleitores as pesquisas, por sua vez, poderiam ser mais eficazes classificando os brasileiros por um conjunto de características. Qualificá-los pelo nível de renda é um reducionismo (para usar a afetação acadêmica) exasperante. Cidade a cidade seria importante conhecer melhor seus cidadãos. Institutos de pesquisa mais maduros poderiam organizar suas consultas sobre detalhes mais completos, o que talvez façam e não divulguem para a “plebe”. Quem perde com isso é a imprensa comum quando usa como indicadores o que temos de conhecimento geral, dando a falsa impressão de que limites de renda, por exemplo, indiquem grau de educação política e competência técnica para distinguir um candidato de outro qualquer.
Analistas e formadores de opinião precisam ter cuidado. Os riscos de comentários qualificativos mergulham inclusive na avaliação de administrações passadas, extremamente diversas não só pela composição das equipes que administraram as cidades quanto pelos cenários sócio econômicos, detalhes que variaram tremendamente em nosso país ao longo do século vinte e início do atual (vinte e um).
Estamos por enquanto mais na fase de vigilância às regras do jogo político. Seria fundamental podermos contar com avaliações técnicas e culturais dos candidatos, algo que algumas entidades começam a levar a sério, ótimo! Parabéns ao trabalho do Jornal Gazeta do Povo (Paraná) com seu portal http://www.gazetadopovo.com.br/votoconsciente , sempre insistindo na educação política de nosso povo.
Devemos evitar equívocos que entronizem mensaleiros, estamos vendo a força de cachoeiras e bases mal construídas. A corrupção no Brasil atingiu um patamar absurdo. Para reduzi-la o primeiro passo é eleger prefeitos e vereadores honestos, se possível... A competência técnica não pode ser desprezada assim como a capacidade política e administrativa em geral. Não é pouco e tantas avaliações mereceriam maior exposição dos candidatos, quem sabe usando as famosas TVs e rádios denominadas “educativas” em tempo integral para apresentação maior e melhor dos candidatos, afinal é o contribuinte que mantém essas emissoras.
Carecemos de educação política, uma tragédia brasileira! Educar para votar com uma base ampla e objetiva é um tremendo desafio. Os resultados de nossa ignorância não param de aparecer em escândalos inacreditáveis.
Cascaes
5.8.2012

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Aprovação e composição do Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral

Ponderações sobre a Democracia e a Política

Encerramento de reunião de criação do Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral

Mais de 60 entidades da sociedade civil organizada estiveram representadas numa reunião, nesta quinta-feira (2), na OAB Paraná, para criar o Comitê 9840 de Combate à Corrupção Eleitoral. Com atuação em Curitiba e na Região Metropolitana, o comitê receberá denúncias de cidadãos contra candidatos que estejam violando a legislação eleitoral. http://www.oabpr.com.br/noticias.php?idNoticia=15931

sábado, 30 de junho de 2012

Convite Observatório Social

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Promova a Reforma Política: doe uma charge ou desenho para divulgar o projeto de iniciativa popular



De: Armando
Enviada em: segunda-feira, 18 de junho de 2012 10:37
Assunto: Promova a Reforma Política: doe uma charge ou desenho para divulgar o projeto de iniciativa popular ***

Para quem sabe desenhar...
*DOE UMA CHARGE*

*Promova a Reforma Política: doe uma charge ou desenho para divulgar
o projeto de iniciativa popular***

Junte-se aos movimentos sociais que se mobilizam por uma Reforma do
Sistema Político. Uma reforma ampla, popular, democrática e que
possibilite a participação da população nas decisões políticas e não
apenas nos momentos eleitorais. Queremos uma nova forma de se pensar
e fazer política. Estamos convidando você a entrar nesta Campanha,
doando uma charge ou desenho sobre um dos seguintes temas:

- Financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais;
- Ampliação e fortalecimento dos mecanismos de democracia direta;
- Combate à corrupção e fim dos privilégios e da impunidade.
- Ampliação da representação de mulheres, da população negra e
indígenas e de outros grupos subrepresentados no Poder Legislativo;

Leia mais
<
http://www.inesc.org.br/noticias/biblioteca/publicacoes/textos-para-discussao/termo-de-doacao/at_download/file>Documento
em PDF

Leia Mais
<
http://www.inesc.org.br/noticias/biblioteca/publicacoes/textos-para-discussao/doe-uma-charge-word/at_download/file>Documento
em Word


sábado, 9 de junho de 2012

sábado, 2 de junho de 2012

Democracia e seus líderes



A sucessão de escândalos, que parece interminável e assustadora cria rejeições à democracia, é algo extremamente perigoso. O ser humano é o que é (Nietzsche) e o resultado disso é a dimensão dos problemas que só agora descobrimos graças às facilidades de comunicação e investigação.
O que precisa ser entendido, explicado, repetido e enfatizado é que estamos na infância da vida democrática na humanidade após uma eternidade de vivência em sistemas onde as arbitrariedades eram consideradas virtudes quando praticadas pelos donos do poder. No Brasil, por efeito de sua história, esse problema é evidente. A Monarquia garantiu territórios, mas consolidou sentimentos aristocráticos. Se alguém duvida disso bastaria a simples leitura do livro (Mauá - Empresário do Império) para ver a reação da Corte e do Imperador ao sucesso desse empresário, quando iniciou sua estrada de ferro no Brasil.
A corrupção era rotina e escapar dos impostos algo natural, vício que persiste até nossos dias. O livro (Saga Brasileira) relata bem como era a utilização de “empréstimos” do Banco do Brasil antes do ordenamento que veio de forma dolorosa a partir da crise econômica que explodiu sobre nós na década de oitenta do século passado.
Corrupção tornou-se palavra proibida nos tempos de censura, e foram muitos desde a proclamação da República, agora, contudo, é comum graças à liberdade de comunicação e à enormidade dos meios de comunicação.
Estamos assustados, não com o tipo de notícia de fatos que existiram no Brasil diversas vezes, desde as pressões sobre o Poder Judiciário até as mais sórdidas formas de cooptação, formação de quadrilha, etc., o que preocupa é a dimensão de dois escândalos (Mensalão e Cachoeira) e comportamentos inacreditáveis de líderes nacionais, antes tão empolgados em lutas contra os poderosos de plantão.
A vacina, o remédio contra e para crimes do cidadão, corporações e políticos deve ser submeter-se a leis e processos existentes e possíveis ou processos revolucionários. Para o Brasil e brasileiros seria um desastre inimaginável a ruptura da ordem institucional de forma violenta. Temos que ter paciência e acreditar na Democracia e na Educação Cívica.
Obviamente é muito pouco provável que os adultos atuais mudem algo de forma significativa, nasceram e cresceram imersos na contracultura política e social. Felizmente, entretanto, a vida se renova e os jovens sempre fazem a diferença, em todos os sentidos.
A liberdade imensa da garotada atual assim como as facilidades de informação e hipóteses de insegurança num mundo imprevisível criam condições para mudanças significativas, quais? Só tempo dirá.
O fundamental é compreender que muita coisa mudará. As futuras gerações de seres humanos, no mundo inteiro, encontrarão ambientes extremamente diferentes daqueles de seus avós, bisavós e até de seus pais.
O Brasil, que talvez escape dos piores efeitos da crise econômica atual, se não se desmanchar por efeito de ONGs internacionais e pressões inibidoras de seu desenvolvimento, será um país forte e capaz de tirar proveito de tudo o que a natureza lhe proporciona.
O fundamental é esfriar a cabeça e encarar as doenças políticas como sintomas de gripes, que chegam, prostram, dão febres e passam. Obviamente algumas são fatais, mas talvez já estejamos vacinados contra as piores epidemias.
Nossa esperança é a renovação, novos líderes e muita fé no futuro do Brasil.

Cascaes
29.5.2012
Caldeira, J. (s.d.). Mauá - Empresário do Império. Companhia das Letras.
Leitão, M. (s.d.). Saga Brasileira. Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2011/07/saga-brasileira.html
Nietzsche, F. (s.d.). Humano, Demasiado Humano (2 ed.). (A. C. Braga, Trad.) escala.


Elos perdidos e a administração pública



O bom planejamento de um anteprojeto, projeto executivo, canteiro de obras, execução do projeto, especificação, eleição de soluções, monitoramento de equipamentos e instalações antes, durante e depois das obras, comissionamento, planejamento da manutenção, realização contínua de serviços de recuperação, avaliação de riscos, formação de equipes, oficinas etc. requer competência técnica que parece inexistir no Brasil. É até assustador saber que imensas obras estão em execução, e a fiscalização? Auditorias técnicas? Equipes operacionais? Que tipos de acidentes poderemos ter? O desmonte de grandes empresas nacionais estatais e não estatais demoliu inclusive boas escolas. Para sobreviverem muitas delas partiram para cursos oportunistas, deixando de formar profissionais com base sólida, necessária e suficiente ao pretendemos ter e ser.
A capacidade de tração de um cabo, corrente, fio, barbante etc. é função do seu ponto ou trecho mais fraco. Numa corrente, um segmento frágil irá romper-se quando sua capacidade limite for atingida. Empresas quebram, estruturas se desmancham e governos se desmoralizam quando uma de suas unidades desaba ou demonstra incapacidades inaceitáveis.
Com certeza a principal vítima, no caso da administração pública, é o povo, o eleitor, o contribuinte e dependentes de sistemas de educação, saúde, segurança, transporte, energia, saneamento básico etc.
Perdemos sensibilidade na corrente da administração técnica, principalmente (menos visível pelo cidadão comum) viabilizando todo tipo de acerto de contas e parcerias. Pior ainda, vendo que tudo o que existe é feito e refeito sob os nossos olhos sem que se questione a qualidade, a operação, a vida útil, normas técnicas e assim por diante vale tudo.
Parece que o asfalto, por exemplo, dura apenas o intervalo entre duas eleições.
A sensação é a de não existir no Brasil sensibilidade para a qualidade da manutenção da infraestrutura existente, menos ainda para eventuais padrões até registrados em editais, mas...
Talvez o crescimento excessivamente acelerado das capitais de estado e do Distrito federal tenha desviado o foco de atenção dos eleitores e eleitos para lançamentos de novos projetos (principalmente aqueles mais bonitos, visíveis), desprezando os existentes. O político é por excelência uma pessoa sensível aos desejos de seus eleitores e companheiros (de toda espécie) e sabe mais do que ninguém que a pior situação é a do candidato derrotado. Se para ganhar voto vale perfumaria, que se dê vasos de aromatizantes.
Filósofos e teóricos da política e do comportamento humano não são otimistas e em seus livros encontraremos inúmeras manifestações negativas sobre a inteligência e o comportamento humano. Cientistas sociais podem explicar e a realidade demonstra que normalmente formamos uma cúpula política que desancamos, mas que assim age principalmente porque seus apoiadores a empurraram para o comportamento que vemos e teoricamente reprovamos.
Em nosso Brasil legiferante descobrimos uma enxurrada de sugestões de leis, quando, talvez, a simplicidade e racionalização das existentes fosse a mais eficaz e urgente providência. Afinal, é difícil até cumprir os apenas “Dez mandamentos”... Um bom exemplo de controle é a atuação da Polícia Federal (Ministério da Justiça) colhendo informações que demonstrem atos dolosos e formulando denúncias inequívocas da má fé de criminosos que merecem a atenção desta corporação após denúncias e solicitações de inquérito.
Se a questão “honestidade” ganha força, principalmente em consequência da liberdade de imprensa, o bom governo está longe de existir no Brasil, fundamentalmente por omissão em responsabilidades básicas como manter serviços e programas existentes.
Dentro de nossa especialização (Engenharia) vemos e registramos situações absurdas.
O desrespeito pela gerência técnica e própria a engenheiros e arquitetos é um espanto, plagiando Jô Soares.
Nesta área vimos e ouvimos palestras desesperadas de especialistas mostrando e demonstrando o abandono da Engenharia no Brasil [ (Ponderações Engenheirais), (Engenharia - Economia - Educação e Brasil), (A formação do Engenheiro e ser Engenheiro)]. A adoção ingênua dos critérios ditados pelo (Consenso de Washington), a insensibilidade em relação à importância da boa gerência técnica, burocracia e “leis modernas” mais a corrupção deram ao Brasil um custo absurdo que agora depende de benesses fiscais para competir com o resto do mundo na eterna guerra comercial, que ficou mascarada pelo sucesso da agroindústria no Brasil e na proteção incrível a montadoras de veículos automotivos, dando-nos, assim, uma sensação de sucesso que começa a mostrar um custo elevado (Uma crítica oportuna e decisões de governo que preocupam - prioridades?) nesses tempos de mensalões, marolas e cachoeiras.
O comportamento político de qualquer povo só tem uma solução definitiva, estruturar um bom sistema de educação cívica. Para isso, contudo, devemos ter professores bem preparados, com salários atraentes para a profissão que adotaram e permanentemente apoiados para o bom exercício da nobre missão escolhida, acima de tudo aqueles dedicados ao ensino fundamental e ao básico. O universitário deveria ser revisto radicalmente para se ajustar às demandas existentes e ter acessibilidade real a todos, destacando-se aí o potencial fantástico do EAD (Ensino e literatura século 21).
No gerenciamento técnico de cidades, estados e da União de alguma forma deveriam se descolar do ambiente político, onde o fundamental seria a organização institucional e a definição de rumos e prioridades.
O ato de governar é um desafio complexo e deveria valorizar boas equipes, ou melhor, formá-las e aprimorá-las e não simplesmente desperdiçá-las em análises contábeis. Qualquer empresa, repartição pública, estatal etc. precisa de base e cultura técnica para sobreviver e evoluir com bons padrões técnicos e culturais, corporativos.
O desastre da humanidade nesses tempos neoliberais tem sido pensar exclusivamente em lucros e acionistas, demagogia e oportunismo eleitoreiro, irresponsabilidade técnica, afinal.
Precisamos, portanto, de estabilidade técnica para a existência de bons padrões de Engenharia, tema que podemos discorrer longamente após algumas décadas de experiência e base até familiar para entender o que vemos nas escolas, por exemplo. É impressionante o que descobrimos [ (PROJETO LIBERDADE EM AÇÃO – VILA LIBERDADE, ANA MARIA E NOVA ESPERANÇA), (Mirante da Educação)] e a partir daí até entender a dificuldade de colocar na cabeça dos adultos recentes o que significa acessibilidade, segurança, civilidade.
Quando percebemos que em colégios novos “esqueceram” de completar as obras, que crianças são colocadas em prédios improvisados, que falta segurança e manutenção adequada em locais onde alunos e professores passam o tempo dedicado à formação e à educação de nossa juventude em escolas públicas entendemos o caos social em que nos encontramos.
Cascaes
23.5.2012

Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Ensino e literatura século 21: http://ensino-e-literatura.blogspot.com/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Mirante da Educação: http://mirante-da-educacao.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Ponderações Engenheirais: http://pensando-na-engenharia.blogspot.com/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Engenharia - Economia - Educação e Brasil: http://economia-engenharia-e-brasil.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: A formação do Engenheiro e ser Engenheiro: http://aprender-e-ser-engenheiro.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). PROJETO LIBERDADE EM AÇÃO – VILA LIBERDADE, ANA MARIA E NOVA ESPERANÇA. Fonte: PROJETO LIBERDADE EM AÇÃO – VILA LIBERDADE, ANA MARIA E NOVA ESPERANÇA: http://projetoliberdadeemcolombo.blogspot.com.br/
Leitão, M. (s.d.). Uma crítica oportuna e decisões de governo que preocupam - prioridades? Fonte: Mirante da Sustentabilidade e Meio Ambiente: http://mirantedefesacivil.blogspot.com.br/2012/05/uma-critica-oportuna-e-decisoes-de.html
Wikipédia. (s.d.). Fonte: Consenso de Washington: http://pt.wikipedia.org/wiki/Consenso_de_Washington


terça-feira, 22 de maio de 2012

sábado, 19 de maio de 2012

Transparência Total

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Os “enlatados” importados e conveniências nacionais - qualidade e acessibilidade


Os “enlatados” importados e conveniências nacionais  - qualidade e acessibilidade
A importância da televisão é imensa, criando comportamentos e formulando posicionamentos técnicos, políticos e sociais. Essa amplitude obriga-nos a ficar atentos à programação das TVs, pois são autênticas salas de aula instaladas em nossas residências.
Queremos, também, poder ver bons programas e entender o que dizem. Esse desafio, além da formação que tivermos, depende de nossa acuidade sensorial e intelectual. Para isso o congresso formulou leis e o Governo Federal editou decretos, normas, regulamentos e até programas que raramente são respeitados, principalmente pelas emissoras privadas.
Pior ainda, sentimos que procuram escapar de suas obrigações. O deficiente sensorial e os idosos são as principais vítimas dessa discriminação, pois dependem de uma soma de recursos para entender o que se transmite. Para o surdo, além da inexistência de intérprete LIBRAS agora parece haver um esforço para eliminar legendas (as emissoras de televisão por assinatura, querem aumentar o número de programas dublados; eu pergunto: e os deficientes auditivos?, 2012).
Estivemos na Reatech neste ano e algo que nos chamou a atenção foi a facilidade com que um especialista, usando seu notebook e datashow, transformava em palavras o que o palestrante falava, assim como a posição errada da intérprete LIBRAS em relação ao palestrante, luzes, telas etc. (Cascaes, Tecnologia Assistiva, 2012). Filmando optamos pela intérprete, o que foi lamentável , pois perdemos parte da exposição dos palestrantes.
Em seminários, audiências públicas, palestras de promovidas por entidades importantes etc. percebe-se facilmente o desprezo pelo deficiente auditivo e visual, sem tem recursos de TA são mal usados e não ainda reclamar, parece que ofendemos os organizadores quando sugerimos algo.
Se o problema é grave nesses encontros, é alarmante na programação das TVs a Cabo, parece que se esforçam para fugir a suas responsabilidades.
Uma questão que se mantém ao longo das décadas em que existimos é quando o povo brasileiro produzirá seus próprios filmes e programas com padrões originais e temas de interesse realmente nacionais. Mais ainda, será que algum dia nossas superpoderosas emissoras de TV respeitarão as leis de acessibilidade?
É constrangedor ver que pelo menos um grande sistema de TV a cabo prefere mostrar programas de roça dos EUA a filmes e reportagens do Brasil, sem legenda ou LIBRAS, quando muito dublados e mal legendados (gradativamente piores).  Os programas educativos, científicos de extrema qualidade vão dando lugar a filmes e reportagens de segunda ou terceira.
Sabemos que são poderosas, ou melhor, seus responsáveis exercem um poder gigantesco ao decidir que programação oferecerão. Sendo empresas privadas procuram maximizar lucros, mesmo que isso signifique degradar a formação dos brasileiros. Teriam feito parte de algum acordo de mídia e valorização de interesses impublicáveis? Os escândalos são tantos que até desconfiamos de que somos (idosos e/ou PcD) moeda de troca de conveniências...
O que surpreende é a opção pela exposição de programas tenebrosamente ruins, será que têm audiência ou são muito baratos ou pagos por grupos querendo fazer nossa cabeça?
Os enlatados, entretanto, além da qualidade duvidosa atendem interesses industriais estrangeiros, fabricantes de armas e comportamentos grosseiros. Vemos perplexos que espaços antes nobres viram janelas para gente medíocre mostrar seus poderes e pontarias.
Não queremos censura política, mas controle de qualidade seria algo extremamente desejável, ainda que perigoso. Afinal as emissoras de TV são concessionárias, ou seja, prestam serviços por delegação de nosso povo. Podemos até imaginar que exista uma simbiose perversa entre grupos ocultos (lembrando as “forças ocultas” de Jânio Quadros).
O que o cidadão comum deseja? A vontade dele, sendo mais ingênuo, é formada pela mídia e a “democratização” dos meios de comunicação será a satisfação do gosto popular. Ótimo para os mercadores de tempos de telinha quando isso une custos reduzidos e importação de hábitos e ideais dos gringos.
Existe uma compensação, a ausência de acessibilidade exclui da audiência quem não escuta bem (por exemplo), assim idosos com redução de audição e pessoas com deficiência auditiva gradativamente procuram outras formas de informação, cultura e lazer, ótimo!
O desagradável nisso tudo é a hipocrisia. Estamos agora na fase do escândalo “Carlinhos Cachoeira” e vemos programas nacionais mostrando e promovendo cassinos estrangeiros. Isso porque ainda não quiseram mostrar os caça níqueis flutuantes... Assim descobrimos reportagens intermináveis sobre diversos crimes e políticos e o desvelamento de forças ocultas há muito tempo... Quanto à jogatina, como disse esse indivíduo, é melhor para ele que o jogo continue sem liberação e regulamentação.
Brasileiros, devemos ser tema de muitas piadas, além das interferências escabrosas da FIFA num acordo que descobrimos a “conta gotas” criamos outras situações tragicômicas.
Aplaudimos estrondosamente as decisões do governo atual. Parece-nos que algumas delas valem sacrifícios intelectuais e morais, mas..., quantos?
O Brasil tornou-se uma tremenda maçã desejável por lobbies industriais e imperialistas, assim essas organizações de telecomunicações mostram programas visando a criação de climas de conflitos e divisões do Brasil. Tudo pode ser atribuído ao mais legítimo sentimento de amor pelo espaço vital, ecologia, coisas assim que ao longo da história recente justificaram guerras e divisões de continentes.
Temos uma tremenda cachoeira de indignações vendo a programação das TVs no Brasil.
Isso não é novidade. Em outros países grupos econômicos poderosos aprenderam a usar e abusar do direito de exploração da mídia televisiva. Aqui, entretanto, estamos vendo e cansando da má qualidade, inclusive, da propaganda dos sertões estrangeiros.
Até quando? Qual será o resultado da massificação da mediocridade?
Cascaes
14.5.2012

Cascaes, J. C. (14 de 5 de 2012). as emissoras de televisão por assinatura, querem aumentar o número de programas dublados; eu pergunto: e os deficientes auditivos? Fonte: O Deficiente Auditivo: http://surdosegentequeluta.blogspot.com.br/2012/05/as-emissoras-de-televisao-por.html
Cascaes, J. C. (14 de 4 de 2012). Tecnologia Assistiva. Fonte: Deficiente Auditivo: http://surdosegentequeluta.blogspot.com.br/2012/04/blog-post.html



sexta-feira, 11 de maio de 2012

A favor do bom jornalismo

terça-feira, 1 de maio de 2012

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Escândalo Carlinhos Cachoeira

Extremamente "didático"  esse infográfico publicado em G1


http://g1.globo.com/platb/cpi-do-cachoeira/

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Remédios e, doenças e política


Genéricos e específicos
Talvez uma informação assustadora que mereceria uma investigação rigorosa a partir dos interesses do tristemente famoso Carlinhos Cachoeira seja o seu envolvimento na indústria dos remédios genéricos no Brasil. Qual é a qualidade do que é oferecido com esta denominação: “genérico” (Uma reflexão sobre os medicamentos genéricos - 8 anos após a lei - o que mudou ?) ?
Familiarmente ouvimos de médicos a recomendação de não usar genéricos (Medicamentos: preço é sinônimo de qualidade?) e agora sentimos a eficácia de um produto desta espécie que parece não funcionar. Não é uma condição geral, mas os indícios de que têm limitações perigosas assustam. Naturalmente o fabricante poderá alegar que seu produto tem o sal indicado, mas a composição seria igual àquele que dizem ser similar?
Doenças mortíferas exigem tratamentos precisos, o que não é fácil.
O câncer, cancro de acordo com os portugueses, é um exemplo do que pretendemos dizer. Temos exemplos de sobra em família e entre amigos para o atrevimento de falar de algo alheio à nossa profissão. Pedimos perdão à Anvisa, associações de médicos, enfermeiros, farmacêuticos, Conselho de Medicina etc., mas não podemos calar.
O problema não é exclusivo do Brasil, é um tema mundial, até por que o aumento da expectativa de vida graças à Medicina trouxe outros desafios que merecem inúmeros artigos, estudos, teses, cursos, programas governamentais etc.
Os exemplos do exercício da Medicina e comportamento de pessoas adoentadas ilustram o que pretendemos dizer. Com surpresa lemos a biografia de Steve Jobs.
No livro (Steve Jobs - A biografia, 2011), em sua parte final, descobrimos o drama dos médicos e de Steve Jobs na luta contra o câncer (O que é o câncer). Quase todos erraram e assim a humanidade perdeu um tremendo empresário inovador, que muitos poderão dizer que não entendia do que ordenava, mas sabia onde devia chegar. São pessoas raras e fazem muita falta.
Acompanhamos a luta de personalidades ilustres de nosso país contra o câncer. Tinham ou têm poder e dinheiro, assim foram ou vão direto para o que existe de melhor (assim parece) no Brasil, recebendo um tratamento vip com algum sucesso.
É uma doença que está longe de merecer um carimbo de “dominada”, exigindo muito para ser bem resolvida. A palavra é genérica e conforme o alvo escolhido por ela pode ser eliminada ou não (Wikipédia).
Com certeza os exames periódicos e uma vida sadia evitam muitas espécies de doenças, inclusive esta.
Mereceria um lugar no panteão dos heróis da mídia a revista Seleções, a primeira publicação mundial que se recusou a fazer propaganda do uso do cigarro. Infelizmente começou tarde para o meu pai Pedro Cascaes (falecido em 1966).
Do INCA temos, atenção:
“Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida).” (sic)
Ou seja, além do cigarro existem coisas que deveriam ser apontadas e proibidas, por quê não o são?
O que, além disso, agora sabemos com absoluta convicção é de que ser rico e poderoso é a melhor situação para enfrentar essa doença quando ela se manifesta. Bons médicos, hospitais, remédios legítimos, tratamentos personalizados etc. fazem a diferença.
Parece que muitos médicos anseiam pela fama e riqueza, sejam formados ou não com o dinheiro do contribuinte, e têm muita dificuldade de comunicação entre eles assim como atender pobre, associado de plano de saúde etc..
A Humanidade idiotizada pela mídia e querendo permanecer infantil insiste em prioridades erradas. Talvez não, mas essa é a sensação quando analisamos o conteúdo da mídia televisiva. Para muitos outros o desafio é merecer o paraíso, assim quanto mais sofrerem aqui na Terra mais facilmente conseguirão um lugar junto ao(s) Deus(es).
Está na moda falar em meio ambiente. Vem aí a ( Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20). Graças a ela o tema preferencial é fazer reportagens de qualquer jeito sobre “sustentabilidade”, tema da “Rio+20”. Com esta motivação entrevistados competentes se alternam com pessoas irresponsáveis, mestres em manipulação de números e ameaças. O nosso desafio é separar o joio do trigo, o que é válido para nós?
Alguns entrevistados, enquanto falam de coisas estranhas com denominações científicas ou semelhantes a tal, mostram eremitas e valorizam a miséria de povos que permanecem sobrevivendo em estado selvagem, deixando de tratar de questões tão importantes quanto o trânsito, dengue, saneamento básico, subnutrição e doenças que dizimam populações assim como da inevitabilidade de se pretender vida longa e feliz em grandes cidades.
De qualquer modo, como lemos no portal do INCA, o meio ambiente é um dos fatores de risco dominantes.
Obviamente todos os assuntos merecem discussão, inclusive a maior praga que se abate sobre o Brasil, a corrupção, responsável pela falta de recursos para tudo, da Educação à Saúde. Fácil de ser contida, mas sustentada por razões estranhas, a desonestidade parece ser a regra, pusilanimemente colocada como “esperteza” quando o termo fica pesado.
Naturalmente, por exemplo, editais lançados em dezembro ( (Lei 8.666, de 21 de junho de 1993)?) para serem abertos em fevereiro do ano seguinte mereceriam atenção especial por parte de nossas autoridades policiais, corrigir só isso já evitaria muito assim como a punição severa contra corruptores que atuam de sul a norte, leste a oeste do Brasil. O incrível e sentir que não comove falar sobre esta questão...
Faltaria cadeia, polícia e tribunais no Brasil para prender corruptos e corruptores, vamo-nos concentrar nos grandes corruptores e escândalos como o caso Carlinhos Cachoeira demonstra. Os resultados poderão ser espetaculares.
Mas, e o câncer? A indústria de genéricos?
Médicos especialistas, planos de saúde, seguradoras, empresários, políticos e lideranças civis deveriam se unir para garantir ao povo um tratamento digno e prevenção contra esta doença. Quando vemos greves do INSS que duram meses e protelações de exames só porque informamos que estamos dentro de um plano de saúde só podemos ficar indignados ao extremo. Pior ainda é ser envenenado sem saber e/ou tomar remédios ineficazes.
Até onde é justa a atuação de corporações (empresariais, sindicatos, de profissionais etc.)? Qual seria o limite ético e jurídico?
Parece que se à Corte é dado um tratamento necessário e suficiente, o resto da população pode e deve seguir o calvário comum, típico de gente ignorante ou alienada como parece existir nos EUA, se valer o que descobrimos na biografia de Steve Jobs, ou infantil tal e qual a brasileira, muito feliz com a demolição de belos estádios para a construção de outros de acordo com os padrões da FIFA.
Em tempo e insistindo, você sabe como enfrentar o câncer  (Barros)?

Cascaes
23.4.2012
Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. (s.d.). Fonte: Rio+20: http://www.rio20.gov.br/sobre_a_rio_mais_20
3/4/2007, T. e. (s.d.). Uma reflexão sobre os medicamentos genéricos - 8 anos após a lei - o que mudou ? Acesso em 23 de 4 de 2012, disponível em Juris Way: http://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=243
Barros, L. H. (s.d.). Sobre o câncer. Acesso em 23 de 4 de 2012, disponível em Instituto Oncoguia - A Voz do Paciente com Câncer: http://www.oncoguia.org.br/site/interna.php?cat=2&id=1626&menu=2
Civil, C. (s.d.). Lei 8.666, de 21 de junho de 1993. Acesso em 23 de 4 de 2012, disponível em Presidência da República - Casa Civil: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8666cons.htm
Isaacson, W. (2011). Steve Jobs - A biografia. (D. B. Berilo Vargas, Trad.) São Paulo: Companhia das Letras.
O que é o câncer. (s.d.). Acesso em 23 de 4 de 2012, disponível em INCA - Instituto Nacional de Câncer: http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=322
Oncoguia, e. (s.d.). Medicamentos: preço é sinônimo de qualidade? Acesso em 23 de 4 de 2012, disponível em Oncoguia: http://www.oncoguia.com.br/site/interna.php?cat=170&id=4663&menu=3
Wikipédia. (s.d.). Cancro. Acesso em 23 de 4 de 2012, disponível em Wikipédia - A enciclopédia livre: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cancro



sábado, 21 de abril de 2012

segunda-feira, 2 de abril de 2012

TD - Tecnologia Democratizante

TD - Tecnologia Democratizante
Democracia consciente exige participação, responsabilidade e consciência máxima de decisões estratégicas de sua comunidade, seja ela num grupo de trabalho ou num continente. Delegar decisões simplesmente é algo que tem se mostrado perigoso, principalmente em países com democracia recente. Virtudes de campanha podem ser insuficientes no ambiente poluído dos palácios. A eterna vigilância é algo extremamente precioso, mais ainda quando se pretende bons governos.
O policiamento não deve ser simplesmente arma de pressão política, mas algo eficaz e em condições de inibir comportamentos lesivos ao povo. Infelizmente os brasileiros devem se sentir extremamente desconfortáveis com a sucessão interminável de escândalos. O mais intrigante é que alguns processos tramitaram durante anos em investigações complexas até virem a público de forma bombástica, não sem antes permitirem durante longo tempo a ação nefasta de maus elementos.
A dificuldade maior sempre foi a incapacidade da maioria das pessoas para a leitura e registro de situações. Os processos convencionais e possíveis de informação e observação eram extremamente limitados.
Podemos imaginar e entender as razões de tanta violência até a poucas décadas. Valia um jornal eventual, notícias através de conversas com viajantes, pregadores, panfletistas, menos a notícia imediata, a menos que fosse ao lado do observador. Era fácil enganar e sublevar pequenas multidões.
Agora a internet é uma ferramenta de mobilização de torcidas fanáticas em guerras absurdas, pode ser melhor usada.
Por lei, decreto ou normas de bom governo existem comissões, conselhos, assembleias, seminários e congressos trabalhando em cada canto do Brasil. Pela mídia vemos títulos pomposos e tratando de assuntos de nosso interesse. Quem pode estar nesses grupos ou eventos? Como abordam as questões que nos interessam? O que fazem? Quais são as conclusões? Quem nos representa? Critérios? Durante anos participamos de seminários com os agentes do Setor Elétrico (por exemplo), todos estavam lá, menos o consumidor, o nosso povo.
Por algum artifício legal deveria ser obrigatório o uso de meios de transmissão “on line” de debates e exposições de assuntos técnicos ou não quando pudessem afetar o desempenho de concessionárias, governos e outras formas de organização com poder de fazer acontecer.
Isso já é possível.
Os grupos virtuais são autênticos instrumentos de debate de questões estratégicas que não são aplicados por preconceito ou defasagem cultural. As redes sociais, sistemas de transmissão de imagem e som via internet ou similares dão ao povo capacidade de participação, algo livre e disponível a quem interessar.
Mais ainda, o acompanhamento de reuniões e o registro de seus debates podem ser autênticas aulas específicas de assuntos palpitantes. Por critérios antigos perdemos tudo isso deixando de filmar e colocar em blogs ou portais e finalmente nas redes sociais o que acontece nessas ocasiões. A dinâmica de comunicação ganhou amplitude com as redes sociais, o desafio é usar de forma adequada.
Vale insistir: a mentalidade e regras administrativas precisam mudar. Participar de comissões, grupos de trabalho, fóruns etc. não deve ser privilégio de poucas pessoas. Tudo deve ser acessível de modo a incluir o nosso povo em discussões de interesse dele próprio. Os grupos presenciais devem ter suas salas de extensão virtuais. Podem ser identificadas ou não, mas partícipes do que se prepara para assinatura dos eleitos.
Não faz sentido subordinar trabalhos comunitários ao arbítrio de chefes eventuais.
Falamos muito em corrupção, esquemas, jogos do poder. Isso tudo acontece na dimensão espantosa que descobrimos pela falta de transparência.  Quanto maior a visibilidade de qualquer administração, mais difícil será para ela fazer o que não deve.
A Tecnologia Democratizante – TD – deve ser usada à exaustão, esse é o lado positivo dos meios de comunicação e processamento de dados mais modernos.

Cascaes
31.3.2012


segunda-feira, 26 de março de 2012

Do que escapamos e o que podemos ganhar com a FIFA

E se os patrocinadores da FIFA fossem outros e a luta contra a corrupção
O poder da FIFA no Brasil é impressionante. Tornou-se maior, praticamente intocável após a assinatura de compromissos que descobrimos depois: o que significaria patrocinar a Copa.
As exigências e os caprichos vieram gota a gota. Estádios novos, como o do Atlético do Paraná, estão sendo refeitos para atender os desejos dessa gente estranha, pior ainda, em todas as cidades comprometendo planos urbanísticos e o bom senso que a Engenharia, Arquitetura, Urbanismo e Economia, além da Sociologia recomendariam.
Chega-se ao absurdo de se fazer linhas especiais de transporte coletivo em direção aos estádios, para depois, a cada campeonato, acontecer a necessidade de gastos extraordinários na recuperação de estragos que torcidas alucinadas poderão fazer.
Talvez com tudo tenhamos em benefício permanente aprimoramentos esquecidos, com destaque para a segurança em todos os seus sentidos.
Teremos leis e punições diferentes, resta saber se teremos presídios.
De qualquer forma até que ainda dá para festejar. O merchandising da Copa poderia estar em fabricantes de cigarro, seria um fumacê danado. Fabricantes de armas, cassinos e outras preciosidades talvez estivessem dizendo o que o Brasil precisaria liberar para ver alguns jogos de sua seleção, até agora meio sem rumo.
Já pagamos muito caro aceitando acordos com o FMI, por exemplo. Talvez isso tenha habituado nosso povo a esperar o pior quando o Governo entra em campo.
Também nada impediria o contrário. A FIFA seria talvez mais simpática se viesse com fabricantes de brinquedos, indústrias e laboratórios dedicados a pessoas doentes, deficientes, idosas, às crianças, aos estudantes etc..
O fascínio pelo dinheiro, contudo, deve ter pesado muito quando certas liberalidades aconteceram, inclusive por empresas brasileiras dispostas a tudo, pouco importando o que seja urgente, necessário e saudável.
O mês de março de 2012 chega ao final com declarações e revelações impressionantes. Será que até 2014 não teremos surpresas maiores? Sua Excia., o deputado federal Romário, um dos maiores jogadores de futebol que nosso Brasil já deu berço, fez suposições assustadoras.
No Paraná descobrimos que os clubes não devem se preocupar demais, a tendência será perdoar dívidas, mais ainda se o Brasil for campeão. A partir daí a corrupção e/ou irresponsabilidade poderão ser abençoadas e usadas como modelos de administração...
Nos livros de sociologia encontramos excelentes textos e estudos sobre o comportamento humano. Tudo indica que o “homo sapiens sapiens” tem inteligência , mas está longe de se comportar de forma decente. Isso não é característica exclusivamente brasileira, a diferença é que o modelo institucional nacional combateu os efeitos e ignora as causas da corrupção. Parece que um Projeto de Lei em andamento no Congresso Nacional poderá mudar isso (GONÇALVES, 2012), melhor ainda se outras leis fizerem parte deste pacote e forem corrigidas.
Da reportagem citada extraímos o seguinte parágrafo:
Idealizado pela Controladoria-Geral da União (CGU), o PL 6.826/2010 segue recomendações de convenções internacionais assinadas pelo governo brasileiro contra a corrupção. “Hoje o ato de corrupção é vantajoso para as empresas. Quando elas são flagradas, os donos simplesmente jogam a culpa em um diretor, mas a empresa não sofre punições sob o aspecto mais importante: o financeiro”, diz o deputado federal João Arruda (PMDB-PR), presidente da comissão especial que aprecia o texto desde 2011 na Câmara dos Deputados.”
Ou seja, esperamos que uma campanha nacional incentive a aprovação desta PL sem ajustes inibidores de seu propósito, combater a corrupção.
E a Copa de 2014?
Por enquanto o que vale é pensar que tudo poderia ser pior. É um consolo. Essa visão cresce quando imaginamos a FIFA apoiando fabricantes de facas, revólveres, equipamentos e coisas mais fortes do que a cerveja.
“Meia entrada” é importante? Isso podemos deixar de lado, está na hora de vermos discussões e posicionamentos mais objetivos a favor de nosso povo, afinal, quem e onde, em que cidade os brasileiros poderão comprar ingressos e ver os jogos do Brasil?
Cascaes
25.3.2012
GONÇALVES, A. (25 de 3 de 2012). Projeto de lei aperta o cerco a empresas corruptoras. Fonte: Gazeta do Povo: http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=1237212&tit=Projeto-de-lei-aperta-o-cerco-a-empresas-corruptoras





domingo, 18 de março de 2012

domingo, 4 de março de 2012

Partidos Políticos?

Partidos políticos?
Cada povo tem o governo que merece. Talvez isso tenha levado o PT a mudar tanto nessas últimas décadas. O PSDB demorou um pouco e perdeu o bonde, não se ajustou para vencer eleições, ou melhor, um matou o outro dentro do próprio partido. Isso para só falar desses dois grandes partidos após 1988.
 A proliferação de partidos políticos mostra que forças existem em nosso país. E daí?
Democracia é o governo do povo pelo do povo e para algum povo, qual?
A formação das equipes gerenciais em repartições públicas, estatais, autarquias etc. nesses últimos mandatos de prefeitos, governadores e presidentes mostraram muita coisa. A Corte é fascinante por diversos motivos e assim os descontentes criaram agremiações políticas denominadas “partidos políticos” que, entrando para a base de sustentação do Poder Executivo, mostram os dentes.
Infelizmente não temos um sistema de governo efetivamente presidencialista ou parlamentarista, é algo sem definição clara. Nas eleições votamos em pessoas que mostram a fragilidade de suas conquistas quando são obrigadas a se submeterem a caprichos e vaidades absurdas, além de outros interesses menos publicáveis. Nessa salada indigesta os brasileiros perdem e muito.
Sempre é bom ressaltar, gritar, repetir, divulgar etc.: a Constituição Federal de 1988 exagerou na delegação de poderes à União, o resultado é que já temos dezenas de ministros, secretários etc. e leis que são ótimas para alguns estados, péssimas para outros.
Precisamos de uma epidemia fortíssima de patriotismo e realismo. O pragmatismo nacionalista não é ruim, ao contrário, é sinal de respeito a leis escritas ou simplesmente consensuais. Nesse sentido o Brasil carece de uma reestruturação institucional, transferindo-se para os estados ou para regiões a serem formadas (com autonomia administrativa e parcialmente legal) os impostos, as atribuições, os direitos e deveres que a União gerencia sem condições de fazê-lo.
Obviamente ninguém gosta de perder poder, menos ainda as grandes corporações e empresas que sentiram as facilidades do Planalto, onde estão longe da indignação das grandes cidades sem os privilégios de um “Distrito Federal”.
Nossa Versalhes afasta-se do povo com programas e discursos pomposos para em seguida promover cortes orçamentários que serão devolvidos, provavelmente, após negociações políticas meticulosas. Isso é acintoso, principalmente quando percebemos que determinadas nomeações atendem interesses paroquiais.
Nosso povo precisa reagir com a audácia das grandes mudanças que necessitamos, se possível sem violência. Cansamos de ouvir políticos fazendo discursos, queremos resultados. Com certeza o Governo Federal obteve alguns, graças a reações fortes em momentos de nossa história. A luta pela Petrobras é um exemplo para o mundo, apesar da influência nem sempre de acordo com os interesses nacionais de seus acionistas privados (de qualquer nacionalidade). Aliás, grupos econômicos poderosíssimos não cansam de falar das maravilhas da privatização das estatais.
Ou seja, algumas empresas e atribuições federais não poderão ser diluídas, mas nossos estados e municípios carecem de maior autonomia e recursos. A distribuição de impostos é favorável a um Brasil em tempos de crise, que foi superada depois de diversos planos mal feitos. O Banco Central e o pessoal da área econômica fez das tripas o coração apara escapar de humilhações gregas.
E a política?
Essa é uma questão extremamente delicada que, denominando-se democrática, está nas mãos de grupos restritos de poder econômico e midiático, principalmente (sem falar em coisas piores). Os denominados políticos raramente falam em nome deles. Menos ainda de seus eleitores.
Procura-se imbecilizar o povo, o esforço é visível de diversas formas. Modelos antigos retornam com a força que a tecnologia permite.
Falam em fim do mundo, talvez ele esteja muito próximo pela regressão mental da humanidade. Ou, quem sabe, vale sentir a violência do poder de incompetentes e oportunistas para que se acorde da letargia em que mergulhamos e avancemos para a formação de bons governos e sistemas políticos funcionais.
Cascaes
3.3.2012

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A corrupção está aumentando ou diminuindo?

O que falta descobrir?
Quando começaremos a reverter esse processo?
A corrupção no Brasil tem uma longa história, felizmente agora podemos saber mais e melhor do que antes, a dúvida, contudo, é se ela está aumentando ou diminuindo.
Vejam:
http://revistaepoca.globo.com/tempo/noticia/2012/02/gula-do-cartel-da-merenda.html

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Subversão explícita no Brasil



Durante a maior parte dos séculos 19 e 20 as nações ocidentais, principalmente, passaram por um processo de transformação que se refletia em ideologias e partidos políticos com propostas de novas soluções para a Humanidade assim como os conservadores fizeram de tudo para manter o que seus avós tinham e queriam, abominavam mudanças. Os movimentos e transformações foram uma consequência natural dos excessos das elites perdulárias e incompetentes e do exemplo de Martinho Lutero e a força dos livros a partir do trabalho de Gutemberg.

O exemplo é claro, em algum momento as lideranças aparecem e promovem mudanças, muitas com resultados nem sempre imaginados ao início do movimento.

Isso levou a Humanidade a inúmeras guerras, revoluções, golpes de estado etc. Processos de transferência de direitos e deveres não costumam ser tranquilos, pior ainda quando embaralham preconceitos, religiões, racismos, xenofobia, poderes etc.

Naturalmente o posicionamento era função do grau de instrução, informação e inteligência de seus atores, além de fatores comportamentais diversos.

Pode-se concluir que o ser humano pensa muito menos do que reage. Lideranças fortes fazem de seus rebanhos o que bem entendem (Reposonsibilidade e Julgamento). O livro citado é fantástico à semelhança de outros, que contêm lições de extremo valor. Lamentavelmente só quando aposentamos eventualmente “descobrimos” tempo para boas leituras. Não temos desculpas, contudo, é só querer. Infelizmente colocaram na cabeça dos idosos de que não devem fazer nada, os jovens vivem aturdidos com a disputa sexual e os adultos fazendo das tripas o coração para serem ricos. Isso é ruim para o exercício da democracia.

Algo de valor inestimável é a facilidade de comunicação atual, internacional, entre povos de qualquer parte do planeta. Essa profusão de informações talvez crie personalidades mais cautelosas e desenvolvidas. O desafio da humanidade é disseminar a arte de pensar e gerar dúvidas e inovações. O perigo é acontecer exatamente o contrário, o que pode acontecer quando a mídia se deixa cooptar irrestritamente a alguma orientação especial ou impublicável.

No Brasil notamos um recrudescimento da violência, que já existiu forte com as motivações clássicas.

A violência primária a partir de fanatismos esportivos é algo espantoso, não inédito, pois os ingleses (hooligans) deram exemplos absurdos e as lutas tribais ainda existem até na Europa (ou principalmente lá).

Devemos, contudo, focar em nossa terra, nosso país.

O corporativismo devidamente explorado pelos mais espertos está produzindo diferenças espantosas que descobrimos em reportagens e posicionamentos até do CNJ. Novelas mostram comportamentos e luxos estratosféricos para gente que sobrevive catando lixo e tenha como ligar um aparelho de televisão.

Filmes e livros da Idade Média e dos séculos seguintes (16 a 17) ilustram bem a miséria que produziu a onda apavorante para as elites nos séculos seguintes.

No Brasil escravagista por princípio desenvolveu-se um “know-how” extremamente eficaz, contendo reações que teriam saneado este país.

As tramas palacianas são complexas e os adventícios à Corte logo se apaixonam por seus “direitos”. Mal sabem eles que podem ser substituídos por sistemas modernos de participação popular (Democracia sem Intermediários).

Ou seja, temos uma elite subversiva, provocante e irresponsável. Nosso povo não reage? Sim, de forma aleatória e confusa. Não têm líderes. Os que existiam ou morreram ou foram cooptados pelo sistema.

O Brasil é imenso e pode, regionalmente, corrigir muitos erros. Precisa, entretanto, de maior autonomia regional, mais realismo administrativo. É vergonhoso, humilhante, caro e disfuncional depender de ministros, agências, burocratas e políticos federais.

O movimento “O Sul é nosso país” (com todos os defeitos que lhe Atribuíram) é uma prova inequívoca da avaliação dessa distribuição absurda de atribuições entre municípios, estados e a União. O modelito modermo de 1988 fracasssou. Alguns de seus líderes (constitucionalistas) disseram à época que assim o Brasil seria ingovernável... Não erraram. É uma tarefa titânica comandar de um lugar no planalto central quase duzentos milhões de brasileiros dispersos em oito e meio milhões de quilômetros quadrados. Pior ainda num sistema político que é uma “salada russa” entre o parlamentarismo e o presidencialismo.

Está na hora de repensar o Brasil ou, se o pior acontecer, desmanchá-lo entre guerras e revoluções. Os levantes urbanos demonstram a ineficácia de forças legalistas. O bom senso recomenda ajustes e o enxugamento dos poderes e deveres do Governo Federal e seus assessórios de forma pacífica (Apesar da época em que foi escrito, vale a pena ler (Nietzsche)).

Com certeza isso fere os interesses de grandes grupos de Poder monetário e político, afinal aprenderam a ganhar com essa loucura. Devemos lembrar isso, pois estaremos ferindo seus interesses.

Cansamos, por exemplo, de ver o Banco Central pagar juros de país quebrado, corrupção, favoritismos regionalistas (voltamos à política “café do leite”), Poder Judiciário em cheque, parlamentares inúteis etc...  Os impostos pagos nunca são suficientes. Esses são os subversivos do século 21 em seu início no Brasil, subversivos ou terroristas?

Para começar, vamos ler e discutir (Arendt, Sobre a Revolução)?

Cascaes

24.2.2-12

Arendt, H. (s.d.). Reposonsibilidade e Julgamento. (R. eichenberg, Trad.) Companhia das Letras.

Arendt, H. (s.d.). Sobre a Revolução. (D. Bottmann, Trad.) Companhia das Letras.

Cascaes, J. C. (s.d.). Democracia sem Intermediários. Fonte: A favor da democracia no Brasil: http://afavordademocracianbrasil.blogspot.com/2011/03/democracia-direta-sem-intermediarios.html

Nietzsche, F. (s.d.). Humano, Demasiado Humano (segunda ed.). (A. C. Braga, Trad.) escala.